Posts com a Tag ‘redação sobre educação’

Três conclusões eficientes

Olá, pessoal!

Hoje vim mostrar três conclusões eficientes, uma vez que já estudamos as características e estratégias desse módulo.

Esta primeira é do ENEM 2004, que tinha como tema “Como garantir a liberdade e evitar os abusos nos meios de comunicação”. Aqui, o candidato usou propostas de intervenção  e figuras de linguagem. Observem:

“Dessa maneira, pode-se perceber que, assim como na Biologia, em que o mutualismo é a relação harmônica em que um necessita do outro para sobreviver, é necessária uma mobilização de todas as partes para o combate ao abuso dos meios de comunicação. Isso, é claro, preservando sempre a liberdade de expressão. Além disso, é indiscutível que se faz coerente uma reciclagem em todos os setores da comunicação voltada para as massas, para que se possa alcançar não só a preservação, mas a valorização dos princípios fundamentais da ética. Gutenberg, e toda a humanidade, agradecem.”

Já nessa aqui, o candidato fez uso de sua bagagem cultural para ratificar sua tese. É da UERJ 2005, e tinha como tema “Qual a melhor fase da vida?”:

“Dessa maneira, nada mais justo afirmar que a humanidade, especialmente no contexto vigente, está deixando a vida escorrer em suas mãos sem perceber. O ser humano tende a não refletir sobre o seu presente, valorizando o passado e idealizando o futuro. Porém, seria ignorante e ineficaz comparar a inocência de Narizinho, o crescimento de Capitu e o conhecimento de dona Benta. Melhor do que isso é viver o agora, para que se possa olhar para o futuro com expectativa e, ao contemplar o passado, não haja remorso ou vontade de retorno, e sim a saudade de uma fase boa. De todas elas.”

Por fim, nessa da Fuvest 2011, cujo tema era “O altruísmo e o pensamento a longo prazo ainda têm lugar no mundo contemporâneo”, o candidato se antecipou às críticas e propôs soluções. Vejam:

“Portanto, podemos perceber que, embora seja radical afirmar que o altruísmo e o pensamento a longo prazo não têm mais lugar no mundo contemporâneo, não se pode negar que eles são características pontuais e, por vezes, raras e escassas. É exigido de cada indivíduo uma demanda pessoal enorme, o que faz com que, muito além de nossa vontade, não tenhamos tempo para pensarmos em mais nada. Somente com abstração e senso de responsabilidade social deixaremos de olhar para o próprio umbigo, e perceberemos que há um mundo inteiro precisando da ajuda de cada um.”

Gostaram? Observem o uso de conectivos conclusivos em todos os exemplos!

Até a próxima!

Estratégias de Conclusão

Olá!

Conforme prometi no último post, hoje vim mostrar algumas estratégias que podem ser usadas na Conclusão, a fim de manter o nível de interesse do leitor, e garantir uma boa nota. Assim como fizemos na Introdução e no Desenvolvimento, analisando estratégias, escolham a que parecer melhor para vocês, e pratiquem bastante. São elas:

- Proposta de Intervenção – Tipo bem comum, mas bastante eficiente. Aqui, o candidato se mostra preocupado com a problemática abordada, e sugere soluções para a mesma. É preciso, todavia, fugir de soluções “utópicas”. Lembremos que a grande maioria dos problemas pedidos em temas de vestibulares não são de fácil solução. Por isso, ao invés de “viajar” e propor coisas pouco viáveis, às vezes é melhor sugerir maneiras de amenizar a questão.

- Intertextualidade – Aqui, podemos fazer referências a autoridades no assunto abordado, filósofos, escritores famosos, referências culturais… Bom para quem tem uma boa vagagem cultural, e é uma excelente maneira de demostrar conhecimento de mundo e , quem sabe, terminar seu texto com uma “frase de efeito”.

- Sugestão de figuras – Nessa estratégia, o autor faz uso de figuras de linguagem para causar impacto no leitor. As mais comuns são: hipérboles, metáforas, metonímias e ironias. Destaca-se por ser uma estratégia bastante diferenciada.

No próximo post, voltarei falando sobre o título!

Até lá!

A conclusão: 3 objetivos

Olá, pessoal!

Chegamos hoje ao último módulo de estrutura da Dissertação. Foi bom analisarmos com calma cada item, para não nos equivocarmos lá na frente. Para os vestibulandos do Rio, no dia 12 de junho ocorrerá o primeiro Exame de Qualificação da UERJ. Como não há Redação nesta etapa, podemos continuar estudando com calma e praticando bastante.

