Posts com a Tag ‘Revisão’

Revisando a UFF – 2009

Olá a todos!

É o fim, pelo menos em 2008! Isso mesmo, as provas, questões, revisões, nesse ano estão terminadas. E fechando o ano tradicionalmente, a UFF apareceu como a prova de História mais trabalhosa do calendário de vestibular. As cinco tradicionais questões, todas exigindo do candidato o máximo de “braço” e paciência para resolução. Entretanto, diria que a grande maioria delas trouxe assuntos tradicionalíssimos em provas de vestibular, o que acabou equilibrando em termos de dificuldade. A tônica não foi “questões difíceis”, mas sim, como dito, realmente trabalhosas, que levaram os candidatos a escrever bastante. Vamos a elas!

Na primeira questão, o candidato deveria lembrar-se do contexto sul-americano anterior a Guerra do Paraguai, onde o Império do Brasil buscava a afirmação de sua hegemonia continental frente a outras nações. Para isso, era de suma importância o controle da Bacia do Prata, ponto estratégico em termos econômicos para nações como Argentina, Uruguai, e, posteriormente, o Paraguai.

A segunda questão da prova pode ser chamada de “clássica”: falando sobre a expansão imperialista, era necessário identificar as diferenças entre a expansão do século XV para a do século XIX. Certamente, os candidatos devem ter se deparado com esse modelo de pergunta em revisões durante o ano; a letra b) exigia um maior desenvolvimento da argumentação, mas também trazia um assunto clássico, relacionando Imperialismo com os antecedentes da Primeira Guerra.

Na terceira questão, a tradicional Era Vargas aparece novamente, outro assunto freqüente em provas de vestibular. A dificuldade estava na construção da resposta, o que, como já ressaltei, foi a dificuldade não só dessa questão, mas de toda a prova. O conteúdo em si é provavelmente um dos mais extensamente trabalhados em sala de aula.

A quarta questão foi acerca do processo de modernização da China com e após a figura de Mao Tse Tung. Perguntas diretas que não exigiam um conhecimento realmente específico do candidato, que levaria a questão explicando o processo em linhas mais gerais.

A quinta questão não era necessariamente difícil, mas ao trazer à tona o Período FHC, dificultou a vida dos vestibulandos por ser um assunto pouco estudado. Mas, nos próximos anos, os estudantes devem ficar mais atentos com esse tipo de assunto. É a segunda vez que a UFF cobra, na prova específica, o contexto brasileiro da década de 90 na prova de História. Na prova de 2005, a política neoliberal típica do cenário nacional na década passada foi abordada.

E por esse ano, terminamos. Esperando que o blog tenha sido útil de alguma forma para quem fez as provas desse ano, e que possa ser útil para quem venha a fazer ano que vem. Bons resultados em janeiro e boas festas!

Bernardo Padula

Revisão Prova Específica UFRJ 2009 e Expectativas para Rural

Olá a todos!

Ao ver o vestibular da UFRJ 2009 pela primeira vez, achei uma prova bem elaborada, na medida certa de dificuldade para uma prova específica. Mas, conversando com os alunos, minha opinião se modificou um pouco. A sensação geral é que a prova estava muito mais difícil do que a média dos anos anteriores, e revendo tais provas, tive que concordar com as ponderações dos alunos. Mas vamos ao nosso papel aqui no Desconversa, trazendo uma breve análise da prova.

Na primeira questão, dois assuntos foram abordados: as Revoluções Inglesas e a Reforma Protestante. Cabe ressaltar que o assunto específico acerca da Reforma Protestante – as diferenças entre o Luteranismo e o Anabatismo – já foi abordado na prova específica da UFRJ, o que comprova a importância do candidato refazer provas antigas, já que muitas vezes os assuntos e mesmo perguntas se repetem. A segunda questão continuou no contexto do surgimento de novas religiões na Europa, e as conseqüências desse movimento, abordando a Guerra dos Trinta Anos. Uma questão difícil, trazendo um conteúdo muito pouco estudado pelos alunos. Entretanto, o candidato que se lembrasse de uma característica singular da região que hoje equivaleria à Alemanha – a ausência de um Estado Moderno Centralizado – poderia fazer a questão sem conhecer a Guerra dos Trinta Anos. Algumas vezes o vestibulando vai se deparar com assuntos aparentemente desconhecidos nas provas; mas é possível obter pontos preciosos mesmo nesse tipo de questão se o candidato tiver capacidade de articular de maneira correta àquele assunto a um contexto histórico mais amplo.

