Comentários UFF 2010

2011? Ainda não, tem a UFF!

Oi, Galera!

Tudo bem?! E a UERJ, tranquilo?

Como vocês puderam notar já no título, chegamos à última prova; por isso, respirem fundo e vamos trabalhar.

Começaremos pelo exame de 2010. Deem uma olhada e reparem que há cinco questões, algumas com letras (a) e (b). As questões, diferentemente das questões da UERJ, por exemplo, são diretas e objetivas tanto em relação à gramática quanto em relação à literatura. Análise dos textos, identificação de elementos gramaticais e aspectos dos textos literários se misturam.

Basta olharmos a questão 4 sobre um poema de Casimiro de Abreu: a letra (a), que considera, além do poema, o texto da Telamazon, pede exemplos de interlocução; falou em interlocução, observem a presença de pronomes de 2ª pessoa; a letra (b), que se refere ao poema, pede ao aluno que explique por que o texto de Casimiro de Abreu pertence ao Romantismo; para responder bem a esta questão, é necessário saber pelo mesmo a característica central desse estilo literário: o subjetivismo.

É importante ressaltar que, embora a banca da UFF construa enunciados objetivos os quais buscam respostas claras e objetivas também, é uma prova conteudista, ou seja, não tem como “enrolar” muito, não é suficiente apenas relacionar os temas dos textos  mas também é importante  saber o que marca linguisticamente essa relação.  A última questão da prova de 2010 marca bem isso que acabei de falar para vocês. Observem.

Havia um trecho de Grande sertão: veredas de João Guimarães Rosa e um trecho da revista Terra; um fragmento literário e outro não literário, respectivamente. Antes mesmo de ler a questão, anotem esses aspectos que percebemos com a leitura, pois facilita o caminho das pedras para a resposta. Uma vez identificadas as características de um texto literário e de um não literário, vamos à pergunta: apresentar uma diferença de linguagem que marca os gêneros dos textos. O primeiro caracteriza-se pela  estilização da linguagem e do vocabulário e por uma liberdade linguística; o segundo, por ser tratar de um texto informativo, é construído com uma linguagem padrão (culta) e objetiva.

Diante dessas duas questões da prova de 2010, percebemos que há um equilíbrio na cobrança de gramática, propriamente dita, análise de texto e literatura.  No próximo post, vamos estudar uma prova mais antiga a fim de desvendarmos mais alguns segredos para vocês obterem sucesso na UFF.

Até mais!

Língua portuguesa/Literatura brasileira UERJ

Olá, Galera!

Tudo bem?

No post de hoje, vamos analisar a prova específica da UERJ. Vocês já devem ter notado que essa prova requer, além de uma leitura atenta para uma boa interpretação de texto como na prova instrumental,  um conhecimento gramatical mais aguçado do estudante, por isso quero destacar dois pontos aos quais vocês devem dar uma atenção especial:

  • na parte de morfologia: estrutura e processo de formação de palavras;
  • na parte da sintaxe: funções sintáticas e orações subordinadas, sobretudo as adverbiais com seus respectivos valores circunstanciais.

Observem a última prova, que começa com um texto cujo título é Tempo da camisolinha de Mário de Andrade. Seguindo o estudo do texto na prova instrumental, notem a referência bibliográfica do texto para facilitar a contextualização deste. Em seguida, façam uma leitura atenta, destacando conjunções, pronomes e, particularmente na específica, pronomes pessoais oblíquos e sua clasiificação sintática.

A primeira questão da prova de 2010 trata exatamente disso, reparem:

“As camisolinhas, ela as conservaria ainda por mais de ano,”

Nesta frase, vocês tinham que indicar a que termo o pronome pessoal oblíquo “as” faz referência e, depois, classificar sintaticamente o pronome (objeto direto pleonástico).

Já a terceira questão da UERJ traz a morfologia para a prova ao pedir para o aluno nomear os processos de formação das palavras “navalhante” e “homem-feito”, retiradas do texto de Mário de Andrade, e classificar, posteriormente, os elementos que compõem cada palavra. Percebam que os exemplos destacados dão conta dos dois processos de formação: derivação e composição. Chamo atenção também para a classificação dos elementos mórficos, pois muitas pessoas consideraram ‘-ante’ como o sufixo da palavra ”navalhante”, quando, na verdade, a divisão seria: ‘navalh-’ (radical), ‘-a-’ (vogal temática) e ‘-nte’ (sufixo).

