Arquivo de fevereiro de 2012

Resumo: Migração e melhoria de vida

Olá, meus amigos!

O carnaval está chegando, mas todo dia é dia de estudo! Para você que abriu mão de festejar em algum bloco para estudar e passar no vestibular, preparei um resuminho esperto sobre a relação entre migração e a melhoria da qualidade de vida dos imigrantes. Você sabe qual é? Se não sabe, vem que eu te explico! Migração é mais do que manjado no ENEM!

Os deslocamentos populacionais costumam obedecer a uma lógica relativamente simples. As populações migram para melhorar a qualidade de vida. Migram para fugir de uma guerra, de uma crise econômica, da pobreza, de perseguição política, da seca e de outros cataclismos naturais. Migram para conseguir emprego, para estudar, para ter mais saúde, para continuarem vivas.

Sabemos que as melhorias imaginadas pelos migrantes muitas vezes não são alcançadas em sua plenitude e que novos problemas podem passar a fazer parte de seu cotidiano. Nem sempre eles são bem vindos aos lugares de destino e muitas vezes enfrentam a xenofobia do povo local, a discriminação e a marginalização, constituindo um grande contingente de cidadãos de segunda classe.

Os movimentos migratórios são mais intensos nos países com mais desigualdades regionais, naqueles onde poucas áreas muito ricas dividem o espaço com outras muito pobres. Esse quadro é comumente encontrado em países subdesenvolvidos industrializados, que, dependendo do ponto de vista, são também chamados de países em desenvolvimento ou emergentes. Ocorrem também entre países que apresentam níveis de desenvolvimento muito díspares.

As migrações internas do Brasil – como o histórico fluxo de nordestinos para o Sudeste, atraídos pela expansão industrial, ou para a Amazônia, atraídos pelos projetos agropecuários, minerais e industriais, e, mais recentemente, da região Sul para o Centro-Oeste, relacionado à expansão da fronteira agrícola – são freqüentemente abordadas nos exames vestibulares.

É preciso lembrar também as migrações africanas, estimuladas pela miséria e pelos conflitos étnicos, os fluxos de hispânicos para os EUA e as migrações em direção aos países mais ricos da União Européia, vindas, por exemplo, das ex-repúblicas socialistas ou de ex-colônias.

Então, meu povo, por hoje é só! Não deixem de ver as vídeo aulas do Descomplica durante o recesso para não enferrujar!

Bom CARNAVAL!

A relação temperatura e latitude

Olá, meus amigos!

Como foram de fim de semana?

No Desconversa de Geografia de hoje, vamos falar da proporcionalidade existente entre as baixas temperaturas e a latitude. Vamos começar?

Imagine duas cidades localizadas na mesma latitude, portanto sobre o mesmo paralelo, mas com longitudes diferentes -ou seja, em meridianos distintos. Essa situação já foi utilizada várias vezes em vestibulares para que, a partir dela, os alunos tirassem conclusões sobre possíveis diferenças entre temperaturas e horários.

Podemos afirmar genericamente que a variação da latitude implica uma variação da temperatura. Quanto maior for a latitude, mais distante a localidade estará da linha do Equador e, portanto, mais próxima dos pólos, áreas sabidamente mais frias. Esse fenômeno decorre da curvatura do planeta Terra, que faz com que diminua a incidência de radiação solar com o aumento da latitude. Livros didáticos que tratam do tema quase sempre têm uma ilustração para mostrar o fenômeno.

Cidades na mesma latitude estão à mesma distância do Equador e tendem a ter a mesma temperatura. Essa conclusão só não é absoluta porque sabemos que a temperatura de uma cidade depende de outros fatores também -por exemplo, a altitude e a densidade de construções-, mas isso fica para uma outra oportunidade. Já a variação da longitude implica a variação do horário.

No hemisfério ocidental (oeste), quanto menor for a longitude da cidade, mais próxima ela estará do meridiano de Greenwich e mais adiantado será o seu horário. No hemisfério oriental (leste), o horário será adiantado quanto maior for a longitude da cidade, portanto quanto mais distante ela estiver do meridiano de Greenwich. Em outras palavras, tomando-se duas cidades, a que estiver a leste em relação à outra terá seu horário adiantado. Esse fenômeno decorre do movimento de rotação do planeta Terra ser no sentido oeste-leste. Digamos que o que está a leste “passe primeiro pelo Sol”.

