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Três conclusões eficientes!

Olá, pessoal!

Vamos continuar falando sobre a conclusão da redação. Hoje, vou analisar três finalizações eficientes para o texto da prova do ENEM. Vocês devem reconhecer, são conclusões de redações prontas postadas aqui, de temas antigos do Exame. Não se esqueça dos seguintes itens:

- Uso da interdisciplinaridade

- Proposta de soluções para a situação-problema

- Posição otimista

As conclusões aqui apresentadas reúnem essas características.  Observem:

(ENEM 2003: “A violência na sociedade brasileira: como mudar as regras desse jogo?”)

Dessa forma, é possível perceber que, assim como na Física, na qual a Inércia é a propriedade que mantém a matéria sem variação de velocidade, a sociedade brasileira está comodamente inerte em relação à problemática da violência, sem forças para sair da inalterabilidade e modificar a situação. É de suma importância um comprometimento de toda a população para vencer esse jogo, no qual as escolas e os meios de comunicação possuem papel fundamental na propagação de direitos e deveres. Somente com as mais diversas forças, vindas de várias camadas, contribuindo para o fim da inércia, esse perigoso adversário poderá ser derrotado, e a sociedade brasileira será vencedora.

(ENEM 2006: “O Poder de Transformação da Leitura”)

Dessa maneira, para usarmos os conhecimentos de Lavoisier, e fazer com que o já existente e importante hábito da leitura não se perca, mas se transforme em bem permanente, a sociedade precisa de unir como um todo. Pais devem, junto a escolas, incentivar o costume nas crianças. Se livros são considerados caros, há maneiras de se diminuir o custo de produção dos mesmos, como a utilização de papéis reciclados. Além disso, as comunidades de cada bairro e cidade devem se unir para edificarem bibliotecas públicas, por meio de doações de obras, e com computadores para o acesso à leitura também pelos meios mais modernos. O poder do conhecimento não é pontual, limitado, e não se perde. É vitalício.

(ENEM 2004: “Como garantir a liberdade e evitar abusos nos meios de comunicação”)

Dessa maneira, pode-se perceber que, assim como na Biologia, em que o mutualismo é a relação harmônica em que um necessita do outro para sobreviver, é necessária uma mobilização de todas as partes para o combate ao abuso dos meios de comunicação. Isso, é claro, preservando sempre a liberdade de expressão. Além disso, é indiscutível que se faz coerente uma reciclagem em todos os setores da comunicação voltada para as massas, para que se possa alcançar não só a preservação, mas a valorização dos princípios fundamentais da ética. Gutenberg, e toda a humanidade, agradecem.

Perceberam algumas semelhanças entre elas, embora os temas sejam completamente diferentes? Uma dica para um bom arremate no ENEM:

- Primeiro período: relacione o tema e a sua tese à área do conhecimento escolhida para o uso da interdisciplinaridade (Biologia, Física, Química…)

- Segundo/Terceiro período(s): proponha soluções para a problemática. Lembre-se de ser coerente e realista, fuja de utopias!

- Quarto/Quinto período(s): termine a redação com uma “frase de efeito”, um tom otimista, mostrando que há saída para o problema.

É claro que, se vocês sentirem que os períodos estão muito grandes, pontuem!

No próximo post, falarei sobre alguns critérios de correção do ENEM.

Até lá!

Assunto ≠ Tema

Olá, pessoal! Como estão os estudos? Vocês têm praticado as dicas que venho postando aqui? Deixem comentários sempre, e dúvidas também!

Bem, eu disse que falaria hoje sobre o entendimento do tema. Pode parecer um tópico irrelevante, mas é preciso entender que a fuga (total ou parcial) ao tema é um dos erros mais cometidos pelos candidatos nas redações de vestibulares. É preciso ter em mente o seguinte: assunto é diferente de tema! Observem:

Assunto -> Abrangente; panorama geral.

Tema -> Mais específico; o que a banca pede.

Recorramos a um exemplo. Em 2003, o tema do ENEM foi: “A violência na sociedade brasileira; como mudar as regras desse jogo?”. Seguindo esquema anterior, temos:

Assunto -> Violência no Brasil.