Seguindo a estrutura da prova, temos um texto em verso, um poema de Castro Alves. Passo diretamente à questão quatro por ser tratar de um assunto muito cobrado nas provas, figuras de linguagem. O aluno deveria identifcar duas figuras presentes em dois versos destacados; portanto, façam uma revisão nessa parte de figuras como metáfora, metonímia, antítese, paradoxo (figuras de palavras); hipérbato, elipse (figuras de construção ou sintaxe) e aliteração e assonância (figuras sonoras), claro, sem deixar de trabalhar o efeito ou valor expressivo no texto desses recursos estilísticos; afinal, não basta nomearmos, temos que entender o uso desses recursos para a construção de sentido do texto.

A questão sete é muito interessante, pois ilustra bem a importância de vocês marcarem as características de cada tipo e gênero textual. A questão se relaciona ao texto de Monteiro Lobato, O comprador de fazendas, que é uma construção narrativa, e pedia ao aluno duas caracterizações do personagem Trancoso. Quando vocês se depararem com um texto narrativo, por exemplo, marquem seus elementos básicos – tempo, espaço, personagens, foco narrativo e enredo – a fim de organizar, entender melhor o texto, além de facilitar a resposta na hora da prova.Vocês identificariam facilmente essas caracterizações qo destacarem palavras e expressões adjetivas que o narrador utiliza para construir a personagem.

Por último, gostaria que vocês prestassem atenção na questão nove sobre orações. Notem que há uma estrofe destacada do poema À televisão de José Paulo Paes na qual estão presentes três orações. Observem que o enunciado pedia ao candidato para apontar a circunstância adverbial da terceira oração “que em próprio não me canso em viver”; conforme havia destacado para vocês no início do post, fiquem atentos às orações adverbiais, sobretudo às suas circunstâncias.

É isso, Galera! Procurei enfatizar as questões da prova de 2010 que dão margem aos conteúdos mais cobrados. Espero ter ajudado vocês. Caso haja alguma dúvida, comentem.

Desejo uma boa prova, façam com tranquilidade.

Até mais!

UERJ em prática

Olá, Galera do Desconversa!

Hoje, como combinamos, vamos analisar algumas questões da prova instrumental de 2010 da UERJ. Deram uma olhada? Perceberam que das cinco questões que compõem a prova, quatro traziam aqueles comandos de que falei com vocês no último post?

Só para arrumarmos a cabeça, vou relembrar a estrutura da prova cujo tema era a relação da sociedade brasileira e suas próprias leis e normas. O primeiro texto era uma entrevista realizada pela Frente Parlamentar em Defesa do Trânsito Seguro com o escritor e jornalista Laurentino Gomes. Reparem que o entrevistado, nas duas primeiras perguntas, fala da transgressão das leis de forma geral, fazendo uma retrospectiva histórica e, em seguida, colocando a consequência disso. Já nas duas últimas perguntas, há um estreitamento da questão da desobediência das leis e normas, ou seja, a entrevista especifica uma determinada esfera social em que acontece essa transgressão. É interessante notar que Laurentino, na última pergunta  apresenta um exemplo bem presente em nosso cotidiano: a tão famosa “caixinha” para o policial livrar o infrator de alguma penalidade. Ao fazer a prova, observem como o texto está estruturado, se há exemplos, dados estatísticos, argumentos de autoridades, caso os encontrem, sublinhe-os, assim como destaque conjunções, pronomes, expressões coesivas, enfim, peças que, ao serem encaixadas, montam o quebra-cabeça. As duas primeiras questões da prova são de análise do texto: a primeira pede para vocês destacarem duas razões político-sociais responsáveis pela cultura transgressora no Brasil e depois pede que vocês expliquem como o entrevistado, Laurentino Gomes, relaciona essas duas razões à cultura transgressora. Nessa questão, é fundamental que vocês voltem ao texto, especificamente à pergunta primeira, como está claro no início do enunciado da questão (“Na primeira fala”) para destacar as duas razões  e, em seguida, explicar com as palavras de vocês a opinião do entrevistado.

