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REDAÇÃO PRONTA – ENEM 2006

Olá!

Estou trazendo pra vocês uma redação nota 10 sobre o tema de 2006 do ENEM: O Poder de Transformação da Leitura. Fiquem ligados, pois no próximo post trarei uma análise detalhada desse texto!

PODER VITALÍCIO

O químico francês Antoine Lavoisier, que primeiro enunciou o princípio da conservação da matéria, tornou imortal o pensamento de que na natureza nada se perde e nada se cria, tudo se transforma. Se estamos, então, sempre transformando o que já existe, nos cabe fazê-lo da melhor maneira possível. A leitura pode ocasionar profundas transformações nas vidas daqueles que já possuem a capacidade de raciocínio: os seres humanos. É surpreendente o alcance que este simples e ancestral hábito pode ter.

Em um primeiro momento, podemos apontar a transformação pessoal que o costume de ler pode ocasionar. Usando a leitura como entretenimento, o indivíduo pode usufruir de momentos de abstração, e até mesmo fuga momentânea da realidade circundante para uma outra, ficcional, o que pode ser saudável. Para os que o condenam como um hábito solitário, há inúmeros grupos de estudo em torno de livros, que demonstram que essa pode ser uma prática social. Hoje, existem várias maneiras de se praticar este ato, e blogs, sites de revistas e de jornais afirmam a Internet como eficiente meio pós-moderno de leitura.

Além disso, é possível estabelecer, também, a possibilidade de transformação social. Se a informação é a chave para o conhecimento, a leitura de obras e autores internacionais proporciona o entendimento de culturas e povos diversos. Da mesma maneira, a literatura de outros tempos ensina ao homem o seu passado, possibilitando maior compreensão do presente. Isso pode aumentar a aceitação das diferenças, o respeito pelo outro, e o discernimento para mudar o que há de errado no momento atual. Se mais autores brasileiros fossem publicados no exterior, poderíamos ser vistos como referência de boa literatura, e não conhecidos somente como o país do carnaval e do futebol.

Por fim, é possível pensar em um efeito mais amplo de transformação política. Sabendo que a leitura aumenta a aptidão cognitiva do indivíduo, e que cada leitor tem sua maneira de perceber e atribuir significado ao que lê, isso pode catapultar a capacidade argumentativa do cidadão. Considerando que vivemos em uma sociedade profundamente influenciada pela mídia de massa, que divulga informações prontas e superficiais, o habito de ler pode levar à reflexão. Pessoas que discutem problemáticas sociais, que sabem de seus direitos e deveres, podem não só votar com mais consciência, como cobrar dos Governantes que as leis sejam cumpridas, para o bem de todos.

Dessa maneira, para usarmos os conhecimentos de Lavoisier, e fazer com que o já existente e importante hábito da leitura não se perca, mas se transforme em bem permanente, a sociedade precisa de unir como um todo. Pais devem, junto a escolas, incentivar o costume nas crianças. Se livros são considerados caros, há maneiras de se diminuir o custo de produção dos mesmos, como papéis reciclados. Além disso, as comunidades de cada bairro, de cada cidade, devem se unir para edificarem bibliotecas públicas, por meio de doações de obras, e com computadores para o acesso à leitura também pelos meios mais modernos. O poder de transformação da leitura não é pontual, limitado, e não se perde. É vitalício.

Redação Pronta – Gêneros!

Olá!

Como prometido, trago hoje mais uma redação pronta. Analisem com cuidado, pois além de ela ser um bom exemplo de texto dissertativo argumentativo, ela trata de questões de gênero, bastante comentadas na atualidade. Foi o tema do vestibular UFRJ 2010: A diferença entre os papéis usualmente considerados masculinos e femininos.

FOGUEIRA BRANDA

No contexto pós-moderno, a suposta inversão dos papéis considerados masculinos e femininos tem sido bastante discutida. Muitos sutiãs foram queimados em praça pública para que mulheres pudessem ter, por exemplo, o direito de votar. Hoje, depois de tantas conquistas indiscutíveis, e passado o frenesi inicial do feminismo do meio do século passado, percebe-se que esse fogo era brando, e se faz necessária uma reflexão mais profunda acerca do tema. Embora seja largamente difundida a imagem da mulher independente, que ocupou os lugares anteriormente considerados masculinos na sociedade, tal representação é frágil e, muitas vezes, equivocada, uma vez que esbarra em heranças culturais e se afirma como características pontuais, e não uma regra geral.

