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Tema de Redação: Curso universitário em outra cidade

O tema de redação da primeira semana do plano de estudos do #Descomplica2014 é Curso universitário em outra cidade. Confira aqui!

Redação sobre o Riso – Monitoria 03/07

Olá, galera. Nessa redação que fiz (Tema UFRH 2007 – http://pt.scribd.com/doc/16617317/prova-de-redacao-ufrj-2007) me utilizo largamente da PRIMEIRA PESSOA DO PLURAL sem que isso dê pessoalidade ao texto, e sim como ferramenta pra me incluir entre os seres humanos. Percebam como o texto não parece pessoal por isso. Também frisei os tópicos frasais em cada parágrafo e a minha tese na Introdução pra que vocês tenham o costume de reconhecer isso na redação de vocês também. Depois da redação, segue o brainstorm da mesma.

Riso: barato e sem receita

À medida que vamos crescendo e nos tornando adultos, temos tendência a construir uma máscara social que permita nossa aceitabilidade e convívio digno na sociedade. Essa máscara, infelizmente, faz com que nós mesmos acabemos por nos levar a sério de forma doentia, com auto-crítica ferrenha e muita exigência diante dos desafios cotidianos. Esses desafios, se não superados, geram dor e frustração e, nesses momentos, muito dificilmente nos lembraremos do remédio popular mais barato do mundo: o riso. Esse esquecimento é comprovado com o dado de que um bebê ri 400 vezes por dia, enquanto um adolescente ou adulto ri apenas 17.

Há entre os crescidos, entretanto, uma forma diferente de rir: o deboche, o escárnio, o sarcasmo, e até mesmo o conhecido “bullying”. Essas ferramentas são recursos de distanciamento do outro na medida em que nos colocamos em um patamar superior, do qual podemos observar o outro e rir de suas escolhas, de suas roupas, de sua vida. Essa forma de rir é corrosiva e gera um afastamento psicológico do próximo, que pode desencadear, naquele que debocha, um profundo sentimento de solidão e amargura, além dos danos emocionais causados ao outro. O riso, como tudo, também tem suas contra-indicações.

Por outro lado, encontrar mais situações que nos façam rir é um exercício espiritual, porque gera um desapego da matéria e das situações que consideramos tão importantes – para nós e para os outros. Rir de si mesmo e do fracasso, principalmente, são auto-desafios que podem nos mostrar o quanto damos valor a situações que são, como sempre, passageiras e contornáveis.

Portanto, percebemos que o riso é um exercício muito sério, que pode nos levar a observar e repensar nossa personalidade em sociedade e encarar a vida de uma forma mais leve. Pode diminuir, inclusive, o risco de inúmeras doenças de origem nervosa. E é um remédio sem receita: não vende na farmácia e não se ensina, só se aprende.

Tese: Rir é barato e não tem receita – não vende na farmácia e não se ensina, só se aprende.

Esquema de topicalização dos argumentos:

- os adultos riem menos que as crianças porque se levam mais a sério, portanto, se estressam mais

- a tendência à ironia e ao deboche é marca de superioridade numa sociedade repleta de diferenças de escolhas, mas acaba por gerar distanciamento e amargura

- o riso é saudável e é a terapia mais barata contra o esmagamento das responsabilidades cotidianas, bem como uma forma de aproximação consigo mesmo

Conclusão: praticar a tarefa de rir mais diariamente é um dever que pode ser levado como exercício de terapia e de auto-observação, a fim de ampliar a quantidade de situações que nos levam ao riso e descomprimem nossas tensões, tanto físicas como emocionais.

Um beijo!! :)

Carol Turboli

Educação no Brasil – mais uma redação dos alunos!

Gente, mais uma redação nota 10 dos nossos alunos! Leiam e comentem! Se inspirem =)

Atualmente a educação é, sem dúvida, o fator principal no desenvolvimento de um país. Ocupando a sétima economia mundial, seria racional acreditar que o Brasil possui um sistema público de ensino eficiente; contudo, a realidade é justamente o oposto. O resultado desse contraste é claramente refletido na velocidade com a qual nosso país cresce.

