Posts com a Tag ‘Redação pronta’

Redação Pronta!

Olá, pessoal!

Antes de tudo, gostaria de informá-los que o Descomplica está com 50% de DESCONTO!! Gente, não vamos marcar bobeira, estudar nunca é demais! Não há maneira mais fácil de estudar, sério.

Voltando ao post… Para encerrar essa discussão imprensa/corrupção que tivemos nos últimos posts ( post 1 , post 2) , hoje trago uma redação pronta com um tema que não é exatamente o que propus, mas fala sobre meios de comunicação e foi o tema do vestibular 2008 da Uerj: “Os meios de comunicação devem sofrer alguma forma de controle, ou todo controle representa uma censura indevida?”. Confiram:

DE OLHOS BEM ABERTOS

No panorama contemporâneo, muito se tem discutido sobre o papel que devem exercer os meios de comunicação nas sociedades atuais. Países, como o Brasil, que já sofreram com governos ditatoriais, entendem as feridas que o processo de censura traz, não só para os artistas e jornalistas, que se calam, mas para a própria população, que se vê tolhida de direitos básicos. É certo, no entanto, que os meios massificados podem apelar para banalização e vulgaridade para atender aos interesses do capital. Por isso, uma discussão sobre censura e liberdade de expressão se faz mais do que necessária.

Em primeiro, lugar, é vital entendermos que os meios de comunicação já são, de alguma maneira, controlados. A imparcialidade jornalística é um mito utópico, uma vez que já é necessário algum tipo de parcialidade para escolher o que veicular nos jornais impressos e na televisão, por exemplo. Considerando que essas estruturas comunicacionais, massificadas como as conhecemos, atendem a interesses individuais de seus proprietários, é coerente afirmar que fatores como o lucro advindo da venda de exemplares, ou do ibope recebido, são determinantes para tais escolhas. Logo, pensar em liberdade completa, imparcial e incondicional é uma visão ingênua e míope.

Entretanto, devemos evitar qualquer tipo de teoria conspiratória radical, como gostam de defender aqueles que pregam que os meios de comunicação moldam de maneira radical e decisiva as mentes de seus consumidores. Já foi comprovado que assuntos como violência e sexo atraem a atenção das pessoas. Dessa forma, produtos com esses conteúdos são expostos na imprensa de maneira exaustiva, banalizando-os. Para isso, existem organizações não-governamentais que acompanham seus passos sem regulá-la, e colocam a disposição da população todas as suas pesquisas e conclusões, evitando alguma possível censura governamental, mas valorizando o bem da sociedade.

Por fim, é válido fincarmos essa discussão na contemporaneidade, uma vez que os meios de comunicação, nos dias de hoje, são completamente diferentes daqueles de poucos anos atrás. Na atualidade, a internet exerce um poder imenso na parcela mundial que a utiliza, e a credibilidade que os blogs individuais receberam nos últimos tempos afirma o cidadão como ser ativo no processo da informação, atuando como receptor e produtor. Essa falta de restrições faz com que alguns conteúdos sejam equivocados, ou até apelem para a espetacularização e o crime. Cabe, no entanto, ao próprio indivíduo discernir sobre o que deve ou não consumir. Ele tem livre arbítrio e capacidade de raciocínio, e não precisa de uma censura instituída.

Dessa forma, podemos perceber que a censura não é uma opção plausível e aceitável de controle dos meios de comunicação, pois ela fere as liberdades individuais e de imprensa, o que vai contra o próprio conceito de democracia. Se faz necessário, contudo, um forte processo de educação da população com relação ao que deve apreender e consumir nesses meios. As escolas possuem papel fundamental, ao educar crianças e jovens sobre o equilíbrio entre informação adequada e entretenimento proveitoso. Além dela, os pais também devem, em casa, instruir seus filhos de maneira correta. Devemos valorizar e prezar as liberdades de opinião e de escolha, nas suas mais variadas formas.

Redação Pronta!

Olá, pessoal!

Passada a prova da Fuvest, hoje trago uma redação pronta que foi o tema de 2011 desse vestibular: “O altruísmo e o pensamento a longo prazo ainda têm lugar no mundo contemporâneo”? Confiram:

ÓRBITAS SOLITÁRIAS

Basta entrar em qualquer livraria das grandes capitais para encontrarmos prateleiras preenchidas com Best Sellers que contam histórias vitoriosas dos grandes líderes mundiais. São trajetórias de vida inspiradoras, de homens e mulheres que estabeleceram e sustentaram verdadeiros impérios. No entanto, a grande maioria diz respeito a histórias individuais de pessoas que, sozinhas, conseguiram vencer na vida, tendo que passar por diversas barreiras e obstáculos. É raro presenciarmos trajetórias de grupos vencedores, ou de pessoas que foram ajudadas por outras, por livre e espontânea vontade. O altruísmo e o pensamento à longo prazo perdem cada vez mais espaço no mundo contemporâneo

Em primeiro lugar, é coerente dizer que um dos traços mais marcantes da sociedade contemporânea é o individualismo. Mais do que uma característica inerente ao ser humano, isso é algo praticamente exigido pela realidade capitalista circundante, na qual o mercado de trabalho competitivo e ferrenho faz com que pensemos muito mais em nossos próprios benefícios, crescimento e status pessoais, do que naquele que está ao nosso lado. Tal fato abrange não só os relacionamentos pessoais mais próximos, como também nosso comportamento frente às maiores calamidades mundiais, o que faz com que olhemos através da tela da televisão desgraças em todo o planeta e continuemos a viver nossas vidas. Longe dos olhos e do coração.

