Tecnologia Invisível
Na semana passada estava preparando minha apresentação pra uma mesa redonda em um congresso de gestão e tropecei em uma discussão antiga, mas muito interessante: Tecnologia Invisível.
A idéia (ou pelo menos minha interpretação dela) é bem simples. Se a tecnologia é invisível, é mais fácil de ser implementada, e, o que é mais importante, é mais eficaz.
Se a tecnologia é muito “visível”, ou seja, chama muita atenção, temos duas consequências:
1) Aumenta o nível de desconfiança e resistência,
2) Aumenta o tempo perdido em treinamentos e explicações.
Por outro lado, se a tecnologia é mais “invisível”, a implementação é mais “invisível”.
Exemplos? Em escolas?
Smart Board x Campanhas de e-mail marketing
A compra de um smart board gera grande “furor” na escola. O investimento é considerável, os professores precisam ser treinados, e o conteúdo nem sempre agrada.
No final das contas o que muda no dia a dia do estudante, agora que a escola tem um smart board? O que é feito diferente? Acho que muito pouco.
As aulas continuam sendo dadas por 1 professor pra N alunos.
Não há mais tempo para tirar dúvidas e as “fórmulas” não mudam só porque o professor de matemática pode girar o dodecaedro ao clicar o mouse.
Vamos pensar agora em uma campanha de e-mail marketing: a ferramenta é invisível (email), não chama atenção, não gera resistência, mas quebra a barreira do 1 pra N.
Ao segmentarmos uma campanha, ou seja, ao enviarmos diferentes emails para:
- Pais que gostam de tecnologia
- Pais que odeiam tecnologia
- Pais que gostam de receber notícias em vídeo
- Pais que gostam de receber fotos
- Pais que gostam de emails curtos
- Pais que gostam de emails “explicadinhos”
estamos falando diretamente com o nosso público. Enviando uma mensagem que se encaixa com seu perfil e sua “mídia predileta“.
Seremos ao mesmo tempo mais focados e mais “invisíveis”.
Que tal?



