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Redação Pronta – Enem 2010

ENEM 2010: O Trabalho na Construção da Dignidade Humana

Olá, galera, como estão?

Aqui vai uma redação pronta com o tema do ENEM 2010: “O Trabalho na Construção da Dignidade Humana” . Foi tirada do site Descomplica! Lembrem-se de que este texto não é um “gabarito” (um conceito turvo no que diz respeito a redação), mas pode ser considerado como uma possibilidade entre várias de argumentação.

VALORES CIRCUNSTANCIAIS

Na atualidade, estamos cercados de clichês do tipo ‘o trabalho enobrece o homem’. Se, de fato, o dogma estabelecido é aquele que diz que que precisamos estudar, entrar em uma boa universidade e conseguir um bom emprego, deveríamos acreditar nessas máximas. Entretanto, as circunstâncias ditam, por vezes, o contrário,e nem sempre o trabalho é capaz de construir a dignidade humana por si só.

Primeiramente, é necessário analisar como existem, não só na sociedade contemporânea, mas ao longo da história, casos constantes de negação do trabalho na edificação dessa dignidade. Durante séculos, a escravidão foi uma realidade em todo o mundo, e no Brasil ela se perpetuou por muito tempo. Ainda, não se pode dizer que foi extinta, já que existem casos da mesma hoje em nosso país, o que compromete diretamente os direitos humanos ao tratar pessoas como objetos. Além disso, no presente, casos de corrupção, e do famoso ‘ganhar dinheiro fácil’, passam a idéia de que trabalhar para obtenção de algo pode não ser o caminho.

Além disso, no contexto capitalista circundante, o mercado de trabalho é altamente competitivo. Na falta de uma educação de base de qualidade, aqueles menos abastados têm pouca ou nenhuma chance de alcançar o ensino superior e, então, lutar por um bom emprego. Dessa forma, muitos optam por caminhos alternativos, como o trabalho irregular e, muitas vezes, o crime, para sobreviver. A falta de oportunidades para todos maximiza alguns sérios problemas urbanos, e compromete a máxima, pois passa a impressão de que quem não trabalha é indigno.

Por fim, se faz coerente uma breve análise do contexto social. Em uma sociedade de rótulos, na qual o ter em detrimento do ser é a regra a ser seguida, e muitos são valorizados muito mais pela conta bancária do que por méritos de caráter, empregos que possibilitam a obtenção de grandes somas de dinheiro fazem com que o trabalhador seja mais valorizado do que os demais. A dignidade humana é, então, medida não somente por meio do trabalho, mas pela remuneração que ele traz.

Dessa forma, é necessário entendermos que os valores passados a sociedade no que diz respeito a dignidade humana por meio do trabalho são circunstanciais. Se nossas universidades já são boas, o governo precisa, então, investir em educação pública de base, para que membros de todas as classes sociais possam ter acesso a oportunidades de maneira igual. Além disso, rótulos superficiais precisam ser derrubados, pois eles passam impressões errôneas e perigosas. A meritocracia pode e deve vir como fruto do trabalho, e é o caminho mais justo a ser seguido.

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BOA PROVA!

Redação Pronta – Fuvest 2011

Olá!

Hoje venho com uma redação pronta, de um dos vestibulares mais importantes do país, a Fuvest. No concurso 2011, a banca pediu que os candidatos argumentassem sobre o seguinte tema: “O altruísmo e o pensamento à longo prazo ainda têm lugar no mundo contemporâneo?”. Confiram:

ÓRBITAS SOLITÁRIAS

Basta entrar em qualquer livraria das grandes capitais para encontrarmos prateleiras preenchidas com Best Sellers que contam histórias vitoriosas dos grandes líderes mundiais. São trajetórias de vida inspiradoras, de homens e mulheres que estabeleceram e sustentaram verdadeiros impérios. No entanto, a grande maioria diz respeito a histórias individuais de pessoas que, sozinhas, conseguiram vencer na vida, tendo que passar por diversas barreiras e obstáculos. É raro presenciarmos trajetórias de grupos vencedores, ou de pessoas que foram ajudadas por outras, por livre e espontânea vontade. O altruísmo e o pensamento a longo prazo perdem cada vez mais espaço no mundo contemporâneo

Em primeiro lugar, é coerente dizer que um dos traços mais marcantes da sociedade contemporânea é o individualismo. Mais do que uma característica inerente ao ser humano, isso é algo praticamente exigido pela realidade capitalista circundante, na qual o mercado de trabalho competitivo e ferrenho faz com que pensemos muito mais em nossos próprios benefícios, crescimento e status pessoais, do que naquele que está ao nosso lado. Tal fato abrange não só os relacionamentos pessoais mais próximos, como também nosso comportamento frente às maiores calamidades mundiais, o que faz com que olhemos através da tela da televisão desgraças em todo o planeta e continuemos a viver nossas vidas. Longe dos olhos e do coração.