Entretanto, há aqueles que defendem que o altruísmo ainda é algo presente na realidade circundante. Fato é que existem inúmeras ONGS e trabalhos sociais em todo o planeta, bem como projetos para salvar a mata atlântica, curar a AIDS e diminuir a pobreza. Tais defensores podem exemplificar isso ao comentar sobre a ajuda global aos desabrigados no Haiti, e os diversos documentários sobre aquecimento global, alertando a humanidade para o perigo iminente.

No entanto, todas essas medidas são paliativas, uma vez que, como não temos pensamento a longo prazo, deixamos os problemas acontecerem e tomarem proporções absurdas para, só então, tomarmos uma atitude. Tais fatos só evidenciam ainda mais o imediatismo tão comum a todos na atualidade, pois a preocupação só surgiu quando a situação se tornou alarmante.

Dessa forma, podemos perceber que, embora seja radical afirmar que o altruísmo e o pensamento a longo prazo não têm mais lugar no mundo contemporâneo, não se pode negar que eles são características pontuais e, por vezes, raras e escassas. É exigido de cada indivíduo uma demanda pessoal enorme, o que faz com que, muito além de nossa vontade, não tenhamos tempo para pensarmos em mais nada. Somente com abstração e senso de responsabilidade social deixaremos de olhar para o próprio umbigo, e perceberemos que há um mundo inteiro precisando da ajuda de cada um.

Redação Pronta – Normalidade/Anormalidade

Olá, pessoal !

Hoje trago a última redação pronta do ano de 2011, com um tema muito interessante: “Reflexões acerca do olhar sobre a normalidade e a anormalidade“. Aproveito para desejar uma excelente virada de ano para todos os leitores do Desconversa, e um ano de 2012 repleto de alegrias e realizações!

DE PERTO, NINGUÉM É NORMAL

O poeta Caetano Veloso, certa vez, disse que, de perto, ninguém é normal. Para isso, ele se valeu do que é entendido como a normalidade dentro de nossa sociedade. Considerando que tanto esse conceito quanto o da anormalidade são previamente estabelecidos, fluidos de uma cultura para outra, é preciso refletir até que ponto eles afetam a personalidade das pessoas. Se pensar e agir de maneira diferente do habitual pode ser visto como estranho, descontextualizado e, até mesmo, anormal, isso é capaz de podar as liberdades e desejos individuais, e uma discussão profunda sobre o assunto se faz necessária.

Em primeiro lugar, é possível afirmar que, como se vive em uma sociedade de massa, as pessoas tendem a ser muito parecidas. Com a difusão, por parte da mídia, de dogmas de comportamento, a tendência geral é a da homogeneização. Por isso, o que é diferente destoa na multidão, e é visto como anormal ou inadequado. Porém, em um contexto de globalização, esses mesmos meios de comunicação divulgam com velocidade e intensidade os mais diferentes hábitos e costumes. Considerando que o que é considerado normal pode mudar de uma cultura para outra, esse conceito é maximizado, ampliando a capacidade de aceitação do, até então, diferente.

É necessário, ainda, apontar a diferença entre normal e comum. Quando algo se torna corriqueiro, as pessoas tendem a inserir o fato no conceito de normalidade, embora não o seja. No Brasil, por exemplo, a violência é tão presente na vida dos cidadãos das grandes cidades, que já é encarada como parte do dia a dia do cidadão. É perigoso, entretanto, cair no comodismo e aceitar atos violentos como normais, pelo simples fato de serem tão freqüentes. Eles são, sim, comuns, mas não pode ser visto como algo diferente de anormal um cidadão caminhar com medo pelas ruas, evitar certos lugares em determinados horários, ou aceitar que, possivelmente, ele será assaltado na próxima esquina.

Por fim, é preciso refletir como o que é socialmente aceito como normal pode fazer mal. Em um mundo altamente competitivo, no qual o mercado de trabalho é cada vez mais exigente, já é considerado natural que o indivíduo procure estudar, entrar em uma universidade, falar mais de dois idiomas, para poder ter uma chance de crescer na vida. Embora possa trazer bons frutos, esse processo de racionalização da vida dentro do que é considerado normal pode levar ao atrofiamento da abstração e da capacidade criativa. É quase impossível fugir a essa regra sem ser visto como anormal pela sociedade, e isso pode levar à infelicidade e depressão crônicas.