Bom, por hoje é só!

Até mais!

(fonte Vestibular UOL)

Resumo: Fusos Horários

Olá, meu povo!

Como foram de volta às aulas? Chato? Legal? Deixem seu comentário!

Hoje, vamos entender como é possível o Japão ter um Reveillon antes da gente! Você sabe o que é o causador desse fenômeno? Sim! O Fuso Horário!

Para quem não sabe, vamos explicar tudinho sobre essa convenção humana! Vamos lá!

Amplie clicando na foto ;)

Condição básica para se entender os fusos horários é conhecer os paralelos e meridianos, linhas imaginárias traçadas sobre o globo com o objetivo de permitir a localização de qualquer ponto na superfície terrestre.

Partindo da linha do Equador, o principal paralelo, traçamos quantas linhas forem necessárias. Elas são identificadas por sua distância em relação ao Equador, medida em graus. Essa distância é o que chamamos de latitude, que pode variar de 0o a 90o, tanto para Norte quanto para Sul.

Meridianos são todas as semicircunferências traçadas de forma a ligar os dois pólos da Terra. Todos têm o mesmo tamanho e qualquer um pode ser utilizado para se dividir o planeta em duas porções iguais: hemisfério ocidental (a Oeste) e hemisfério oriental (a Leste). Como meridiano de referência (0o), convencionou-se adotar o que passa pelo Observatório Astronômico de Greenwich, em Londres (Inglaterra).

Os demais meridianos são identificados por sua distância, medida em graus, em relação ao meridiano de Greenwich. Essa distância é o que chamamos de longitude e varia de 0o a 180o, tanto para Leste quanto para Oeste.

Como o meridiano de Greenwich é considerado o referencial das longitudes, ele passou a ser considerado o meridiano a partir do qual se determina o horário-base no planeta.

A determinação da hora parte do princípio de que a Terra é uma circunferência perfeita, medindo 360o, e de que a rotação terrestre dura 24 horas. É o tempo necessário para que todos os meridianos passem, num determinado momento, frente ao Sol. Dividindo-se os 360o da Terra pelas 24 horas de duração do movimento de rotação, resultam 15o. Portanto, a cada 15o que a Terra gira, passa-se uma hora.

Cada uma dessas 24 faixas recebe o nome de fuso horário. No interior dessas faixas, por convenção, passou a vigorar um mesmo horário. A leste de Greenwich, as horas aumentam a cada faixa de 15o, variando entre 0 e 12. A oeste de Greenwich, as horas diminuem, em idêntica variação.

Brasil

Em nosso país, a Lei nº 11.662, sancionada pelo governo federal em 24 de abril de 2008, reduziu de quatro para três o número de fusos horários. A mudança atingiu municípios nos estados do Acre, Amazonas e Pará. Desde então, municípios do Acre e da parte oeste do Amazonas passaram a ficar com diferença de uma hora em relação a Brasília (horário oficial do país).

Então, por hoje é só, meus amigoosss =)

Valeu!

(fonte Uol Vestibular)

Resumo: Conflitos Mundiais Recentes

Olá, meu povo!

Como estão os estudos? Ah, ates de mais nada, uma perguntinha: você já conferiu a Super Promoção de Férias do Descomplica? Pacote mensal com 50% de desconto! Vamos conferir?

Hoje, abordaremos os conflitos contemporâneos que permeiam nosso mundo e que são danados para cair no vestibular, principalmente no ENEM! Então, vamos lá!

Bolívia

A Bolívia é um dos países mais politicamente instáveis da América Latina, tendo enfrentado, até hoje, 193 golpes de Estado.

Desde o início de seu mandato, o governo do presidente Juan Evo Morales Ayma (do partido Movimento ao Socialismo) impôs grandes perdas aos departamentos (estados) mais ricos do país, principalmente ao promulgar uma lei que federalizou a receita advinda da exploração das reservas de gás.

