Saiba quando usar Ç, S, SS, Z e X

Faaaaala, amigos do Desconversa!

Tudo certinho? Sabe quando bate aquela dúvida: escreve-se tal palavra com S ou SS? S ou Ç? X ou Z? Ó CÉUS!

Sem desespero! Hoje, vamos ver algumas dicas que ajudarão e muito na hora de escrever aquela redação sem erros ortográficos, digna de 10 no vestiba! Então, vambora que tempo é o que nos falta!

Grupo 01

a) Usa-se ç em palavras derivadas de vocábulos terminados em TO:

intento = intenção
canto = canção
exceto = exceção
junto = junção

b) Usa-se ç em palavras terminadas em TENÇÃO referentes a verbos derivados de TER:

deter = detenção
reter = retenção
conter = contenção
manter = manutenção

c) Usa-se ç em palavras derivadas de vocábulos terminados em TOR:

infrator = infração
trator = tração
redator = redação
setor = seção

d) Usa-se ç em palavras derivadas de vocábulos terminados em TIVO:

introspectivo = introspecção
relativo = relação
ativo = ação
intuitivo – intuição

e) Usa-se ç em palavras derivadas de verbos dos quais se retira a desinência R:

reeducar = reeducação
importar = importação
repartir = repartição
fundir = fundição

f) Usa-se ç após ditongo quando houver som de s:

eleição
traição

Grupo 02

a) Usa-se s em palavras derivadas de verbos terminados em NDER ou NDIR:

pretender = pretensão, pretensa, pretensioso
defender = defesa, defensivo
compreender = compreensão, compreensivo
repreender = repreensão
expandir = expansão
fundir = fusão
confundir = confusão

b) Usa-se s em palavras derivadas de verbos terminados em ERTER ou ERTIR:

inverter = inversão
converter = conversão
perverter = perversão
divertir = diversão c) Usa-se s após ditongo quando houver som de z:
Creusa
coisa
maisena

d) Usa-se s em palavras terminadas em ISA, substantivos femininos:

Luísa
Heloísa
Poetisa
Profetisa

Obs: Juíza escreve-se com z, por ser o feminino de juiz, que também se escreve com z.

e) Usa-se s em palavras derivadas de verbos terminados em CORRER ou PELIR:

concorrer = concurso
discorrer = discurso
expelir = expulso, expulsão
compelir = compulsório

f) Usa-se s na conjugação dos verbos PÔR, QUERER, USAR:

ele pôs
ele quis
ele usou

g) Usa-se s em palavras terminadas em ASE, ESE, ISE, OSE:

frase
tese
crise
osmose
Exceções: deslize e gaze.

h) Usa-se s em palavras terminadas em OSO, OSA:

horrorosa
gostoso
Exceção: gozo

Grupo 03

a) Usa-se o sufixo indicador de diminutivo INHO com s quando esta letra fizer parte do radical da palavra de origem; com z quando a palavra de origem não tiver o radical terminado em s:

Teresa = Teresinha
Casa = casinha
Mulher = mulherzinha
Pão = pãozinho

b) Os verbos terminados em ISAR serão escritos com s quando esta letra fizer parte do radical da palavra de origem; os terminados em IZAR serão escritos com z quando a palavra de origem não tiver o radical terminado em s:

improviso = improvisar

análise = analisar

pesquisa = pesquisar

terror = aterrorizar

útil = utilizar

economia = economizar

c) As palavras terminadas em ÊS e ESA serão escritas com s quando indicarem nacionalidade, títulos ou nomes próprios; as terminadas em EZ e EZA serão escritas com z quando forem substantivos abstratos provindos de adjetivos, ou seja, quando indicarem qualidade:

Teresa

Camponês

Inglês

Embriaguez

Limpeza

Grupo 04

a) Os verbos terminados em CEDER terão palavras derivadas escritas com CESS:

exceder = excesso, excessivo

conceder = concessão

proceder = processo

b) Os verbos terminados em PRIMIR terão palavras derivadas escritas com PRESS:

imprimir = impressão

deprimir = depressão

comprimir = compressa

c) Os verbos terminados em GREDIR terão palavras derivadas escritas com GRESS:

progredir = progresso

agredir = agressor, agressão, agressivo

transgredir = transgressão, transgressor

d) Os verbos terminados em METER terão palavras derivadas escritas com MISS ou MESS:

comprometer = compromisso

prometer = promessa

intrometer = intromissão

remeter = remessa

Grupo 05

a) Escreve-se com j a conjugação dos verbos terminados em JAR:

Viajar = espero que eles viajem

Encorajar = para que eles se encorajem

Enferrujar = que não se enferrujem as portas

b) Escrevem-se com j as palavras derivadas de vocábulos terminados em JA:

loja = lojista

canja = canjica

sarja = sarjeta

gorja = gorjeta

c) Escrevem com j as palavras de origem tupi-guarani.