Nas questões três e quatro, a banca manteve a tradição de cobrar questões relativas à escravidão. Na três, através de uma análise gráfica – outra tradição da banca, na que provavelmente foi a questão mais fácil da prova. A quatro se configurou numa interessante questão, relativa às ambigüidades do Império do Brasil, que ao mesmo tempo busca transparecer uma imagem de país civilizado, ao lado das demais nações européias; e mantém a escravidão e o latifúndio como base econômico-social.

A questão cinco trouxe à cena a União Soviética em dois momentos: na sua criação e no seu declínio. A questão não trouxe nenhuma grande dificuldade, podendo ser respondida de forma bem objetiva pelos candidatos. Na questão seis, relativa ao panorama das relações internacionais do Brasil durante a Guerra Fria, mais uma vez uma resposta objetiva daria conta. A questão sete trazia um conteúdo pouco estudado pelos vestibulandos em uma região muito conhecida: os conflitos no Oriente Médio, mas não envolvia o caso das disputas entre árabes e palestinos, o caso freqüentemente cobrado nas provas.

No fim de semana, teremos a prova da Rural. O que esperar? Primeiro, uma prova bem mais fácil do que a da UFRJ. Questões mais objetivas, que não exigem raciocínios mais complicados, e de um nível inclusive mais fácil. Além disso, uma prova muito parecida com a dos anos anteriores. Se o leitor do Desconversa tiver curiosidade, baixe as últimas três provas da Rural e compare: questões muito parecidas, e conteúdos que se repetem. Espero que todos tenham uma boa prova!

Bernardo Padula

Continuando com a vinda da Familía Real para o Brasil

Olá a todos!

Após uma semana de interrupção, voltamos às revisões, e especificamente para amarrar os caminhos e repercussões da vinda da Família Real para o Brasil, provavelmente o assunto mais falado por historiadores brasileiros e portugueses esse ano. Vamos lá:

d) A Interiorização da Metrópole: Construída uma estrutura que permita ao Rio de Janeiro se tornar capital do Império, se formam também as relações sociais que permitem chamar o Rio de Corte. Em outras palavras, comerciantes de grosso trato brasileiros do sudeste e alguns vindos de Portugal vão enraizar, fixar seus interesses mercantis em torno da Corte do Rio de Janeiro. Dessa forma, esses comerciantes do sudeste que através de favores e doações se tornam nobres e D. João VI iriam criar uma relação de dependência mútua. Estariam excluídas desse jogo principalmente as elites das regiões norte e nordeste. Esta seria uma das causas da Revolução Pernambucana de 1817.

e) O início do fim: O Rio de Janeiro já se tornara Corte, as elites do sudestes já se tornaram nobres. Mas as Guerras Napoleônicas (1804-1815) já haviam acabado também, e D. João não dava nem sinais de que pretendia voltar e tornar Lisboa e Portugal novamente os centros de seu Império. Estoura, então, o movimento conhecido como Revolução Liberal do Porto (1820), que pregava a recolonização do Brasil por Portugal e a volta de D. João ao país. Tal movimento também ficou conhecido como a regeneração vintista. De fato, em março de 1821, D. João retornava ao seu país de origem. Não sem mostrar, em suas cartas, como sentiria saudades do Brasil.

f) Caminho para a Independência: Os portugueses queriam, ao mesmo momento, se tornar novamente capital do Império e recolonizar o Brasil. Feriam, então, duas conquistas essenciais da elite brasileira que se interiorizou junto à Corte Lusa no Rio de Janeiro: o caráter de centro político e a autonomia econômica. Nas Cortes de Lisboa, espécie de Parlamento onde se decidiria nova Constituição do Império, os conflitos entre brasileiros e portugueses se acirravam. Na virada de 21 para 22, D. Pedro declara sua permanência no Brasil. Estava, pouco a pouco, sendo pintado o quadro da Independência do país…

Aqui terminamos essa breve revisão sobre a vinda da Família real e suas conseqüências para o Brasil e seu processo de Independência. Cabe lembrar da importância do tema, e que ele deve estar muito bem estudado para as provas de vestibular. Traremos outros temas, ainda a serem escolhidos. E claro, esperamos também sugestões.

Abraços e até a próxima!

Bernardo Padula e Bruno Marques


SEO Powered by Platinum SEO from Techblissonline