Gênero Textual: Editorial

Olá, pessoal!

Após estudarmos os contos e a carta aberta, vejamos outro gênero textual.

Bom, hoje vou falar sobre o Editorial. O Editorial é gênero do discurso argumentativo que tem como finalidade expressar a opinião de um jornal, revista ou qualquer órgão da imprensa a respeito de acontecimentos importantes nacional ou internacionalmente. Vale lembrar que, se for pedido para você elaborar um texto desse tipo em algum vestibular, o Editorial nunca é assinado, pois não deve ser relacionado a um ponto de vista individual.

Além disso, o candidato deve ser enfático, equilibrado e informativo. Agora, quer uma dica pra fortalecer seus argumentos e tornar seu texto ainda melhor? Além de apresentar as opiniões assumidas pelo veículo da imprensa, o editorial costuma também apresentar as opiniões contrárias, para poder refutá-las.

Até a próxima!

Gênero Textual: A Carta Aberta

Olá!

Vamos continuar o que foi prometido no post anterior e falar sobre a Carta Aberta?

Muitas pessoas falam sobre a Carta Argumentativa como tipo de texto pedido em muitos vestibulares no Brasil, e isso é verdade. Porém, há um outro tipo de carta, a Carta Aberta, que também já foi pedido, mas quase não é comentado. Vamos relembrar as características desse gênero textual?

O gênero carta aberta é de natureza persuasiva-argumentativa e manifesta abertamente, por meio de um veículo da imprensa (jornal, revista…), a opinião de uma pessoa ou de um grupo de pessoas a respeito de um problema. A finalidade é persuadir um interlocutor específico a tomar consciência do problema e, se possível, se movimentar para solucioná-lo. Para isso, estratégias argumentativas de convencimento, como usar exemplos e dados, são muito bem vindas.

Além disso, para tornar sua carta aberta ainda melhor, é legal, além de denunciar e analisar os fatos, sugerir e reivindidar soluções, mobilizando a opinião pública para a adesão ao ponto de vista do interlocutor.

Entenderam? No próximo post eu volto falando sobre Editorial.

Até lá!

Gênero Textual: Conto

Olá!

Muitos vestibulares no Brasil não pedem a Dissertação Argumentativa como proposta de redação. Algumas bancas, como a UFG, pede tipos textuais pouco trabalhados, como editorial, a carta aberta e o conto. Vamos lembrar as características de cada um deles?

Esse post é muito importante pro pessoal que vai fazer a prova da UFF no próximo dia 18! Vou falar sobre um tipo de texto que volta e meia cai em alguns vestibulares: o conto. Por mais que muitos pensem que basta “contar uma historinha” quando é pedido um texto de caráter narrativo, é muito mais do que isso. Existem regras específicas que devem ser seguidas na hora de fazer uma prova.

O conto é uma narrativa curta que apresenta narrador, personagens, enredo, tempo e espaço. É uma história focada em um conflito único e apresenta o desenvolvimento e a resolução desse conflito.

Há basicamente 3 tipos de narradores: o narrador-personagem, que participa ativamente da ação e narra em primeira pessoa, o narrador-observador, que narra em terceira pessoa e observa os fatos com certo distanciamento, narrando somente o que vê, e o narrador-onisciente, que também narra em terceira pessoa, mas narra, além do que os personagens fazem, o que eles sentem e pensam. Ou seja, é o narrador que conhece o inconsciente dos personagens. Sabendo disso, basta observar que tipo de narrador a banca pede, pois isso varia de prova pra prova.

Entenderam? Nos próximos posts ( post 2 ;  post 3 ) eu voltarei com mais tipos de textos pedidos pelos vestibulares do Brasil!

Até a próxima!

Redação Pronta!

Olá, pessoal!

Hoje trago uma redação pronta com o seguinte tema: “Qual é a melhor fase da vida e qual a mais difícil de ser vivida?”. Confiram é muito importante para a UFF!

Boa leitura!

SEM RÓTULOS

Antes dos dezoito anos, todos cobiçam alcançar essa idade, com a doce ilusão de toda liberdade conquistada com a maioridade. Depois dos quarenta, o discurso mais ouvido é sobre a saudade que a juventude deixou. Com os poetas românticos altamente saudosistas, descobrimos uma tendência do ser humano de olhar para o passado como se fosse melhor do que o presente, e depositar no futuro todas as esperanças para uma vida melhor. Poucos percebem, porém, que ao desvalorizar o momento atual em detrimento de uma idolatria ou idealização de outra época qualquer se está, na verdade, perdendo tempo produtivo de vida. Cabe analisarmos os fatores, principalmente externos, responsáveis por tal fato.

Primeiramente, é importante perceber a evidente contradição existente na atualidade. Vivemos em uma sociedade extremamente hedonista, que preza o prazer imediato a qualquer custo, vide o envolvimento de jovens com drogas, por exemplo, o que prova que há uma sede por aproveitar o momento ao máximo, mesmo que este nunca seja suficiente. Porém, esse valor árcade do Carpe Diem vai de encontro com uma violência cada vez maior nas grandes cidades, o que serve de argumento para aqueles mais velhos, que costumam lembrar como nas suas juventudes tudo era mais fácil e mais seguro, logo, aproveitavam mais. Aliado a isso, as grandes revoluções tecnológicas e na medicina diariamente prometem e cumprem verdadeiros milagres, criando uma grande expectativa de um futuro melhor. Percebe-se, assim, que as pessoas nunca estão satisfeitas com o momento presente.

Além disso, cabe concedermos à mídia seu papel em tal problemática. Percebemos que os meios de comunicação em massa costumam dar um valor exacerbado à juventude, glorificando esta como a melhor fase da vida. Vende-se a idéia de que, quando jovem, somos mais capazes, saudáveis, bonitos e podemos revolucionar o mundo. Conseqüentemente, as pessoas acabam pensando que esse é o melhor momento da existência humana, e dão ênfase somente à juventude, como se a infância fosse apenas uma fase antecedente que deve logo terminar, e a velhice, a decadência da vida. Poucos percebem que cada etapa possui sua importância e beleza individuais.

Não se pode esquecer, ainda, que vivemos em uma sociedade capitalista, que confere a posses e status a maior importância possível. Em busca sempre da maximização dos lucros, há uma necessidade enraizada e latente de rotular tudo e todos. A partir disso, temos o que é pior ou melhor, mais bonito e mais feio, mais válido ou menos válido, e isso vai desde objetos e posses materiais, até o que é mais subjetivo e por vezes etéreo, como caráter, dignidade e, logicamente, fases da vida. Assim, passamos mais tempo tentando definir a melhor delas, enumerando as qualidades e defeitos de cada uma, do que, de fato, tentando aproveita-las.

Dessa forma, nada mais justo afirmar que a humanidade, especialmente no contexto vigente, está deixando a vida escorrer em suas mãos sem perceber. O ser humano tende a não refletir sobre o seu presente, valorizando o passado e idealizando o futuro. Porém, seria ignorante e ineficaz comparar a inocência de Narizinho, o crescimento de Capitu e o conhecimento de dona Benta. Melhor do que isso é viver o agora, para que se possa olhar para o futuro com expectativa e, ao contemplar o passado, não haja remorso ou vontade de retorno, e sim a saudade de uma fase boa. De todas elas.


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