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Social Media Brasil – Impressões sobre o 1o dia

De volta ao hotel ao final de um longo primeiro dia de Social Media Brasil, e a primeira impressão foi decepcionante.

No geral as apresentações foram de um nível muito básico, desalinhadas com o público, que, pelo que pude ver, na sua maioria já trabalha com mídias sociais

A infra-estrutura também prejudicou. Microfones com volume baixo ou desligados, wi-fi fora do ar, coffe break lotado, mas tudo isso seria esquecido se o encontro tivesse de fato entregado o que todos queriam: conteúdo relevante e de preferência inédito. 

O que vi fio muito do papo já batido sobre mídias sociais. “O que interessa é o engajamento”, “é preciso coragem para arriscar”, “o trabalho em mídias sociais é um trabalho de longo prazo”, e tudo o mais do mesmo.  

Quem é interessado pelo tema já cansou de ler e ouvir o Social Media for dummies

Um dos únicos insights interessantes foi o seguinte: se tem URL, é site

Não cabe mais diferenciarmos blogs de sites (para o grande público, é claro). Muitas vezes uma pesquisa do google cai em um blog, o cara lê o conteúdo fica satisfeito e não faz a menor idéia de que acabou de ler um post em um blog

Aqui mesmo no desconversa, (que é um blog, ok?), já cansamos de receber comentários do tipo “bacana este site!”.

Para o grande público, principalmente no Brasil, se tem URL é site!

Amanhã tem mais sobre o segundo dia do evento. 

Engajamento Social

O blog do David Armano é leitura obrigatória para qualquer gestor minimamente interessado em design e em mídias sociais de maneira geral.

Na semana passada ele falou um pouco sobre o “espectro do engajamento social”, que passa por 3 modelos:

1) Mídia tradicional (TV, jornais, rádio, outdoors),

2) Mídia digital (sites, banners, email marketing) e

3) Real engajamento social (blogs, twitter, comunidades).

Temos aí então nosso espectro, fluindo entre iniciativas tradicionais, digitais e sociais.

social_engagement_spectrum

Outra maneira de ver a coisa é colocar em um extremo o broadcasting (1 para N) e no outro extremo o comportamento participativo/engajado (N para N)

É claro que cada modelo tem suas especificidades e seus pontos de convergência, mas o foco aqui é atentar para a diferença entre os itens:

2) O marketing digital já maduro, ou, nas palavras do próprio Armano, “tradigital marketing“, composto por campanhas de mail marketing, anúncios em banners e automatização de sites, focados en tecnologia, mas que não permite real participação do usuário, e

3) Engajamento social, em que a estratégia é criar um design de participação, viabilizando interações participante-participante, organização-participante e participante-organização, sempre com interação humana (não automatizada) de modo a garantir o máximo de engajamento.

Um abraço!


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