O Japão é hoje um dos países mais poderosos do mundo, mas até meados do século XX esse quadro era bem diferente. Com os atentados nucleares que quase destruíram o país, os japoneses adotaram um meta: Investir o maior montante dos recursos na educação. Esse fato mudou o curso da história em um nível mundial e colocou o país no topo do desenvolvimento tecnológico em pouquíssimo tempo.
O quadro brasileiro é, entretanto, o outro lado da moeda. Nosso país investe menos de 10% do PIB na educação, e o que se observa é a falta de escolas, materiais pedagógicos escassos e um salário medíocre para os profissionais da educação. Não é de se espantar que apenas uma rara parcela dos cidadãos almeja o ramo educacional, sendo que tal profissão representa a base fundamental da maioria dos processos de desenvolvimento.

Além disso, a falta de incentivos, principalmente no ensino médio, não criam expectativas aos jovens estudantes, haja vista que concluir o ensino não significa que estes terão chance em um mercado de trabalho promissor ou em uma faculdade. Assim, é comum encontrar indivíduos que buscam melhores condições de vida no exterior.

Se torna claro, portanto, que o desenvolvimento de um país é diretamente ligado à educação.Nesse prisma, é primordial aumentar os investimentos na qualificação dos educadores, otimizar estruturas escolares para que estas atendam integralmente os alunos e também financiar pesquisas, que atualmente acabam que por repelir grandes representantes nacionais. E a proporcionalidade direta é matematicamente comprovada: quanto mais se investir na educação, mais os resultados serão positivos.

Redação-exemplo

Olá, gente. Venho publicar hoje uma redação sobre relações amorosas de um aluno nosso, Vitor Vanzolin, que me surpreendeu muito. Prova de que é possível ser “poético” sem fugir da estrutura da dissertação, sem deixar de ser claro e objetivo. Observem a retomada do título apenas no final da redação, e que também é possível ter uma nota 10 sem ter uma redação “perfeita”: os corretores deixam passar alguns erros, buscam apenas uma redação tecnicamente perfeita a nível Ensino Médio.

Privilégio de maduros

Vivemos em um mundo instável.Liberalismo contra conservadorismo.O que parece ser apenas um debate de “ismos” atinge não só campos político-econômicos,como também se infiltra nas relações amorosas.Diante de tantas utopias e idealizações para esse tipo de relação,nesse contexto,entregar-se totalmente a esse sentimento parece impossível ,acabando por deixar de lado alguns ingredientes fundamentais para o amor.

Com a Revolução Sexual,confrontar comportamentos relacionados à sexualidade,quebrar códigos de conduta que sobreviveram por gerações e mudar o modo de agir em relação ao sexo oposto,até algumas décadas atrás,era o que agitava o imaginário das pessoas,principalmente dos jovens.Hoje,aparentemente,toda essa euforia se foi.Em um mundo instável e de crises cíclicas como o nosso,buscar relações amorosas pautadas na tradição é o meio que os indivíduos encontram para atingir a estabilidade.

No entanto, há quem diga que o amor tradicional que receita total doação é, na prática, quase impossível nos dias de hoje.Afirmam que nem o sentimentalismo de poetas como Vinícius de Moraes e nem a beleza poética de Camões em suas propostas para o fogo que arde sem se ver(amor) conseguem derrubar as barreiras impostas por uma sociedade movimentada e cheia de exigências.Buscando atingir metas e cumprir ofícios,como trabalhar ou passar em concursos,amar de forma intensa cede lugar à passageira relação de afeto individualista,em que a troca de olhares apaixonados e a doação mútua já não existem.
Fica nítido,portanto,que o verdadeiro amor encontra obstáculos na atual sociedade contemporânea.A modernidade trouxe coisas boas,mas perdeu muitos valores.Ao contrário dos pessimistas,o resgate da antiga forma de amar ainda é possível.O que falta é dedicação.O amor,em sua essência contraditória,é contra a rapidez da era moderna. Amor é privilégio de maduros.


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