503 Service Temporarily Unavailable

503 Service Temporarily Unavailable


nginx

Posts com a Tag ‘narrador personagem’

Resumo: Texto Narrativo

narração nada mais é do que arranjar uma sequência de fatos em que os personagens se movimentam em um determinado espaço à medida que o tempo passa. A noção de narrar está muito ligada ao fato de, verdadeiramente, contar uma história.

O texto narrativo:

- Envolve personagens.

- Tempo, espaço.

- Conflito.

Seus elementos são:

- Narrador.

- Enredo.

- Personagens.

- Espaço e tempo.

Dessa forma, o texto narrativo apresenta uma determinada estrutura:

- Apresentação.
- Complicação ou desenvolvimento.
- Clímax.
- Desfecho
.

Protagonistas e Antagonistas

Protagonista: personagem principal

Anagonista: personagem que atua contra o protagonista, impedindo-o de alcançar seus objetivos.

Personagens secundários: exercem papéis fundamentais no decorrer da história.

Os Elementos da Narrativa

- Foco narrativo (1º e 3º pessoa).
- Personagens (protagonista, antagonista e coadjuvante).
- Narrador (narrador-personagem, narrador-observador).
- Tempo (cronológico e psicológico).

OBS: Textos que não pertencem ao campo da ficção não são considerados narração, pois essas não têm como objetivo envolver o leitor pela trama, pelo conflito.

Podemos dizer que existem relatos em que há narratividade, que quer dizer, o modo de ser da narração.

> Observem no poema de Manuel Bandeira as características da Narração:

Poema tirado de uma noticia de jornal
João Gostoso era carregador de feira-livre e morava no morro da Babilônia num barracão sem número
Uma noite ele chegou no bar Vinte de Novembro
Bebeu
Cantou
Dançou
Depois se atirou na Lagoa Rodrigo de Freitas e morreu afogado.

(Manuel Bandeira)

Até mais, galera!

Bom final de semana e bom estudo,

Eduardo Russell

No Lindo Mundo da Narração

Nesse lindíssimo domingo ensolarado, quando você poderia estar esperando aquela onda perfeita na praia, mas na verdade está a caminho da segunda prova da UERJ, aqui estou eu novamente, pra tratar de tema bastante comum nas provas do Enem: o foco narrativo.

Na prova de 2006, algumas questões apresentavam justamente pontos que abordavam as mudanças e implicações de perspectivas do narrador (lembrem daquela questão com o texto do Cornélio Pires), então acho bacana lembrarmos que a narrativa convencional pode apresentar, pelo menos, quatro tipos de narrador. Vamos a eles?

O narrador personagem é aquele que apresenta uma perspectiva em primeira pessoa dos acontecimentos, já que participa em primeira mão dos fatos relatados. Em geral, essa visão da narração costuma ser parcial, visto que as opiniões do narrador ficam bastante evidentes, graças à utilização de classes de palavras que tendem a explicitar uma única interpretação dos fatos (adjetivos e advérbios). Veja esse trecho de Dom Casmurro:

Enfim, chegou a hora da encomendação e da partida. Sancha quis despedir-se do marido, e o desespero daquele lance consternou a todos. Muitos homens choravam também, as mulheres todas. Só Capitu, amparando a viúva, parecia vencer-se a si mesma. Consolava a outra, queria arrancá-la dali. A confusão era geral. No Meio dela, Capitu olhou alguns instantes para ver o cadáver tão fixa, tão apaixonadamente fixa, que não admira lhe saltassem algumas lágrimas poucas e caladas…

O narrador também pode ser um personagem, porém não precisa ser o protagonista, como em Dom Quixote, de Miguel de Cervantes, onde a narrativa é feita por alguém que parece acompanhar as aventuras do protagonista.

Temos o narrador observador, em terceira pessoa, que não se envolve nos fatos relatados e, dessa forma, parece ser aquele que tem o maior grau de imparcialidade, já que relata apenas o ocorrido, sem maiores envolvimentos com os personagens ou os acontecimentos. Veja esse trecho de um texto de Clarice Lispector, em que prevalece o descritivismo do narrador meramente observador:

O sono do líder é agitado. A mulher sacode-o até acordá-lo do pesadelo. Estremunhado, ele se levanta, bebe um pouco de água, vai ao banheiro onde se vê diante do espelho. O que ele vê? Um homem de meia-idade. Ele alisa os cabelos das têmporas, volta a deitar-se. Adormece e a agitação do mesmo sonho recomeça.

Finalizando, temos o narrador observador onisciente. Onisciência é a consciência a respeito de tudo e de todos. Dessa forma, esse tipo de narrador, além de nos contar os fatos, possui entendimento pleno a respeito das características particulares dos personagens, assim como sua história de vida, segredos, temores, anseios. Pode ainda dar esclarecimentos a respeito do espaço com maior fidelidade, já que é capaz de se aproximar ou distanciar dos fatos narrados. Perceba como fica claro esse procedimento neste trecho de O Cortiço, em que o narrador apresenta características mais subjetivas da personagem narrada, assim como consegue estar em diferentes pontos do cenário ao mesmo tempo:

A Bruxa surgiu à janela da sua casa, como à boca de uma fornalha acesa. Estava horrível; nunca fora tão bruxa. O seu moreno trigueiro, de cabocla velha, reluzia que nem metal em brasa; a sua crina preta, desgrenhada, escorrida e abundante como as das éguas selvagens, dava-lhe um caráter fantástico de fúria saída do inferno. E ela ria-se, ébria de satisfação, sem sentir as queimaduras e as feridas, vitoriosa no meio daquela orgia de fogo, com que ultimamente vivia a sonhar em segredo a sua alma extravagante de maluca. Ia atirar-se cá para fora, quando se ouviu estalar o madeiramento da casa incendiada, que abateu rapidamente, sepultando a louca num montão de brasas.

De forma geral, é isso. Não devemos imaginar que um mesmo texto apresenta o mesmo narrador do início ao fim. Não haveria graça alguma se fosse assim, certo? Portanto, atenção no enfoque e nas características que podem ser implicadas.

Até a próxima, queridos.


SEO Powered by Platinum SEO from Techblissonline