Olá, meus nerds!
Hoje assistiremos a uma aula completíssima do professor de biologia Bruno Zeitone! Ele explica tudo sobre os aminoácidos!
A continuação do vídeo pode ser encontrada no site do Descomplica!
Boa aula e um excelente fim de semana!
Transcrição:
00:00 Biologia
Proteínas e Enzimas: Aminoácidos, Estrutura e Desnaturação
Professor: Bruno Zeitone
00:10 Olá pessoal, nessa aula estudaremos sobre proteínas e enzimas.
Proteínas são polímeros de aminoácidos. Essas moléculas apresentam o radical amina e um radical ácido (COOH).
00:30 O que diferencia um aminoácido do outro é o radical associado a ele. Podem possuir características: polares, apolares, podem trazer uma condição positiva ou negativa, ácida ou básica, dependendo do meio.
A constituição desses aminoácidos numa molécula proteica define sua estrutura e função. Existem 20 aminoácidos diferentes e podem ser divididos entre essenciais e não essenciais.
1:00 Os aminoácidos assenciais são aqueles que você não consegue sintetizar, são obtidos por meio da alimentação. Já os aminoácidos não essenciais são aquele que você consegue sintetizar, a partir de outros compostos, no fígado – esse processo, chamamos de transaminação. Na transaminação, um cetoácido e um aminoácido que foram ingeridos são convertidos em um novo aminoácido e cetoácido.
1:30 Esse processo ocorre no fígado pela ação das enzimas chamadas transaminases.
Nesse processo, a vitamia B6 possui um papel fundamental.
A ligação dos aminoácidos se dá por meio de ligações peptídicas. Lembrando que esse tipo de ligação é feito por síntese por desidratação, com liberação de água e gasto de energia.
2:00 Nós chamamos de estrutura primária da proteína o conjunto de aminoácidos de uma proteína característica. Esse conjunto pode variar em quantidade, tipo e ordem. Agora, uma pergunta: onde encontra-se a instrução para a construção de diversas proteínas?
2:30 A intrução de construção das proteínas está no DNA. O DNA de cada célula e organismo possui instruções, genes com a sequência e quantidade correta de aminoácidos para cada proteína. Portanto, alterações no DNA refletem alterações na proteína.
3:00 A mudança de um único aminoácido acarreta alterações sérias. Por exemplo, a anemia falciforme é a troca de uma valina por um ácido glutâmico em uma molécula de hemoglobina.
3:30 Os aminoácidos de uma molécula tendem a interagir entre si por meio de pontes de hidrogênio. Os arranjos podem ser espiralados, chamados de alfa-hélice ou dobrados, chamados de folha beta pregueada.
4:00 A estrutura terciária apresenta dobras devido a três tipos de interação:
Aminoácidos com a água, aminoácidos entre si (iônicas ou covalente).
Vejamos alguns exemplos:
4:30 aminoácidos apolares tendem a fugir da água, nesse ponto haverá uma dobra, com as partes polares voltadas para fora.
Aminoácidos com resíduos de enxofre como a metionina, podem realizar pontes de bissulfeto, sendo interações fortes e covalentes.
5:00 Outra questão: a estrutura terciária influencia na função de uma proteína?
Claro, na proteína, a forma está sempre associada à função.
A gente pode fazer um panorama: a estrutura primária depende do DNA. A sequência característica de aminoácidos define que tipos de interações vão existir entre esses próprios aminoácidos e logo, que tipo de forma a proteína vai assumir.
5:30 Portanto, mudanças no DNA levam a mudanças na sequência primária, na sequência terciária, na forma e consequentemente, na função.
A perda de forma e função de uma proteína é chamada de desnaturação, podendo ocorrer pela elevação da temperatura ou alterações no PH. Quando elevamos a temperatura, ligações são quebradas e água é perdida, alterando a forma e função da proteína.
6:00 Logo, ligações apolares são desfeitas e haverá a perda de um formato característico. Na mudança do meio elétrico acontece a mesma coisa, as interações iônicas que nós comentamos anteriormente são desfeitas. Em alguns casos, a proteína pode ser renaturada por meio da hidratação.
No próximo bloco falaremos das enzimas, um tipo peculiar de proteína, as quais aceleram reações químicas e são indispensáveis para o metabolismo.