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Combustível Fóssil x Biocombustível

Fala, galera!

Antes de tudo, gostaria de informá-los que o Descomplica está com 50% de DESCONTO!! Gente, não vamos marcar bobeira, estudar nunca é demais! Não há maneira mais fácil de estudar, sério.

Voltando ao post… Hoje vamos descomplicar o combustível fóssil e o biocombustível. Você saberia diferenciá-los?

LET’S GO!

Desde crianças, costumamos ouvir falar de fósseis e que o petróleo é um “combustível fóssil“. Atualmente, ouvimos muito falar que “a queima de combustíveis fósseis aumenta o efeito estufa“. Vamos então entender como isso tudo se processa?

Formação:

Quando seres vivos morrem e são soterrados rapidamente por lama, podem morrer e ser decompostos muito lentamente na ausência de oxigênio. Ao passar de milhares de anos de decomposição, podem gerar o petróleo. No caso das grandes bacias oceânicas, o petróleo em questão vem de animais marinhos mortos, algas, e protozoários foraminíferos. O petróleo produzido acaba ficando preso em minúsculos orifícios de algumas rochas sedimentares, como acontece com a água numa esponja de cozinha.

Daí então a necessidade de perfurar a rocha até atingir o “bolsão” de petróleo, deixando-o fluir (prospecção de petróleo). Normalmente devido à alta pressão a que está submetido no interior da terra, quando a perfuração atinge o tal “bolsão”, o petróleo jorra sozinho em direção à superfície, como um tubo de desodorante que tem seu frasco pressionado. (Lembrando que esse “bolsão” não se trata de um “lago subterrâneo”, e sim uma área de rocha esponjosa onde o petróleo se encontra absorvido. Se existissem “buracos” no interior da terra, quando o petróleo fosse removido, a terra cederia…)

Composição Química:
A composição do petróleo não é sempre a mesma e depende do local de extração. Apresenta centenas de compostos químicos diferentes. Sua coloração nem sempre é preta, variando do marrom ao verde-escuro. O petróleo é composto por diferentes tipos de hidrocarbonetos, como por exemplo o metano (CH4) – componente do gás natural – e o octano (C8H18) – componente da gasolina e óleo diesel.
Os petróleos podem ser parafínicos (90% de alcanos), aromáticos (25 a 30% de hidrocarbonetos aromáticos) , naftalênicos (15 a 20% de cicloalcanos). Dependendo da composição do petróleo, diferentes compostos são extraídos. Pode ser produzido a partir do petróleo: gás natural, óleo diesel, óleo lubrificante, graxa, nafta, querosene, gasolina, GLP (Gás Liquefeito de Petróleo), asfalto, parafina, além de matéria prima para a fabricação de plásticos , isopores, borrachas sintéticas, fibras têxteis, detergentes, fertilizantes, espumas, inseticidas, tintas, resinas, etc. Entendem o porquê do petróleo ter a importância que tem no mercado mundial?
Metano (CH4) e Octano (C8H18)
Processamento:
A principal técnica de separação aplicada ao petróleo é a destilação fracionada. É como uma destilação comum, onde o petróleo é vaporizado e, em seguida, condensado. Como o petróleo é composto por várias substâncias diferentes, com faixas de ebulição diferentes, basta aquecê-lo em diferentes temperaturas. Cada uma das substâncias que o compõem vai evaporar em uma temperatura específica. Assim são obtidas frações na forma de gasolina, de querosene e óleo diesel. O craqueamento catalítico gera outros subprodutos de interesse comercial.
Craqueamento significa “quebra” do petróleo, neste caso, com o auxilio de catalizadores. Eles permitem que hidrocarbonetos grandes sejam quebrados em outros menores. A gasolina, por exemplo, depende de um fator chamado de “octanagem“, que determina a qualidade da queima da mesma. Uma alta octanagem permite uma queima eficiente, deixando poucos resíduos. Já uma baixa octanagem produz uma “borra” que pode entupir os dispositivos mecânicos de automóveis e outras máquinas à gasolina.