Tema -> Formas de combater/vencer o problema da violência no Brasil.

Reparem que o tema está inserido no assunto, e não vice-versa. Não adiantaria, então, dissertar profundamente – e somente – sobre as causas e conseqüências da violência, sobre o tráfico de drogas, ou sobre a exploração do trabalho infantil. Era preciso, além dessa contextualização, propor soluções, maneiras de “mudar esse jogo”. Tenham bastante cuidado com o direcionamento da abordagem.

Quando falei sobre o uso inteligente da coletânea, sugeri que vocês sublinhassem as idéias mais relevantes. Façam isso no tema também. Marquem as palavras principais, e procurem voltar a elas sempre que tiverem dúvidas se estão ou não fugindo ao tema, ou falando mais sobre o assunto e menos sobre o que foi objetivamente proposto. Assim:

ENEM 2003: “A violência na sociedade brasileira; como mudar as regras desse jogo?”

ENEM 2000: “Direitos da Criança e do Adolescente; como enfrentar esse desafio nacional?”

Entenderam?

No próximo post, começarei a abordar objetivamente a elaboração de cada uma das partes de uma redação do ENEM, começando pela Introdução.

Até lá!

Enem: redação exemplar.

Oi pessoal! Esta é mais uma redação exemplar, feita nos moldes pedidos pela banca do ENEM. Trata-se do tema da prova de 2003: “A violência na sociedade brasileira; como mudar as regras desse jogo?”. Reparem no uso da interdisciplinaridade! E deixem seus comentários e dúvidas!

Inércia (in)cômoda

Na conjuntura brasileira contemporânea, a violência é quase tão discutida quanto o futebol. No entanto, enquanto o segundo é uma paixão, a primeira é um enorme problema nacional. Diariamente, os brasileiros são afetados, de diversas maneiras, por manifestações violentas e criminosas, presencialmente ou não. A sociedade está perdendo esse jogo, rendida e inerte diante de uma problemática de difícil solução. Não é impossível, porém, vencer essa batalha.

A desigualdade social, como é de conhecimento público, é um dos maiores problemas do país. Vive-se a plenitude de uma sociedade consumista, na qual o ter em detrimento do ser é valorizado e divulgado pela mídia de massa. Entretanto, dadas as diferenças socioeconômicas, nem todos podem ter acesso aos bens desejados. Dessa forma, muitos optam por caminhos alternativos para obtê-los, que são, frequêntemente, ligados ao crime e a violência, ferindo a dignidade do cidadão e gerando sentimentos de revolta, repulsa, e até vingança, em um circulo vicioso que envolve todas as classes. Esse problema poderia ser amenizado com a criação de empregos, e redução da desigualdade.

É importante, também, observar que se vive no Brasil uma cultura da impunidade, na qual existe a certeza de que, muito possivelmente, nada acontecerá a quem comete crimes tidos como menores ou menos hediondos. Assim, além das manifestações dignas de virarem notícias na televisão, existe a violência doméstica, velada e escondida. Impera a lei do mais forte contra o mais fraco, o que faz com que mulheres sejam espancadas, crianças exploradas, e aqueles que não estão diretamente envolvidos permanecem míopes, raciocinando de maneira individualista. Essa situação se perpetuará enquanto as vítimas não denunciarem seus agressores.

Percebe-se, também, certo comodismo por parte dos brasileiros das classes média e alta. Parte das elites detentoras de poder, essas pessoas se escondem em seus condomínios e prédios, onde pagam por segurança ininterrupta, mantendo a problemática da violência longe dos olhos e do coração. É como se ela não existisse, mas isso não faz com que ela desapareça. Esse processo de negação só contribui para a perpetuação do problema, pois a maior parte da população permanece pouco protegida, a mercê de tal situação. A mudança precisa partir daqueles que têm maior influência e voz na sociedade.