Em primeiro lugar, é preciso compreender o forte dado cultural existente. As sociedades ocidentais ainda são profundamente patriarcais, com valores enraizados e perpetuados há séculos, sendo assim, muito difíceis de modificar. Aos homens ainda competem os papéis de chefes de família, provedores financeiros da casa, seres mais objetivos e racionais, enquanto às mulheres ainda cabem as funções de donas de casa, o cuidado com os filhos, mães sentimentais e pouco providas de força física. É fácil comprovar este fato, pois quando uma mulher atinge certo status financeiro e profissional, isso é largamente noticiado nos meios de comunicação em massa como um feito digno de notícia, e não algo corriqueiro e natural.

É certo analisarmos que o contexto atual pede certa ampliação dos papéis femininos. Como exigência da realidade capitalista e competitiva, hoje elas precisam trabalhar para completar a renda familiar. Ao saírem para o mercado de trabalho, as mulheres percebem que podem ser financeiramente independentes, não precisando mais do homem para sustentá-las, e podem pagar por serviços que, talvez por limitações físicas, não podem fazer, como aqueles que exigem muita força. Além disso, a vida atribulada e multitarefa faz com que elas tenham menos tempo para lidar com questões sentimentais, passando a  impressão de mulheres pós-modernas frias, calculistas e que só pensam em trabalho e dinheiro.

Entretanto, é preciso ter muito cuidado com essa imagem da mulher completamente independente. Tal inversão de papéis é totalmente ilusória. Ainda que mais presentes no mercado de trabalho, as mulheres continuam ocupando cargos inferiores aos homens, e ganhando salários menores mesmo em posições equivalentes. Além disso, é raro ver, hoje, um homem que se sinta confortável nos papéis teoricamente femininos, como cuidar da casa e dos filhos, sem que isso comprometa algum sentimento machista enraizado. Ainda há preconceito circundando a fluidez de papéis, e a idéia da mulher independente pode ser uma tendência, porém ainda constitui a exceção à regra.

Portanto, é preciso ter muito cuidado ao exaltar a igualdade de papéis considerados femininos e masculinos na contemporaneidade. Embora seja certo que muitos julgamentos prévios são pouco embasados e superficiais, não se pode negar que quaisquer identidades sociais vão muito além dos conceitos de macho e fêmea, e dizem respeito à moral e herança culturais de cada sociedade. É certo que, no mercado de trabalho, mulheres e homens merecem ganhar o mesmo se exercem uma mesma função. Entretanto, o frenesi pela igualdade de sexos desconsidera as diferenças incontestáveis determinadas por questões biológicas e que, na verdade, são válidas. Homens e mulheres são diferentes, e é exatamente por isso que eles se completam.

Redação Pronta!

Olá, pessoal!

Hoje trago uma redação pronta com o seguinte tema: A necessidade de que todos compreendam perspectivas diferentes das próprias para se conviver melhor. Em um tema assim, é possível falar sobre intolerância e aceitação das diferenças, dois assuntos bastante discutidos hoje em dia. Confiram!

ILUSÃO DE ÓTICA

A aceitação das diferenças, ao longo da história mundial, nunca foi algo fácil. Guerras foram realizadas com o intuito não só de dominar terras, mas de exterminar raças e etnias consideradas inferiores. Argumentos em defesa desses atos poderiam vestir-se de ignorância e falta de conhecimento, porém, hoje, não há mais essa desculpa. Na sociedade pós moderna, os meios de comunicação de massa têm o poder de difundir as mais diferentes perspectivas, ajudando a harmonizar a convivência entre os homens. Entretanto, é preciso cuidado para não nos rendermos a uma visão utópica e ilusória, pois a intolerância ainda é um grande problema a ser resolvido, em todo o mundo.

Se faz necessário, primeiramente, evidenciar como essa convivência harmônica é dificultada pela profunda desigualdade social existente. Em um mundo dividido em ricos e pobres, desenvolvidos e subdesenvolvidos, onde se rotulam etnias, crenças e culturas como se fossem fatores determinantes por eles mesmos, nichos são formados e perpetuados. Além disso, a noção de Ocidente difundida pela mídia, que explora os hábitos, costumes e modos de vida considerados normais, nos torna míopes, e passamos a ver o outro, o diferente, o integrante do outro nicho que não o nosso, como estranho, aquele a ser repelido. A ilusão da coexistência dá lugar a simples existência imposta do outro.

Entretanto, é certo afirmar que as noções físicas de tempo e espaço são restritas. Não é possível que um indivíduo contemple de forma presente e ativa todos os acontecimentos relevantes em seu país e no mundo. Por isso, muitos defendem que realidade pós moderna é o melhor momento possível para aprendermos a conviver com as diferenças, pois os meios de comunicação de massa promovem a difusão dessas informações. As redes globalizadas, como a internet, fazem com que aprendamos sobre as mais diversas culturas, e precisamos disso para nossa formação crítica, uma vez que a percepção individual é limitada.