Jiló

Jibóia

Jirau

Grupo 06

a) Escrevem-se com g as palavras terminadas em ÁGIO, ÉGIO, ÍGIO, ÓGIO, ÚGIO:

pedágio

sacrilégio

prestígio

relógio

refúgio

b) Escrevem-se com g os substantivos terminados em GEM:

a viagem

a coragem

a ferrugem

Exceções: pajem, lambujemc) Palavras iniciadas por ME serão escritas com x:

Mexerica

México

Mexilhão

Mexer

Exceção: mecha de cabelos) As palavras iniciadas por EN serão escritas com x, a não ser que provenham de vocábulos iniciados por ch:

Enxada

Enxerto

Enxurrada

Encher – provém de cheio

Enchumaçar – provém de chumaçoe) Usa-s x após ditongo:

ameixa

caixa

peixe

Exceções: recauchutar, guache

Por essa semaninha é só! Bom feriado, descanse, mas ó, não deixe de dar aquela bizoiada em português não ;)

(fonte: Mundo Vestibular)

Vídeo Aula: Tipos de Sujeito

E aí, meus desesperados favoritos!

Como estão? Um assunto de fundamental relevância no vestibular (principalmente no Enem) é o sujeito da oração.  Pensando nisso, separei uma vídeo aula do Descomplica que resume e explica os principais tipos de sujeito! Vamos começar?

Boa aula!

Assista à aula

Deixe seu comentário! É sempre bom ouvir a sua opinião!

Até mais!

Resumo: Funções da palavra QUE II

Olá, meus amigos!

Conforme o prometido, aqui vai a continuação do post anterior, falando sobre as funções da palavra QUE. Boa leitura!

- A conjunção QUE

O QUE pode ser conjunção coordenativa ou subordinativa.

- Conjunção coordenativa

Como conjunção coordenativa, a palavra QUE liga orações coordenadas, ou seja, orações sintaticamente equivalentes.

- Aditiva

Liga orações independentes, estabelecendo uma seqüência de fatos. Neste caso, o QUE não tem valor bastante próximo de conjunção e.

Ex1: Anda que anda e nunca chega a lugar algum.

Ex2: Fica lá o tempo com aquele chove que chove…!

- Explicativa

A oração coordenada explicativa aponta a razão de se ter feito a declaração contida em outra oração coordenada. Quando introduz esse tipo de oração, o QUE tem valor próximo ao da conjunção pois.

Ex1: Mantenhamo-nos unidos, que a união faz a força.

Ex2: Deixe, que os outros pegam.

- Adversativa indica oposição, ressalva, apresentando valor equivalente a mas.

Ex1: Outro, que não eu, teria de fazer aquilo.

Ex2: Outro aluno, que não eu, deveria falar-lhe, professor!

- Conjunção subordinativa

A conjunção QUE é subordinativa quando introduz orações subordinadas substantivas e adverbiais. Essas orações são subordinadas porque desempenham, respectivamente, funções substantivas e adverbiais em outras orações ( chamadas principais ).

- Integrante

O  QUE é conjunção subordinativa integrante quando introduz oração subordinada substantiva.

Ex1: “E ao lerem os meus versos pensem que eu sou qualquer coisa natural.”( Alberto Caeiro)

Ex2: Parecia-me que as paredes tinham vulto.

- Causal

Introduz as orações adverbiais causais, possuindo valor próximo a porque.

Ex1: Fugimos todos, que a maré não estava pra peixe.

Ex2: Não esperaria mais, que elas podiam voar

- Final

Introduz orações subordinadas adverbiais finais, equivalendo a para que, a fim de que.

Ex1: “…Dizei que eu saiba.” ( João Cabral de Melo Neto)

Ex2: Todos lhe fizeram sinal que se calasse.

- Consecutiva

Introduz as orações subordinadas adverbiais consecutivas.

Ex1: A minha sensação de prazer foi tal que venceu a de espanto.

Ex2: “Apertados no balanço Margarida e Serafim Se beijam com tanto ardor Que acabam ficando assim.” ( Millôr Fernandes)

- Comparativa

Introduz orações subordinadas adverbiais comparativas.

Ex1: Eu sou maior que os vermes e todos os animais.

Ex2: As poltronas eram muito mais frágeis que o divã.

- Concessiva

Introduz orações subordinada adverbial concessiva, equivalente a embora.

Ex1: Que nos tirem o direito ao voto, continuaremos lutando.

Ex2: Estude, menino, um pouco que seja!

- Temporal

Introduz oração subordinada adverbial temporal, tendo valor aproximado ao de desde que.

Ex1: “Porém já cinco sóis eram passados que dali nos partíramos.” ( Camões)

Ex2: Agora que a lâmpada acendeu, podemos ver tudo.

Então, pessoal, por essa semana é só! Deixe seu comentário! Adoraremos saber sua opinião sobre os post, o blog…

Até semana que vem!

