Em um passeio pela livraria cultura, tropecei hoje de manhã  no “Filosofia da tecnologia” (Val Dusek, Editora Loyola). 

Pra quem vive imerso em leituras de “melhores práticas” e “traduções de estratégia em ação” esse livro me pareceu um bom motivo pra parar um pouquinho e tentar aprofundar alguns conceitos.

Já que o assunto é tecnologia, vamos a 3 possíveis definições:

1) Tecnologia como instrumental

2) Tecnologia como regra

3) Tecnologia como sistema

De maneira bem resumida, é importante que não pensemos a tecnologia apenas como ferramenta ou máquina

Essa visão é incompleta uma vez que podemos pensar na tecnologia como padrões de relações entre meios e fins (ou entre entradas/inputs e saídas/outputs). 

Assim, a tecnologia pode funcionar como regra, ou como técnica, de modo que a organização de um enorme número de pessoas para executar projetos de irrigação ou represas  (citando um exemplo na história antiga) é exemplo de aplicação tecnológica. 

Além disso, a tecnologia tem que ser vista contextualmente, ou como sistema. Um computador sem disponibilidade de rede elétrica é um instrumental tecnológico que não funciona como tecnologia. É apenas um objeto, que pode , daqui a 30 anos, ser peça de exposição de arte ou design em um museu. 

O (um) sistema tecnológico inclui portanto o instrumental tecnológico, habilidades para utilizá-lo e um conjunto de regras integrados em um contexto.

O blog do David Armano é leitura obrigatória para qualquer gestor minimamente interessado em design e em mídias sociais de maneira geral.

Na semana passada ele falou um pouco sobre o “espectro do engajamento social”, que passa por 3 modelos:

1) Mídia tradicional (TV, jornais, rádio, outdoors),

2) Mídia digital (sites, banners, email marketing) e

3) Real engajamento social (blogs, twitter, comunidades).

Temos aí então nosso espectro, fluindo entre iniciativas tradicionais, digitais e sociais.

social_engagement_spectrum

Outra maneira de ver a coisa é colocar em um extremo o broadcasting (1 para N) e no outro extremo o comportamento participativo/engajado (N para N)

É claro que cada modelo tem suas especificidades e seus pontos de convergência, mas o foco aqui é atentar para a diferença entre os itens:

2) O marketing digital já maduro, ou, nas palavras do próprio Armano, “tradigital marketing“, composto por campanhas de mail marketing, anúncios em banners e automatização de sites, focados en tecnologia, mas que não permite real participação do usuário, e

3) Engajamento social, em que a estratégia é criar um design de participação, viabilizando interações participante-participante, organização-participante e participante-organização, sempre com interação humana (não automatizada) de modo a garantir o máximo de engajamento.

Um abraço!

Para os gestores que estão minimamente plugados às novas possibilidades do mundo digital, ou , como dizem por aí, às novidades da “web 2.0“, segue uma dica:  Social Media Brasil 2009.

O evento é nos dias 5 e 6 de junho, em SP.

A programação parece ser bem interessante, e, de acordo com o próprio site, “O foco principal do evento está na geração de conhecimento sobre táticas para redes sociais e na importância de mensurar e buscar resultados efetivos para os clientes”.

Listinha com alguns temas:

  1. Desafio de entrar na área de Social Media
  2. Estratégias em blogs e como gerar buzz na internet 
  3. Mensurando resultados e desempenho em mídias sociais 

Vejo vocês lá!

Na semana passada estava preparando minha apresentação pra uma mesa redonda em um  congresso de gestão e tropecei em uma discussão antiga, mas muito interessante: Tecnologia Invisível.

A idéia (ou pelo menos minha interpretação dela) é bem simples. Se a tecnologia é invisível, é mais fácil de ser implementada, e, o que é mais importante, é mais eficaz.

Se a tecnologia é muito “visível”, ou seja, chama muita atenção, temos duas consequências:

1) Aumenta o nível de desconfiança e resistência,

2) Aumenta o tempo perdido em treinamentos e explicações.

Por outro lado, se a tecnologia é mais “invisível”, a implementação é mais “invisível”.

Exemplos? Em escolas?

Smart Board x Campanhas de e-mail marketing

A compra de um smart board gera grande “furor” na escola. O investimento é considerável, os professores precisam ser treinados, e o conteúdo nem sempre agrada.

No final das contas o que muda no dia a dia do estudante, agora que a escola tem um smart board? O que é feito diferente? Acho que muito pouco.

As aulas continuam sendo dadas por 1 professor pra N alunos.

Não há mais tempo para tirar dúvidas e as “fórmulas” não mudam só porque o professor de matemática pode girar o dodecaedro ao clicar o mouse.

Vamos pensar agora em uma campanha de e-mail marketing: a ferramenta é invisível (email), não chama atenção, não gera resistência, mas quebra a barreira do 1 pra N.

Ao segmentarmos uma campanha, ou seja, ao enviarmos diferentes emails para:

  1. Pais que gostam de tecnologia
  2. Pais que odeiam tecnologia
  3. Pais que gostam de receber notícias em vídeo
  4. Pais que gostam de receber fotos
  5. Pais que gostam de emails curtos
  6. Pais que gostam de emails “explicadinhos”

estamos falando diretamente com o nosso público. Enviando uma mensagem que se encaixa com seu perfil e sua “mídia predileta“.

Seremos ao mesmo tempo mais focados e mais “invisíveis”.

Que tal?


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