O segundo texto, ao contrário do primeiro, é um texto literário que trata da Bahia do século XVII e tem como personagem principal o poeta baiano nascido em 1636 e falecido em 1696 representante  da poesia barroca brasileira – Gregório de Matos Guerra. Assim que vocês terminarem de ler o segundo texto, relacione-o ao primeiro, isto é, verifiquem se eles apresentam uma temática semelhante ou diferente, pois a UERJ valoriza essa capacidade do vestibulando de relacionar textos, articular ideias, estabelecer diálogo entre os diferentes gêneros textuais. Com essa relação, vocês dariam conta da questão três. Em se tratando de uma narrativa, a exemplo do segundo texto, é interessante vocês destacarem os elementos básicos que a compõem: foco narrativo (narrador-observador – 3ª pessoa ou narrador-personagem – 1ª pessoa), marcas temporais, marcas espaciais, personagens e enredo; além de ficarem atentos aos tipos de discurso (direto, indireto ou indireto livre). A última questão da prova se refere, exatamente, a esse aspecto da narrativa ao pedir ao vestibulando que apontasse dois recursos usados para dar lugar à voz do personagem Gregório de Matos, uma vez que a narrativa possui um narrador-observador (3ª pessoa).

Deixei para comentar a questão quatro por último, pois é a única que requer de forma mais direta um conhecimento gramatical do aluno. A prova instrumental da UERJ tem esta característica: ela não pediria para vocês classificarem a oração, porque está mais preoucapada em saber se vocês sabem identificar o sentido da frase no texto e não com nomenclaturas nesse tipo de prova. O conhecimento gramatical é necessário para responder o segundo comando da questão em que o aluno deveria reescrever a frase destacada (“E, mesmo sendo ainda de manhã, alguns vinham trôpegos.”) substituindo o vocábulo “mesmo” por um conectivo, mantendo o sentido. Qual seria o caminho, portanto? Identificar o valor/relação semântica, no caso relação de concessão, constraste, oposição, e, em seguida, pensar em alguma conjunção ou locução (embora, apesar de, se bem que) que mantivesse essa relação.

Se vocês fizerem esse estudo do texto, a compreensão deste será melhor, o enunciado das questões se tornará mais fácil e vocês ganharão mais tempo. Ficou alguma dúvida? Comentem.

No próximo post, analisaremos a prova específica.  Até mais!

Próxima parada: UERJ

Galera!

Estamos chegando à reta final de uma longa caminhada, porém muito produtiva. Agora, ao contrário do que muitos pensam, é a hora do pique total; portanto, vamos começar nossa saga Segunda fase UERJ.

Como vocês sabem, todos fazem prova de língua portuguesa instrumental e redação e alguns, específica Língua Portuguesa/Literatura Brasileira. Diante disso, tenho uma proposta para vocês: primeiro, analisamos a prova instrumental e depois, a específica, ok?

Antes de estudarmos a prova, propriamente dita, deixarei algumas dicas importantes para vocês encararem qualquer vestibular. Vamos lá!

Para fazer uma boa prova, não basta saber o conteúdo, é fundamental  fazer uma boa leitura dos enunciados da prova, ou seja, ler e entender o que a UERJ, por exemplo, pretende que você responda. E aí, eu sei que você está louco para me perguntar: e como faço isso? Fazendo as provas anteriores. Você vai perceber o modo como o enunciado relaciona os seus conhecimentos aos textos escolhidos. “Destaque”, “explique”, “transcreva”, “identifique” são alguns comandos muito frequentes nas questões da UERJ com os quais, ao fazer as provas, você vai se acostumando.

Isso nas perguntas. E como escrever uma boa resposta, muitos me perguntam também. Ser mais claro e objetivo possível, respondendo, na medida, ao que pede o enunciado.

Observe como a prova é feita, repare nos enunciados, pois no próximo post colocaremos tudo isso em prática.

Até mais!


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