Arquivo de junho de 2009

Social Apps – Social Media Brasil – Dia 2 (parte 2)

A “mesa redonda” mais legal do SMBR ocorreu na tarde do segundo dia do evento, e o papo foi sobre o panorama atual dos aplicativos sociais (social apps).

Para quem está perdido, os principais exemplos são os aplicativos do orkut como “BuddyPoke”, bastante conhecidos e utilizados (alguns com milhões de usuários).

No final das contas os social apps tem algumas características bem interessantes:

1) Acesso às pessoas

As pessoas estão juntas (e conversando) no orkut. Fazendo uma analogia fácil, nas palavras de Gilberto Jr. da Amanaiê, o orkut é o shopping center da internet, ou seja, o local em que as pessoas se reunem para conviver e conversar.

Se você quer impactar as pessoas é importante que você esteja junto delas, e o público em geral está no orkut todos os dias.

2) Acesso às redes de amigos

Além das pessoas impactadas em um primeiro momento, o orkut alavanca a “viralidade” das  ações, uma vez que para compartilhar o app com os amigos basta um clique. Assim, temos dois níveis facilmente atingidos. Os amigos, e os amigos dos amigos.

3) Acesso à Informação

Com um aplicativo social a instituição tem acesso imediato aos dados dos usuários, sem que os mesmos tenham que preencher cadastros, sem login e senha, ou seja, sem chatear.

Como disse Vitor Prado da hypersocial é importante que o aplicativo possa suprir necessidades básicas dos usuários, possa resolver problemas básicos. É a famosa lei do “menos é mais”.

Para saber mais sobre os aplicativos sociais e conhecer alguns cases, é legal dar uma olhada nos sites das próprias agências especializadas, como as já citadas amanaie e hypersocial, além da mentez.

Social Media Brasil – Dia 2 (Parte 1)

Ainda há esperança! O segundo dia de SMBR começou bem. Vamos ao resumo:

1) Roberto aLoureiro da tecnisa terminou sua apresentação sobre tendências no mercado corporativo com um case…da própria tecnisa, e mostrou que a empresa entende de engajamento, com alguns destaques:

a. O blog da construtora não é moderado. Palavrões e xingamentos em geral são deletados, mas qualquer tipo de crítica permanece no blog. Pra cada crítica sempre há uma resposta online e às vezes uma ligação simpática pro “reclamante”.

b. A empresa é muito acessível, com canais de contato via chat, email (respondidos em 15 minutos), telefone, vídeo chamada ou visita pessoal de um representante. Bem bacana!

É claro que quando uma venda gera receita de centenas de milhares de reais é importante estar acessível, mas a idéia de pronto atendimento não deve valer apenas para produtos com receita altíssima. Qualquer instituição ser o mais “presente” possivel.  

c. A tecnisa faz questão de colocar todos os preços dos apartamentos no site. Quem está procurando algo pra comprar tem que saber o preço!

d. Tivemos na palestra uma grande revisão de segmentação de público alvo, já que os empreendimentos são algumas vezes bem focados em nichos, como apartamentos para idosos e peças promocionais focadas no público gay, ou por ocasião de compra: noivas, grávidas ou executivos que acabaram de receber bônus anual. 

. A empresa foi a 1a construtora a executar uma venda com um lead gerado no twitter. O comprador viu a promoção no twitter, entrou em contato e fechou negócio. 

. Por último, um outro negócio também foi fechado com lead gerado em uma busca no google pela palavra gravideS, com “S”. A empresa teve a “sacada”de comprar a palvra com “S” e acabou gerando uma venda.

No fim do dia eu posto aqui mais observações.

Social Media Brasil – Impressões sobre o 1o dia

De volta ao hotel ao final de um longo primeiro dia de Social Media Brasil, e a primeira impressão foi decepcionante.

No geral as apresentações foram de um nível muito básico, desalinhadas com o público, que, pelo que pude ver, na sua maioria já trabalha com mídias sociais

A infra-estrutura também prejudicou. Microfones com volume baixo ou desligados, wi-fi fora do ar, coffe break lotado, mas tudo isso seria esquecido se o encontro tivesse de fato entregado o que todos queriam: conteúdo relevante e de preferência inédito. 

O que vi fio muito do papo já batido sobre mídias sociais. “O que interessa é o engajamento”, “é preciso coragem para arriscar”, “o trabalho em mídias sociais é um trabalho de longo prazo”, e tudo o mais do mesmo.  

Quem é interessado pelo tema já cansou de ler e ouvir o Social Media for dummies

Um dos únicos insights interessantes foi o seguinte: se tem URL, é site

Não cabe mais diferenciarmos blogs de sites (para o grande público, é claro). Muitas vezes uma pesquisa do google cai em um blog, o cara lê o conteúdo fica satisfeito e não faz a menor idéia de que acabou de ler um post em um blog

Aqui mesmo no desconversa, (que é um blog, ok?), já cansamos de receber comentários do tipo “bacana este site!”.

Para o grande público, principalmente no Brasil, se tem URL é site!

Amanhã tem mais sobre o segundo dia do evento. 

Filosofia da tecnologia

Em um passeio pela livraria cultura, tropecei hoje de manhã  no “Filosofia da tecnologia” (Val Dusek, Editora Loyola). 

Pra quem vive imerso em leituras de “melhores práticas” e “traduções de estratégia em ação” esse livro me pareceu um bom motivo pra parar um pouquinho e tentar aprofundar alguns conceitos.

Já que o assunto é tecnologia, vamos a 3 possíveis definições:

1) Tecnologia como instrumental

2) Tecnologia como regra

3) Tecnologia como sistema

De maneira bem resumida, é importante que não pensemos a tecnologia apenas como ferramenta ou máquina

Essa visão é incompleta uma vez que podemos pensar na tecnologia como padrões de relações entre meios e fins (ou entre entradas/inputs e saídas/outputs). 

Assim, a tecnologia pode funcionar como regra, ou como técnica, de modo que a organização de um enorme número de pessoas para executar projetos de irrigação ou represas  (citando um exemplo na história antiga) é exemplo de aplicação tecnológica. 

Além disso, a tecnologia tem que ser vista contextualmente, ou como sistema. Um computador sem disponibilidade de rede elétrica é um instrumental tecnológico que não funciona como tecnologia. É apenas um objeto, que pode , daqui a 30 anos, ser peça de exposição de arte ou design em um museu. 

O (um) sistema tecnológico inclui portanto o instrumental tecnológico, habilidades para utilizá-lo e um conjunto de regras integrados em um contexto.


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