Arquivo de fevereiro de 2012

Como estudar: Tabela Periódica – parte 2

Faaaalaaaa, pessoal!

Como foi o Carnaval dos senhores? Tenho certeza que na maior fidalguia!

A gente estava conversando como estudar a Tabela Periódica. Eu gosto de ver isso como dicas e roteiros, mas não são a lei universal, lembrem-se disso!

Hoje vamos ver como podemos estudar as Propriedades Periódicas, assunto que SEMPRE está aí nas provas! :D

Olha aí a nossa amiga de sempre:

As propriedades periódicas são divididas de acordo com as características que as regem, ou seja, são ordenadas.

É bem mais fácil relacionar as idéias da forma como as propriedades são separadas na Tabela Periódica.

Vejamos por exemplo o Raio Atômico:

Ele cresce para a esquerda nos períodos e para baixo nas famílias. Logo o nosso amigo Frâncio (Fr) é o elemento que possui maior raio atômico.

Mas e o pensamento inverso? Quem cresce pra cima nas famílias e para a direita nos períodos? Esse tipo de associação ajuda a guardar essas informações e assim você já mata 2 propriedades! A que estamos falando seria a Energia (ou Potencial) de Ionização, que é a energia necessária para remover um elétron de um átomo isolado no estado gasoso. O comportamento seria este:

Só que vocês podem fazer um combo de associações ainda. Sabe, existe ainda aquela propriedade periódica importantíssima que é a Eletronegatividade. O comportamento é muito semelhante ao da Energia de Ionização, mas não inclui os Gases Nobres, fazendo com que o Flúor seja o elemento mais eletronegativo da Tabela Periódica:

Para pegar as definições de maneira mais rápida, recomendo estes dois artigos de revisão:

Propriedades Periódicas 1 e Propriedades Periódicas 2

Para a Eletronegatividade em especial, pensem em alguma propriedade que vocês poderiam fazer uma associação como a que vimos aqui. No nosso próximo encontro falamos mais disso.

Dúvidas? Deixe nos comentários!

Até mais!

Como estudar: Tabela Periódica – parte 1

Salve salve, galera ligada no Desconversa de Química! Hoje começaremos uma linha um pouco diferente de posts, focada em como você pode estudar para um determinado assunto. E como todos amamos Tabela Periódica, vamos começar por essa linda! SIMBORA!

Eis a nossa companheira:

Em primeiro lugar: NÃO HÁ NECESSIDADE DE DECORAR!

Segundo lugar: TREEEEINEEEM!!!!!

Devemos saber pelo menos o básico: famílias, períodos, grupos, propriedades periódicas e aperiódicas, etc… vamos como o Jack, por partes. =D

Famílias: devemos ao menos saber os nomes das “A”. Vocês sabem, as famílias dos elementos representativos, 1A (família dos alcalinos), 2A (família dos alcalinos-terrosos), 3A (família do Boro), 4A (família do Carbono), 5A (família do Nitrogênio), 6A (família dos Calcogênios) e 7A (família dos Halogênios).

Períodos: são as linhas na Tabela Periódica.

Grupos: há 4 grupos – Metais, Semi-metais, Não-metais e Gases Nobres.

E para ir treinando vocês podem consultar nossos posts da série “Desafio Aceito” sobre Tabela Periódica  e post com as respostas.

Em nosso próximo encontro falaremos como estudar as Propriedades Periódicas! Bom fim de semana! Deixem seus comentários ali embaixo! :D

Química e Meio Ambiente – parte 4: biocombustíveis

Olá, pessoal!

Finalmente vamos fechar os posts sobre Biocombustíveis! Hoje falaremos um pouco sobre biogás e alguns extras. GO GO GO!!!!

Há duas grandes ocorrências de biogás: natural, como em aterros sanitários e lugares com grandes concentrações de lixo (massa orgânica em particular) e/ou em usinas onde a produção é feita de maneira limpa, controlada e sustentável.

O biogás é composto essencialmente de metano (mas não só ele: temos também CO2, hidrogênio, nitrogênio, oxigênio e gás sulfídrico) e proveniente da digestão anaeróbica (vocês sabem, digestão sem oxigênio) de matéria orgânica decomposta por microorganismos. Estes microorganismos atuam numa faixa ótima de pH, temperatura e até mesmo umidade.

O ciclo é o mostrado abaixo:

E aqui temos uma protagonista para que isso seja possível :D :

O biogás pode ser usado normalmente para substituir outros gases de fontes não renováveis, como o gás natural (usado como combustível de automóveis) e o GLP (gás liquefeito de petróleo). Pode ser usado para gerar energia elétrica ou térmica também.

O meio onde ele é produzido pela digestão anaeróbica (biofermentadores) pode ser usado como adubo e a parte líquida pode ser usada como fertilizante, fazendo com que praticamente tudo usado na sua produção possa ser aproveitado.

Através da biomassa ainda é possível produzir bio-hidrogênio, que pode ser usado como combustível, biodimetil-éter e biometanol.

Pessoal, que tal em nossos próximos encontros começarmos a desenvolver métodos de estudos dos mais variados assuntos em Química? Nos vemos lá!

Deixe uma sugestão aqui nos comentários!

Valeeeeussooonnn =)

Química e Meio Ambiente – parte 3: biocombustíveis

Salve salve, galera do Desconversa!

Em nosso último encontro, estávamos falando sobre biocombustíveis! Vamos fechar com biodiesel e biogás hoje! SIMBORA!

O biodiesel é a solução renovável ao diesel e já é usado em certas porcentagens junto com o combustível comum. Atualmente é adicionado cerca de 5% de biodiesel ao diesel, chamando-o de B5.

O biodiesel é composto basicamente de uma mistura de ésteres de ácidos graxos (isto é, ácidos carboxílicos de cadeia longa). Por conta disso é biodegradável e como sua matéria-prima é um vegetal ou óleos/gordura, acaba sendo também um combustível renovável. É o famoso combustível verde. A aparência dele é essa:

Pode ser produzido a partir da reação deste derivado de  ácido graxo em presença de um álcool e catalisador (transesterificação), por craqueamento ou processos clássicos de esterificação. Focaremos no primeiro método.

O exemplo clássico da reação de transesterificação é dado por:

Neste caso escolheu-se metanol como álcool (é de fato o mais usado) e o catalisador nestes casos costuma ser KOH (hidróxido de potássio). O subproduto formado é o glicerol (também conhecido como glicerina) e é de grande interesse que se consiga monetizar em cima dele já que hoje é um problema tratá-lo e descartá-lo.

De fato o biodiesel é uma solução incrível pelas suas vantagens frente a um combustível de origem fóssil como o diesel, mas tem algumas desvantagens. A principal é certamente o alto consumo de água para as plantações de matéria prima, como a soja!

Na próxima fechamos com o biogás e alguns extras, como o bio-hidrogênio! NÃO PERCAM!