Em 2008, em um processo de crescente tensão política, os departamentos de Santa Cruz, Tarija, Beni e Pando (que, juntos, possuem mais de 80% das reservas de gás do país) passaram a exigir maior autonomia em relação ao governo federal, defendendo mudanças na distribuição dos impostos e na escolha de seus governadores.

A crise se intensificou em consequência de três fatores:

- Interferência do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, em favor de Evo Morales;

- Acusações do governo boliviano contra os EUA, alegando que os separatistas recebiam apoio da diplomacia norte-americana (o embaixador norte-americano chegou a ser expulso do país);

- Realização de referendos (sem apoio legal), nos departamentos citados acima, com o objetivo de aprovar constituições autonomistas;

Depois de embates violentos em algumas províncias – o país esteve à beira de uma guerra civil -, opositores e governo concordaram em iniciar conversações, graças, em grande parte, à interferência da diplomacia brasileira.

A tentativa de intermediação brasileira se deveu, principalmente, a três questões:

- Evitar um clima de instabilidade que causaria reflexos na fronteira da Bolívia com os estados do Acre e de Rondônia, inclusive com a entrada de refugiados bolivianos no Brasil;

- Há quase 15 mil cidadãos brasileiros vivendo em solo boliviano;

- Impedir que o clima de violência comprometesse o fornecimento de gás ao Brasil;

Uma nova Constituição foi aprovada na Bolívia, mas o país segue com graves divisões internas.

Colômbia, Equador e Venezuela

Em 1º de março de 2008, tropas da Colômbia atacaram um acampamento do movimento guerrilheiro Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) em uma região de fronteira, mas dentro do território do Equador. Durante o ataque, mataram um dos principais líderes das FARC, Raúl Reyes, e mais 16 guerrilheiros.

Em um primeiro momento, o presidente do Equador, Rafael Correa, afirmou estar informado do ataque. Logo depois, contudo, declarou que o exército colombiano havia entrado no Equador sem sua autorização, rompeu relações diplomáticas com a Colômbia e enviou mais de 3 mil soldados à fronteira.

A mudança de comportamento de Correa aparentemente ocorreu sob influência do presidente da Venezuela, Hugo Chávez. Este já se encontrava em crise com o governo colombiano, desde que havia sido afastado das negociações que a Colômbia mantinha com as FARC, com o intuito de firmar um acordo humanitário para libertação dos reféns mantidos há anos pelos guerrilheiros. Ao ser informado da morte dos guerrilheiros, Chávez proferiu severas críticas ao presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, e mobilizou dez batalhões do exército na fronteira com esse país.

A crise se acirrou no dia 4 de março, quando a Colômbia anunciou ter descoberto, nos computadores dos guerrilheiros mortos, provas de que o Equador e a Venezuela mantêm vínculos estreitos com as FARC. Segundo o diretor da Polícia da Colômbia, Óscar Naranjo, os documentos provariam:

- Que a Venezuela, além de fornecer armas às FARC, já contribuíra com cerca de 300 milhões de dólares para ajudar os guerrilheiros;

- Que o ministro da Segurança Interna e Externa do Equador, Gustavo Larrea, havia demonstrado interesse em oficializar as relações com as FARC;

Em meio a um clima de acusações e de iminência de guerra entre os países, Álvaro Uribe declarou que não enviaria tropas às fronteiras do Equador e da Venezuela, mas que apresentaria as provas encontradas à Organização dos Estados Americanos (OEA) e à ONU, reiterando que os documentos encontrados com os guerrilheiros “violam a normalidade internacional na sua proibição aos países de proteger terroristas”.

Em julho de 2009, o Exército colombiano apreendeu uma série de lança-foguetes produzidos na Suécia em um dos acampamentos das FARC. Consultada, a Suécia confirmou que os números de série das armas correspondem a um lote vendido pela empresa Saab Bofors Dynamics ao Exército da Venezuela. O fato, que fere todos os acordos internacionais, provocou uma nova crise entre os países.