Entretanto, há aqueles que defendem que o altruísmo ainda é algo presente na realidade circundante. Fato é que existem inúmeras ONGS e trabalhos sociais em todo o planeta, bem como projetos para salvar a mata atlântica, curar a AIDS e diminuir a pobreza. Tais defensores podem exemplificar isso ao comentar sobre a ajuda global aos desabrigados no Haiti, e os diversos documentários sobre aquecimento global, alertando a humanidade para o perigo iminente.

No entanto, todas essas medidas são paliativas, uma vez que, como não temos pensamento a longo prazo, deixamos os problemas acontecerem e tomarem proporções absurdas para, só então, tomarmos uma atitude. Tais fatos só evidenciam ainda mais o imediatismo tão comum a todos na atualidade, pois a preocupação só surgiu quando a situação se tornou alarmante.

Dessa forma, podemos perceber que, embora seja radical afirmar que o altruísmo e o pensamento a longo prazo não têm mais lugar no mundo contemporâneo, não se pode negar que eles são características pontuais e, por vezes, raras e escassas. É exigido de cada indivíduo uma demanda pessoal enorme, o que faz com que, muito além de nossa vontade, não tenhamos tempo para pensarmos em mais nada. Somente com abstração e senso de responsabilidade social deixaremos de olhar para o próprio umbigo, e percebermos que há um mundo inteiro precisando da ajuda de cada um.

Descrição: Subjetiva eTécnica

Olá, cabecinhas pensantes!

Vocês têm praticado os gêneros textuais que venho apresentando aqui? Lembrem-se de que grande parte do sucesso de uma redação está na técnica do candidato – e técnica e prática estão diretamente relacionados! Quanto mais praticamos, mais aperfeiçoamos nossa técnica!

Para encerrar o assunto Descrição, conforme prometi, hoje volto com a diferença entre a descrição subjetiva e a descrição técnica. Observem os fragmentos abaixo:

“Naquele dia, a praia estava maravilhosa. A areia, branca, quente e fina, acariciava meus pés, me dando boas-vindas ao paraíso. E o mar… ah, o mar! Aquela imensidão azul, fresca e límpida, que me envolvia com seu aroma salgado. Aquele mesmo aroma de verão que tantas vezes me encantou, em férias passadas.”

“Rodrigo estava muitíssimo elegante. Aquele terno azul marinho – emprestado – parecia ter sido feito especialmente para ele. Seus cabelos negros estavam cuidadosamente penteados para o lado, sem um fio fora do lugar. Os dentes, branquíssimos, formavam um sorriso perfeito que, ao combinar com os olhos brilhantes, faziam de Rodrigo uma força que chamava atenção, como um astro de cinema.”

Reparem que, em ambos os casos, o narrador descreve a cena ou o personagem a partir de um ponto de vista pessoal. Ou seja, ele procura apresentar a sua impressão. Isso caracteriza a descrição subjetiva, ou impressionista. Mas prestem atenção: como, aqui, não se trata de uma dissertação impessoal, o fato de o narrador apresentar claramente sua visão pessoal, emitindo opiniões e juízos de valor, não é um defeito, uma vez que não há nada que diga que a descrição deve fornecer um relato frio e sem vida daquilo que é descrito!

Por outro lado, existe um outro tipo de descrição, essa sim, mais “fria” e livre de juízos de valor: a descrição técnica. Mais encontrada em textos da área de ciências ou da tecnologia, essa subdivisão do gênero se caracteriza pela objetividade, e procura transmitir uma imagem do objeto por meio de uma linguagem técnica.

Bom, pessoal… fechamos hoje o módulo “descrição”. Dedicarei os próximos posts à Narração. Fiquem ligados!

Até lá!

A Descrição – Início

Olá, pessoal!

Hoje vou começar a falar de um gênero textual que volta e meia dá o ar da graça nos vestibulares: a descrição. No Rio de Janeiro, a UFF é a que mais costuma pedir esse tipo de texto.

As principais características do gênero Descrição são:

1. Frases nominais (orações centradas em predicativos nominais)

2. Adjetivos (nesse gênero, eles possuem grande expressividade!)

3. Períodos curtos

4. Coordenação (obs: quando existe subordinação, prevalecem as orações adjetivas)

Um recurso muito comum na descrição é a comparação, para que seja possível a visualização com mais precisão daquilo que está sendo descrito. Por isso, o emprego constante do conectivo “como”.

Não tem mistério. O que vocês devem saber sobre descrição, basicamente, é que se trata de um texto caracterizado por ser o “retrato verbal” de pessoas, objetos, cenas ou ambientes. A descrição é a enumeração de características. É difícil, no entanto, encontrar um texto exclusivamente descritivo. O que ocorre, são trechos descritivos no meio de textos narrativos, de relatos, e até mesmo dissertativos.

No próximo post, voltarei com a diferença entre descrição subjetiva (ou impressionista) e descrição objetiva (ou técnica).

Até lá!


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