Dessa forma, é possível perceber que, assim como na Física, na qual a Inércia é a propriedade que mantém a matéria sem variação de velocidade, a sociedade brasileira está comodamente inerte em relação à problemática da violência, sem forças para sair da inalterabilidade e modificar a situação. É de suma importância um comprometimento de toda a população para vencer esse jogo, no qual as escolas e os meios de comunicação possuem papel fundamental na propagação de direitos e deveres. Somente com as mais diversas forças, vindas de várias camadas, contribuindo para o fim da inércia, esse perigoso adversário poderá ser derrotado, e a sociedade brasileira será vencedora.

Interdisciplinaridade: como usá-la

Olá, cabecinhas pensantes! Vamos começar os trabalhos para o ENEM?

Bom, no último post eu prometi que falaria sobre a interdisciplinaridade no modelo dissertativo do ENEM.  Vocês se lembram quando eu disse que uma das questões mais importantes deste exame é a aplicação de conceitos de várias áreas do conhecimento para a realização do seu texto?  Pensemos: a prova do ENEM, sendo um exame de nível nacional, tem por objetivo medir o grau de cidadania, senso crítico e responsabilidade social.

Sabemos, também, que se trata de um texto dissertativo-argumentativo, no qual vocês devem analisar, interpretar e relacionar dados e informações, além de, é claro, apresentar suas opiniões valendo-se do recurso da argumentação para comprovação de hipóteses e teses. Sendo assim, se a aplicação de conceitos de várias áreas do conhecimento é demandada, nada mais evidente do que utilizar a interdisciplinaridade. Isso quer dizer, simplesmente, fazer referências a termos de matérias diversas, como, por exemplo, a aplicação de conteúdos de história, física ou biologia em sua redação.

Calma, ninguém está pedindo que vocês discorram profundamente sobre a Revolução Francesa, sobre Calorimetria, ou sobre Metabolismo Celular. Isso seria, inclusive, fugir ao tema, um erro grave! Entretanto, é interessante mostrar que você tem conhecimento sobre as mais diversas matérias, e sabe relacioná-las ao tema proposto, seja ele qual for.

Recorramos a um exemplo. Em 2004, o ENEM pediu que o candidato fizesse um texto dissertativo-argumentativo sobre “Liberdade e Abusos nos Meios de Comunicação”. A princípio, poderia parecer descontextualizado inserir conteúdos de Biologia em um texto sobre Meios de Comunicação. Porém, eis o diferencial! Nos parágrafos de desenvolvimento, o candidato poderia falar sobre os papeis exercidos pelas mais diferentes esferas da Comunicação e da Educação, como a mídia de massa, a imprensa sensacionalista, e até mesmo o ensino do jornalismo nas Universidades. Desta forma, ele mostraria que há muitos responsáveis pela manutenção deste frágil equilíbrio (liberdade x abusos) nos meios de comunicação. Na conclusão, entretanto, ele poderia valer-se deste recurso da interdisciplinaridade, mostrando que todos estes campos se relacionam. Observe:

“Dessa maneira, pode-se perceber que, assim como na Biologia, em que o mutualismo é a relação harmônica em que um necessita do outro para sobreviver, é necessária uma mobilização de todas as partes para o combate ao abuso nos meios de comunicação. Isso, é claro, preservando sempre a liberdade de expressão. Além disso, é indiscutível que se faz coerente uma reciclagem em todos os setores da comunicação voltada para as massas, para que se possa alcançar não só a preservação, mas a valorização dos princípios fundamentais da ética. Gutenberg, e toda a humanidade, agradecem.”

Sabendo, inclusive, que o título da redação do candidato foi “Mutualismo”, ficou evidente que ele soube relacionar um assunto aparentemente descontextualizado ao tema proposto. Ele mostrou, assim, mais do que conhecimento em várias áreas, mas também originalidade, ao utilizar-se de um assunto pouco evidente para construir seu ponto de vista.

Perceberam?

Procurem treinar este recurso. Relacionem matérias diversas aos temas propostos. Aproveitem que esses conteúdos estão fresquinhos, já que vocês estão prestando vestibular!

Até a próxima, e não se esqueçam de deixar suas dúvidas e comentários aqui!

Bom estudo!


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