Portanto, para vivermos harmonicamente em sociedade, é preciso estabelecer que existe uma linha tênue que separa o subjetivo conceito entre normal e anormal. Considerando que, primeiramente, a loucura é definida sempre por aqueles que não se acham loucos, essa visão pode mudar de uma pessoa para outra sem que, necessariamente, uma delas esteja errada. Precisamos praticar o exercício da aceitação de diferentes hábitos, culturas e costumes, nos fazendo valer na incrível capacidade que os meios de comunicação em massa têm para nos proporcionar isso, pelo rápido acesso a um mundo de conhecimento. Se todos fossem racionalmente normais, o viver perderia toda a leveza. De perto, ninguém é normal, e uma pequena dose de anormalidade é o que nos permite continuar sobrevivendo.

Tudo de melhor para vocês em 2012!!! Foi um prazer ajudá-los esse ano :)

Redação Pronta – Humor

Olá, pessoal!

Nesse breve recesso de natal e ano-novo, trarei redações prontas para vocês continuarem estudando e, no ano que vem, voltaremos com teorias e dicas para os vestibulares restantes. Hoje trago uma dissertação com o seguinte tema: “Qual é a relação entre os estados de humor e as experiências da vida cotidiana?”. Esse foi o tema de 2007 do vestibular UFRJ. Confiram:

BALANÇA DE HUMORES

No contexto atual, basta que qualquer pessoa ligue a televisão para ser bombardeada por programas e propagandas que exaltam a felicidade suprema de seus personagens. Sempre belas, sorridentes e livres de problemas, aquelas imagens passeiam diante de olhos confusos, que não conseguem enxergar tamanho bom humor perpétuo em suas vidas reais tão atribuladas. De fato, se fossem levados em conta somente as dificuldades diárias com as quais os indivíduos têm de lidar, o mau humor deveria ser o sentimento predominante. Entretanto, equilíbrio se faz necessário, para que seja possível manter um mínimo de leveza ao cotidiano.

O dito popular “rir é o melhor remédio” já se tornou clichê. Porém, ele se faz muito válido e coerente nos dias atuais. Em um contexto de novas e avançadas tecnologias, que possibilitam grandes e inovadoras pesquisas, a medicina descobriu que o bom humor pode mesmo salvar vidas. Uma pessoa que enfrenta os problemas de saúde com uma atitude positiva, que ri mais do que se lamenta, se torna mais otimista, e tem maiores chances de conseguir vencer a doença. Para os que questionam esses dados, terapias alternativas vão pelo mesmo caminho, e já são a primeira opção de pessoas que acreditam mais no poder de boas risadas do que no de remédios e drogas violentas, e enxergam resultados eficientes.

Há que defenda, contudo, que na atualidade só há lugar para o mau humor. Vive-se uma realidade capitalista, na qual o ter em detrimento do ser é a idéia de felicidade difundida pela mídia, que incentiva o consumismo desenfreado. Como as desigualdades sociais são profundas, nem todos podem ter acesso a esse ideal propagado, o que gera ressentimento e sensação de incompletude. Isso somado ao mercado de trabalho profundamente competitivo e exigente, a realidade circundante seria um verdadeiro quadro de pessimismo e resignações. Não haveria espaço para o bom humor, e aqueles que riem da vida estariam somente mascarando sentimentos mais profundos.

No entanto, os defensores dessa idéia não entendem que o bom humor é imprescindível para que seja possível suportar a atribulada vida contemporânea. Sem o mínimo de abstração, não seria possível enxergar que há muito mais do que uma realidade difícil. Freud já apontava o bom humor como característica do ser humano sadio, que sabe rir de si mesmo e brincar até com as mais complicadas situações. Não se pode negar o contexto atual, pois isso constituiria um perigoso processo de negação. Porém, é preciso não se levar tão a sério para conferir o mínimo de leveza à vida, e se recusar a isso pode acarretar sérios problemas de estresse e angústia.

Dessa maneira, é possível perceber que existe uma relação direta entre os estados de humor e as experiências da vida cotidiana. Entretanto, é necessário que se enfrente essas situações de maneira equilibrada. Aquele que enxerga somente o lado pesado e difícil se torna um indivíduo infeliz e ressentido, a personificação do mau humor. É certo que o bom humor constante pode ser sinal de insensatez, mas, por outro lado, a dosagem correta pode ser a resposta para tantas aflições. Para isso, é preciso reflexão e discernimento tanto para não acreditar totalmente nos ideais de felicidade propostos pela mídia de massa, quanto para não se render às desgraças que nos cercam. Se a balança, contudo, tiver que pender para um lado, que seja o da alegria. Rir, por definição, é muito melhor do que reclamar.

Até a próxima!

Beijinhos!


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