Posts com a Tag ‘História’

A Lenda do Preste João

Fala galera do Desconversa!

Essa semana trabalharemos um pouco com o imaginário, a mentalidade dos portugueses na Idade Moderna, por isso abordaremos algumas de suas lendas e mitos que foram criados ao longo da sua História. Falaremos hoje sobre uma famosa lenda européia medieval, mas que permaneceu durante a modernidade: a lenda do Preste João.

Preste João seria o rei de um reino católico na África. Apesar de ser uma lenda, por nunca ter sido encontrado, a história surge de um fato real: a existência de um lugar na África, a Etiópia, onde vivia uma população negra que adotara o cristianismo.

Tal lenda, cujo rei seria descendente de Baltasar, um dos Reis Magos, e inimigo dos muçulmanos, fazia parte do imaginário europeu desde meados do século XII e contribuiu para o processo de Expansão Marítima portuguesa, visto que um dos objetivos do rei de Portugal D. João II era localizar o dito reino.

Lenda do Preste João

Até a próxima, pessoal!

Guerra dos Mascates: “A luta do engenho contra a loja”

Olá amigos do Desconversa!

A Guerra dos Mascates (1710 – 1711) foi um conflito entre os comerciantes do Recife, apelidados posteriormente de forma pejorativa de mascates, contra a aristocracia rural (açucarocracia) de Olinda. O evento teve início por conta de um decreto do rei de Portugal D. João V elevando Recife à categoria de vila, desmembrando-a de Olinda, até então a cidade mais importante da capitania de Pernambuco.

Recife ganhara muita importância desde o período holandês no Brasil, sendo alvo de grandes reformas realizadas por Maurício de Nassau. O declínio do comércio do açúcar na segunda metade do século XVII, embora ainda se mantivesse como principal produto colonial mesmo com a descoberta do ouro, contribuía para acentuar as diferenças entre as regiões. Crescia Recife, enquanto Olinda perdia o fausto do passado.

Os senhores de engenho de Olinda não ficaram satisfeitos ao saber que haviam perdido o status de cidade mais importante da capitania iniciando uma série de ataques a Recife. Em um deles, destruíram um pelourinho local e queimaram o decreto do rei.

Com a chegada do novo governador Félix José Machado o conflito se encerrou. A ordem régia foi mantida.  O governador prendeu os principais líderes do movimento de Olinda, que foram presos e julgados em Portugal. A  vitória dos comerciantes reafirmava o predomínio do capital mercantil (comércio) sobre a produção colonial.

5 aniversários em 2010

Olá aos leitores do desconversa!

Após olhar a prova específica da PUC, realizada no último domingo, não pude deixar de notar a reincidência de questões “aniversariescas” no ano de 2010.

1ª. Bicentenário do início dos levantes de Independência da América Espanhola;

Na realidade o primeiro exame de qualificação da UERJ já havia cobrado a Revolta da Chibata, que completou seu aniversário de 100 anos.

Desta forma, considero importante relembrarmos alguns eventos importantes que se encaixam neste perfil. Três em especial chamam a atenção, não somente pela sua relevância histórica, mas por serem temas que foram contemplados em vestibulares recentes:

3ª Revolução Mexicana ;

Os Tratados de 1810 celebrados entre a Corte portuguesa no Brasil e a Inglaterra;

Além desses, outro evento sucedido em terras brasílicas completa neste ano seu tricentenário, Guerra dos Mascates, ocorrida em Pernambuco entre os anos de 1710 e 1711.

No próximo post comentarei, brevemente, os três últimos eventos.

Abraços e até breve!

Etnocentrismo x Alteridade : parte 2

Olá, leitores!

Continuando meu post anterior..

Ao estudarmos a América Colonial, seja a portuguesa ou a espanhola, normalmente recaímos no erro de dizer que o europeu quando chegou jamais reconheceu a cultura nativa. Nem sempre isso foi verdade.

Na conquista da América Espanhola temos exemplos elucidativos do que está sendo discutido.

Cristovão Colombo, o “descobridor da América”, jamais se preocupou em aprender a língua nativa, em seus relatos, demonstrava um certo desprezo pela cultura nativa, uma visão eurocêntrica.  Por outro lado, o conquistador da Confederação Asteca, Hernán Cortéz, agiu de maneira contrária. Aprendendo a falar a língua, casou-se com a índia Malinche, que por sua vez lhe apresentou as mais variadas lendas, sendo fundamental para o processo de conquista. Cortéz, diferente de Colombo, reconheceu os valores da cultura indígena e aproveitou o conhecimento adquirido como um auxílio na conquista da América. Este modo de agir e reconhecer outras culturas que conceituamos de alteridade, ela parte da diferença à soma nas relações interpessoais entre os seres humanos.

No caso acima, temos exemplos de como personagens históricos agiam de formas diferentes. No entanto, somos nós que caímos no engano de julgar alguns fatos ocorridos no período colonial a partir da lógica eurocêntrica.

No Brasil Colonial, a relação de Escambo entre portugueses e indígenas (troca de pau-brasil por objetos, como por exemplo, espelhos), é vista e julgada como irracional. Ora, porque trocar um produto de tanto valor por objetos de pouca importância? No entanto, podemos olhar por outro prisma. Talvez, para os índios o pau-brasil apresentasse o mesmo valor das outras árvores. Ao receberem o espelho, por exemplo, quando voltavam para sua tribo, tinham em mãos algo que seus semelhantes não possuíam, o que os tornava diferentes dentro da tribo. Mais uma vez temos dois tipos de visões para um mesmo acontecimento.

Cuidado, nem sempre a relação entre indígenas e europeus foi de violência e o vestibular, de uma forma geral, vem cada vez mais cobrando isso. Fiquem espertos!

até breve!


SEO Powered by Platinum SEO from Techblissonline