Rússia e Geórgia

A guerra entre a Rússia e a Geórgia, em agosto de 2008, ocorreu em função do projeto separatista da Ossétia do Sul e da Abkházia, mas está relacionada a problemas que datam da dissolução da União Soviética.

Antes do colapso do regime socialista, a região da Ossétia do Sul havia declarado autonomia em relação à República Socialista Soviética da Geórgia, aproximando-se da Rússia, que dominava a União Soviética. Com a dissolução da URSS, em 1991, a Geórgia tornou-se uma república independente. A Ossétia do Sul procurou seguir pelo mesmo caminho, proclamando sua independência em relação à Geórgia.

Disso resultou uma guerra entre a Geórgia e a Ossétia do Sul que se estendeu até 1992. A Rússia intermediou a paz entre as duas. A atuação russa, porém, estava condicionada por seus próprios interesses: transformar em área de influência russa tanto a Ossétia do Sul quanto a própria Geórgia.

A Geórgia, contudo, caminhava no sentido contrário às ambições russas, particularmente a partir de 2004, com a eleição do presidente Mikhail Saakashvili, que tentou levar o país à Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), além de se aproximar dos Estados Unidos, de modo a escapar ao poderio russo.

Em 2008, a Ossétia do Sul retomou suas pretensões separatistas. Ao mesmo tempo, a tentativa georgiana de entrar para a Otan fez com que a Rússia apoiasse a independência da Ossétia do Sul.

A reação da Geórgia foi atacar a Ossétia com artilharia e foguetes. A Rússia, então, entrou na guerra. O conflito entre os países durou alguns dias, até que os russos aceitaram o cessar-fogo negociado pelo presidente da França, Nicolas Sarkozy. O clima de tensão, contudo, permanece.

Israel e a faixa de Gaza

Na passagem de 2008 para 2009 as Forças de Defesa de Israel iniciaram uma ofensiva contra a faixa de Gaza, território palestino dominado pelo grupo radical islâmico Hamas. O objetivo da operação era eliminar a capacidade do Hamas de atacar as cidades israelenses próximas à fronteira.

Os bombardeios começaram oito dias depois do fim de uma trégua de seis meses mediada pelo Egito, que não foi renovada em meio a acusações mútuas de desrespeito aos termos do acordo. Na verdade, nenhum dos dois lados cumpriu o acordo: foguetes continuaram a ser lançados de Gaza, atacando cidades de Israel – e Israel não liberou o fluxo de mercadorias para a região, sob bloqueio econômico e físico israelense desde meados de 2007.

Na verdade, o cenário foi agravado quando o Hamas derrotou o Fatah – partido do líder Yasser Arafat, morto em 2004 – nas eleições palestinas em 2006. Diferente do rival, o Hamas não reconhece o Estado de Israel e não aceita os acordos já firmados do país com a ANP (Autoridade Nacional Palestina).

A ofensiva de Israel sobre a faixa de Gaza durou 22 dias, provocando centenas de mortes.

China e Tibete

O isolamento provocado pela altitude favoreceu o surgimento, no Tibete, de uma civilização característica: no século 7, o país se converteu num reino lamaísta, seita local do budismo, que definiria o caráter teocrático da estrutura política e econômica do Estado tibetano.

Depois de várias turbulências políticas, o Tibete foi um país independente de 1911 a 1950, quando foi anexado à China comunista. De lá para cá, manifestações do povo tibetano contra o domínio chinês se repetem esporadicamente. Em 1959 ocorreu um grande levante, violentamente reprimido.

Em agosto de 2008, o movimento nacionalista do Tibete voltou a protestar contra o domínio da China sobre a região. Os primeiros protestos surgiram logo após a prisão de monges tibetanos que organizaram uma passeata para marcar os 49 anos do grande levante contra o governo chinês. Em seguida, milhares de pessoas também foram às ruas, reivindicando a independência.

Segundo observadores internacionais, o governo chinês reprimiu violentamente as manifestações, provocando mais de 120 mortes.

Bom, por hoje é só! Um excelente final de semana e estudem! =)

(fonte Uol Vestibular)


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