Resumo: Funções da palavra QUE I

Olá, meu povo!

Como andam os estudos? Nessa preparação inicial, a equipe Desconversa considera fundamental apresentar aquelas questões mais simples, mas que sempre nos geram dúvidas, como o uso da palavra “QUE” e quais funções ela pode desempenhar. Pensando nisso, separamos um post super completo do site Mundo Vestibular. Vamos começar?

A palavra QUE pode pertencer a várias categorias gramaticais, exercendo as mais diversas funções sintáticas. Veja abaixo quais são essas funções e classificações.

- Advérbio

Intensifica adjetivos e advérbios, atuando sintaticamente como adjunto adverbial de intensidade. Tem valor aproximado ao das palavras quão e quanto.

Ex1: Que longe está meu sonho!

Ex2: Os braços… Oh! Os braços! Que bem-feitos!

- Substantivo

Como substantivo, tem o valor de qualquer coisa ou alguma coisa. Nesse caso, é modificado por um artigo, pronome adjetivo ou numeral, tornando-se monossílabo tônico ( portanto, acentuado). Pode exercer qualquer função sintática substantiva.

Ex1: Um tentador quê de mistério torna-a cativante.

Ex2: “Meu bem querer tem um quê de pecado…” ( Djavan) Também quando indicamos a décima sexta letra do nosso alfabeto usamos o substantivo quê.

Ex : Mesmo tendo como símbolo kg, a palavra quilo deve ser escrita com quê.

- Preposição

Equivale à preposição de ou para, geralmente ligando uma locução verbal com os verbos auxiliares ter e haver. Na realidade, esse QUE é um pronome relativo que o uso consagrou como substituto da preposição de.

Ex1: Tem que combinar? (= de)

Ex2: Amanhã, teremos pouco que fazer em nosso escritório. (= para) Além disso, a partícula QUE atua como preposição quando possui sentido próximo ao de exceto ou salvo.

Ex : Chegara sem outro aviso que seu silêncio inquietante.

- Interjeição

Como interjeição, a palavra QUE (exclamativo) também se torna tônica, devendo ser acentuada. Exprime um sentimento, uma emoção, um estado interior e, equivale a uma frase, não desempenhando função sintática em oração alguma.

Ex1: Quê! Você por aqui!

Ex2: Quê! Nunca você fará isso!

- Partícula expletiva ou de realce

Neste caso, a retirada da palavra QUE não prejudica a estrutura sintática da oração. Sua presença, nestes contextos, é um recurso expressivo, enfático.

Ex1: Quase que ela desmaia!

Ex2: Então qual que é a verdade? Obs: Pode aparecer acompanhado do verbo ser, formando a locução é que.

Ex: Mas é que lá passava bonde.

- Pronome relativo

O pronome relativo refere-se a um termo (por isso mesmo chamado de antecedente), substantivo ou pronome, ao mesmo tempo que serve de conectivo subordinado entre orações. Geralmente, o pronome relativo introduz uma oração subordinada adjetiva, nela desempenhando uma função substantiva. Neste caso, pode ser substituído por qual, o qual, a qual, os quais, as quais.

Ex1: João amava Teresa que amava Raimundo.

Ex2: Às pessoas que eu detesto diga sempre que eu detesto.

- Pronome indefinido substantivo

Quando equivale a “que coisa“.

Ex1: Que caiu?

Ex2: A fantasia era feita de quê?

- Pronome indefinido adjetivo

Quando, funcionando com adjunto adnominal, acompanha um substantivo.

Ex1: Que tempo estranho, ora faz frio, ora faz calor.

Ex2: Que vista linda há aqui!

- Pronome substantivo interrogativo

Substitui, nas frases da língua, o elemento sobre o qual se deseja resposta, exercendo sempre uma das funções substantivas, significando que coisa.

Ex1: Que terá acontecido? (= que coisa)

Ex2: Que adiantaria a minha presença? (= que coisa)

- Pronome adjetivo interrogativo

Acompanha os substantivos nas frases interrogativas, desempenhando função de adjunto adnominal.

Ex1: Que livro você está lendo?

Ex2: “Por aquela que foi tua, que orvalho em teus olhos tomba?” ( Cecília Meireles)

Obs: Caso semelhante (o qual não figura entre os tipos de pronomes registrados pela NGB) ocorre em frases exclamativas. Nesse caso, teríamos um pronome adjetivo exclamativo, sintaticamente atuando como adjunto adnominal.

Ex1: Que poema acabamos de declamar!

Ex2: Meu Deus! Que gelo, que frieza aquela!

Então, pessoal, no próximo post, veremos a palavra QUE como conjunção subordinativa e coordenativa. Não percam!

Dúvidas? Deixe sua pergunta nos comentários ou no Perguntas e Respostas que os nosso monitores terão o prazer em responder!

Até mais!


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