Depois de analisarmos a introdução e o desenvolvimento - as duas primeiras partes da Redação – hoje começaremos a falar sobre a Conclusão! É muito comum alguns candidatos “relaxarem” no último parágrafo, muito provavelmente por já estarem cansados de elaborar uma redação inteira. Grande erro! Mantenham sempre o seguinte mantra na cabeça: em Redação, a última impressão é a que fica! Se a banca dará a nota ao final da leitura, é claro que um último parágrafo ruim e desleixado não causará uma boa impressão. Por isso, é necessário sempre lembrar os três objetivos de uma boa conclusão:

- Fazer o leitor perceber que o texto acabou – A conclusão não pode parecer mais um parágrafo de desenvolvimento. Para isso, uma boa estratégia é o uso de conectivos conclusivos, como “Portanto”, “Dessa maneira”, “Sendo assim”…

(obs: “Por fim” não é conectivo conclusivo, hein! Ele deve vir no último parágrafo de argumentação!)

- Ratificar a tese – Nesse momento, “lembramos” ao leitor qual era nosso principal objetivo de convencimento. Para isso, podemos parafrasear o que foi sugerido como ponto de vista na introdução.

- Causar uma boa impressão final - Essa é a parte mais difícil, mas nada que não consigamos fazer com treino. Há estratégias que podem ser utilizadas para manter o nível de interesse do leitor, e garantir uma boa nota. Sobre elas, falarei no próximo post.

Até lá!

Redação Pronta – UFBA 2010

Olá, vestibulandos!

Hoje trouxe pra vocês mais uma redação pronta! Esse foi o tema da UFBA, em 2010: “A questão da desigualdade social no Brasil como conseqüência de uma situação sócio econômica e cultural reveladora de muros visíveis e invisíveis entre pessoas de classes sociais e etnias diferentes.”

Confiram!

QUEBRANDO BARREIRAS

Basta andar pelo centro de alguma grande cidade brasileira. Basta ter olhos para ver. A desigualdade está por todos os lados, estampada em cada esquina, em cada favela, em cada mansão. Essa chaga que corrói cada vez mais intensamente a integridade do Brasil já virou até rotina. É evidenciada nas páginas de jornais quase que diariamente e faz parte do cenário das ruas país afora. Por ter se tornado rotina, as propostas para acabar com ela já viraram clichê, já são lugar comum. Por isso, fugir do óbvio é difícil. Cair na repetição e vender a idéia de que a educação é a solução pra tudo se torna extremamente atrativo, uma vez que, ao analisarmos mais profundamente o problema, vemos que as vertentes e causas desses males são inúmeras e complexas, e residem, principalmente, nos muros visíveis e invisíveis criados pela própria sociedade. Ainda assim, é necessário fazê-lo, pois nelas pode residir a real solução.

Tão grave quanto a existência dos problemas é ignora-los. A resolução destes está nas mãos daqueles que teimam em fingir que, ao cercar-se de grades em seus condomínios e artefatos de segurança – os muros reais, visíveis -, eles deixam de existir. Se não vemos o menino de rua, ele deixa de estar no sinal vendendo bala. Isso porque são as classes mais altas que possuem a educação e formação necessárias para tomar decisões, decidir o rumo do país. Porém, talvez por comodismo, não o fazem. A pobreza de bens materiais, de comida, existe em muito por causa da pobreza de altruísmo e solidariedade existente no Brasil. Somente em raras ocasiões, como no natal,o espírito de caridade floresce e os olhos se abrem para enxergar aquele que não tem nada, e é confortável enganar-se, achando que dar um prato de comida e um agasalho resolvem a situação.

Ao mesmo tempo, é comum a restrição do assunto desigualdade como se somente a sócio-economica existisse. Esta é, sim, mais evidente, já que temos constantemente contato com os índices discrepantes de distribuição de renda no Brasil, e com ela já fazendo parte do nosso cenário. O que não se percebe, porém, é que esta se dá, em muito, pela desigualdade de oportunidades – os muros invísíveis, que a própria sociedade estabelece. Se houvesse uma melhoria na educação pública de base, haveria uma igualdade maior na entrada para o ensino superior e conseqüente obtenção do diploma, requisito quase que fundamental hoje para o ingresso no mercado de trabalho. Dessa forma, a disputa seria mais justa, com igualdade de oportunidades, e a desigualdade social deixaria de ser quase uma marca de nascença para tantos.

Dessa forma, fica claro perceber que o vértice que estamos acostumados a lidar sobre os problemas abordados é somente a ponta do iceberg. É certo que a pobreza faz o estômago e o coração doerem, mas é o olhar pobre para com o próximo que piora a situação. Ao mesmo tempo, a desigualdade social é injusta mas não existe nem mesmo uma igualdade de oportunidades para haver justiça. Derrubar os muros, todos eles, e exterminar de vez tais doenças é utópico, uma vez que vivemos em um sistema que exige a existência da desigualdade para sobreviver. Podemos, sim, ameniza-las. Precisamos parar de insistir do clichê de que “o que os olhos não vêem o coração não sente.” Não só sente, como grita. Basta da solidariedade temporal. Basta da educação de base precária que limita a igualdade de oportunidades. Basta de venda nos olhos e de elitismo. Que consigamos derrubar essas barreiras tão maléficas. Basta, somente. E definitivamente.


SEO Powered by Platinum SEO from Techblissonline