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Resumo – Governo de Getúlio Vargas (1951 – 1954)

Olá,

Sigo trazendo resumos sobre os governos brasileiros no século XX.

Governo Getúlio Vargas (1951 – 1954)

Ao assumir em 51, Getúlio Vargas tinha um longo processo de recuperação do país. Como já era esperado, adotou suas clássicas políticas econômicas nacionalistas e intervencionistas. Alguns exemplos de sua política economica foram a criação do BNDE (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico) e a adoção do chamado Plano Laffer, que consistia em dar continuidade ao seu projeto de incentivo à indústria de base.

Vargas tentou dar continuidade às suas políticas que antecederam o Estado Novo e que trouxeram prosperidade à nação e que geraram sua popularidade, porém a sociedade estava mudada, e a oposição fortalecida. Dos quatro maiores projetos que Vargas tentou implementar, apenas um deles realmente entrou em vigor, sendo todos os outros barrados no congresso, uma vez que o partido de Getúlio não era maioria.

Os projetos foram:

- Criação da Petrobrás – Campanha “O Petróleo é Nosso”. Objetivo principal de estatizar e nacionalizar o petróleo, diminuindo os gastos com as importações do mesmo. Foi a única medida aprovada no congresso, uma vez que no período pós guerra o petróleo era visto como sinônimo de desenvolvimento. Resultou na criação da empresa em 1953.

-  Criação da Eletrobrás – Tinha basicamente os mesmos objetivos da Petrobrás só que no setor de energia elétrica. Projeto vetado pelo congresso.

- Lei da Remessa de Lucros – Obrigava as empresas estrangeiras a realizarem investimentos diretos no país, impedindo-as de enviarem seus lucros às suas matrizes. Foi extremamente mal vista pela oposição e pela burguesia ligada ao capital estrangeiro. Foi vetado pelo congresso.

-  Lei do Aumento do Salário Mínimo – Projeto proposto pelo vice João Goulart, pretendia realizar de uma vez um aumento de 100% do salário mínimo. Poposta muito criticada pela oposição e que gerou muita polêmica. Foi vetada pelo congresso.

Sem a governabilidade necessária para manter a estabilidade política, Vargas começou a perder sua credibilidade. Seus opositores protestavam contra suas políticas e vetavam-as no congresso, e seus aliados o pressionavam para que realizasse as políticas propostas, em especial, a de aumento do salário mínimo. Sem ter para onde correr Getúlio, que precisava garantir o apoio dos setores que eram a seu favor, se viu sem saída a não ser forçar o aumento mesmo após o mesmo ter sido vetado.

Tal medida fez com que o presidente fosse bombardeado pela oposição, gerando um enorme caos interno. Como se não bastasse, nesse mesmo período, o líder da oposição e arqui-inimigo de Getúlio, Carlos Lacerda, sofrera um atentado contra sua vida, e o responsável fora um homem ligado à segurança pessoal de Vargas. O episódio apenas colaborou para a enorme desordem interna, enfraquecendo o presidente de modo que o aconselhassem a renunciar, proposta negada por ele.

Getúlio se viu sem saída: ou renunciaria e a oposição tomaria o poder, ou se negaria a sair do governo por bem, mas sairia preso e um golpe militar colocaria a UDN no poder. Como nenhuma das alternativas lhe parecia razoável, o populista comete o suicidio em agosto de 54, como um ato político na tentativa de impedir a posse dos udenistas.

A mobilização popular foi intensa; tudo e todos que repressentassem oposição ao ex- presidente fora destruido, queimado, vandalizado. Os opositores do regime tornaram-se vilões e a maioria teve de sair fugido do país para que não fosse morto ou preso. Assim, Vargas conceguiu atingir seu objetivo de evitar a subida da UDN ao poder, fazendo com que assumisse seu vice, Café Filho.

O governo de Café Filho foi tranquilo, primeiramente pelo fato de a oposição ainda estar silenciada desde o episódio do suicidio, mas também por o atual presidente adotava uma política que diferia da de seu antecessor, e que através de medidas liberais tentava tirar o país da crise. Foram realizadas medidas monetaristas, que acabaram por intensificar a crise economica, além da assinatura da instrução 113 da SUMOC (Superintendência deMoeda e Crédito) que concedia permissão para se instalar e outras vantagens para empresas estrangeiras (contanto que houvesse investimento interno).

A crise política se iniciou no período de novas eleições. PSD e PTB formaram novamente uma aliança, Juscelino Kubitscheck candidato do PSD à presidência, e João Goulart, vice do PTB. Frente à aliança quase infalível dos dois partidos mais de esquerda, a UDN lança um militar ligado à ESG e aos setores mais conservadores.

Como era esperado, a chapa vitoriosa foi a da coligação de pesdistas e petebistas, o que gerou enorme protesto por parte da oposição, mais uma vez liderada por Lacerda, e que agora apelava para setores militares na tentativa de um golpe.

O coronel Mamedes da ESG, ligado à oposição faz um discurso no qual critica intensamente os recém eleitos Juscelino e Jango. Marechal Lott, seu superior no exército e pró Juscelino decide puni-lo por seu ato de desacato. De modo a dar continuidade a sua punição, o Marechal necessita do aval do presidente, porém na mesma semana em que isso ocorre, Café Filho tem de ser afastado por problemas de saúde e quem assume é Carlos Luz, presidente da câmara e favorável à oposição. Graças a sua preferência ideológica, Luz não concede o apoio a Lott contra Mamedes, o que resulta na demissão do Marechal de seu cargo de Ministro da Guerra. Entretanto, ao se demitir Lott se reune e se articula com setores do exército favoráveis a ele e dá um golpe preventivo(acreditavam que se não o fizessem a UDN daria um golpe), tirando Luz do poder e colocando o presidente do Senado no poder, Nereu Ramos, que manteve-se no poder e deu a posse à JK em 56.

Gostaram? Qualquer dúvida, é só perguntar !

Abraços,

Pedro Grillo – monitor de Geografia


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