Poluição:
Mas por que o petróleo tem sido visto como o grande vilão dos dias de hoje?
Sabe-se que o CO2 (Gás Carbônico ou Dióxido de Carbono) é o grande causador do efeito estufa. Como podem ver, ele é formado por vários tipos de hidrocarbonetos. Esses hidrocarbonetos, quando queimados, liberam gás carbônico (CO2). Uma molécula de “hexano”, por exemplo, é capaz de liberar 6 moléculas de CO2, enquanto uma molécula de “octano”, libera 8 moléculas de CO2. Conseguem imaginar o que faria uma molécula de hidrocarboneto com mais de 8 carbonos?
Para se ter uma idéia, uma molécula de glicose, queimada na respiração, libera apenas 6 moléculas de CO2. Imaginem todo o gás carbônico que os seres vivos liberam diariamente, somados aos muitos que são produzidos pela queima da gasolina dos automóveis, os combustíveis de aviões, de máquinas industriais, além de queimadas que são feitas… É muito CO2 na atmosfera!
O problema maior é que, diferente da respiração que é contra-balanceada pela fotossíntese vegetal (os vegetais absorvem o CO2 no processo de fotossíntese, certo?), a queima do petróleo e dos combustíveis fósseis em geral, não tem essa compensação! Isso porque o petróleo se encontrava soterrado em algum lugar. É como pegar toneladas de CO2 enterradas e começar a jogar na atmosfera!
É óbvio que vai dar algum problema… É diferente da queima de biocombustíveis, os quais são produzidos a partir de óleos vegetais. Todo biocombustível (álcool, biodiesel, biogás, etc.), ao ser queimado, vai liberar CO2 como qualquer outro combustível. Entretanto, para a sua produção, é necessário o plantio de centenas de vegetais (mamona, girassol, milho, cana-de-açúcar, etc.). E esses vegetais reabsorvem todo o CO2 liberado na queima do combustível. Portanto, é por isso que os biocombustíveis não são totalmente “limpos”, mas são mais “ecologicamente corretos” que os combustíveis fósseis.
OBS: Além disso tudo, também é gerado dióxido de enxofre (SO2) na queima do petróleo, que provoca chuva ácida.
Bom, por hoje é só! Deixem um comentário, por favoooorrr =D =D =D =D
Até mais!

Dicas de Biologia – Desequilíbrios Ecológicos (Parte 2)

Continuando nossos resuminhos sobre desequilíbrios ecológicos, temos:

  1. Inversão Térmica
  2. “Buraco” na camada de ozônio
  3. Aumento do efeito estufa

Vamos lá! Um por um:

1) Inversão térmica

Eventualmente, na atmosfera, pode acontecer a inversão nas posições normais das camadas de ar quente e frio.
Inversão Térmica
Entre elas, forma-se uma pequena camada de poluição, que será retida próxima à superfície do planeta se espalhando lateralmente.

Em situações como essa, é bastante comum observarmos certa freqüência de problemas respiratórios na região devido à essa aproximação da camada poluente.

2) “Buraco” na camada de ozônio

Vamos a reação básica desse problema:    CFC (freon) + O₃  → O₂

Observem, que a princípio a reação é favorável, pois há produção de gás oxigênio.

Porém, a produção é a partir do gás ozônio(O3),  constituinte da camada de ozônio, reduzindo a espessura da mesma, e menor espessura = maiores “buracos”.

buraco na camada de ozônio
(Olhem que interessante a redução da espessura da camada –“os buracos”)

O clorofluorcarbono (CFC) reage com o ozônio degradando este composto.

Como o ozônio forma a camada entorno do planeta que o protege da radiação ultravioleta, a diminuição dessa camada permitirá:

maior entrada de radiação, promovendo casos de câncer de pele.
alteração das bactérias decompositoras e nitrificantes do solo
alteração do sistema aquático.

3) Aumento do efeito estufa

Atenção ao termo meus queridos!! O correto é “Aumento” e não apenas “efeito estufa”.

O efeito estufa é um fenômeno natural, e é graças à ele que a terra consegue se manter em temperaturas viáveis à vida.

O problema está no efeito antrópico (promovido pelo homem). A excessiva produção de dióxido de carbono (CO₂) e seu lançamento para a atmosfera promove o aumento da espessura desses gases estufa.

Efeito Estufa

Como conseqüência, as radiações solares ao baterem na superfície terrestre têm dificuldade em refletir para a atmosfera, elevando a temperatura terrestre.

Para saber mais acessem: a página de efeito estufa da wikipedia!

Você encontra lá um conteúdo bem legal sobre tudo isso, os acordos mundiais, protocolos, etc! =)

Beleza gente? Deixem seus comentários e dúvidas!

Até a próxima!


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