Os defensores dessa utopia, no entanto, não levam em consideração alguns dados importantes. A internet tem, sim, a capacidade de difundir informações. Porém, apenas uma parcela pequena da população mundial tem acesso a esta, o que mostra que ela precisaria ser muito mais disseminada e explorada para que surtisse esse efeito em todos. Além disso, o individualismo contemporâneo, fruto de uma realidade capitalista e de um mercado de trabalho altamente competitivo, no qual cada um pensa mais no crescimento pessoal do que nas necessidades do outro, alimenta a intolerância. Assim, muitas pessoas, ao invés de se interessarem e abraçarem as diferentes perspectivas, rumo a uma melhor convivência, procuram excluir o outro, optando pela mesma miopia que as impossibilita de enxergar o que está longe delas.

Logo, precisamos enxergar esse círculo vicioso, e abandonar a ilusão de ótica que nos faz acreditar que a convivência entre os homens está facilitada, quase harmônica, pelo simples fato de as diferenças serem, hoje, mais difundidas. É necessário que compreendamos as diferentes perspectivas para que a convivência humana seja mais tolerante e pacífica. Para isso, é preciso que os meios globalizados de informação alcancem cada vez mais pessoas, o que pode ser feito por meio de incentivos governamentais e ações humanitárias, como ONGs. Nenhuma verdade é absoluta, nenhuma cultura é melhor ou pior, e o conhecimento do outro é tão vital que ele pode não só maximizar a aceitação e melhorar a convivência, mas também enriquecer as mais particulares perspectivas, completando-as.

Redação Pronta!

Olá, pessoal!

Antes de tudo, gostaria de informá-los que o Descomplica está com 50% de DESCONTO!! Gente, não vamos marcar bobeira, estudar nunca é demais! Não há maneira mais fácil de estudar, sério.

Voltando ao post… Para encerrar essa discussão imprensa/corrupção que tivemos nos últimos posts ( post 1 , post 2) , hoje trago uma redação pronta com um tema que não é exatamente o que propus, mas fala sobre meios de comunicação e foi o tema do vestibular 2008 da Uerj: “Os meios de comunicação devem sofrer alguma forma de controle, ou todo controle representa uma censura indevida?”. Confiram:

DE OLHOS BEM ABERTOS

No panorama contemporâneo, muito se tem discutido sobre o papel que devem exercer os meios de comunicação nas sociedades atuais. Países, como o Brasil, que já sofreram com governos ditatoriais, entendem as feridas que o processo de censura traz, não só para os artistas e jornalistas, que se calam, mas para a própria população, que se vê tolhida de direitos básicos. É certo, no entanto, que os meios massificados podem apelar para banalização e vulgaridade para atender aos interesses do capital. Por isso, uma discussão sobre censura e liberdade de expressão se faz mais do que necessária.

Em primeiro, lugar, é vital entendermos que os meios de comunicação já são, de alguma maneira, controlados. A imparcialidade jornalística é um mito utópico, uma vez que já é necessário algum tipo de parcialidade para escolher o que veicular nos jornais impressos e na televisão, por exemplo. Considerando que essas estruturas comunicacionais, massificadas como as conhecemos, atendem a interesses individuais de seus proprietários, é coerente afirmar que fatores como o lucro advindo da venda de exemplares, ou do ibope recebido, são determinantes para tais escolhas. Logo, pensar em liberdade completa, imparcial e incondicional é uma visão ingênua e míope.

Entretanto, devemos evitar qualquer tipo de teoria conspiratória radical, como gostam de defender aqueles que pregam que os meios de comunicação moldam de maneira radical e decisiva as mentes de seus consumidores. Já foi comprovado que assuntos como violência e sexo atraem a atenção das pessoas. Dessa forma, produtos com esses conteúdos são expostos na imprensa de maneira exaustiva, banalizando-os. Para isso, existem organizações não-governamentais que acompanham seus passos sem regulá-la, e colocam a disposição da população todas as suas pesquisas e conclusões, evitando alguma possível censura governamental, mas valorizando o bem da sociedade.

Por fim, é válido fincarmos essa discussão na contemporaneidade, uma vez que os meios de comunicação, nos dias de hoje, são completamente diferentes daqueles de poucos anos atrás. Na atualidade, a internet exerce um poder imenso na parcela mundial que a utiliza, e a credibilidade que os blogs individuais receberam nos últimos tempos afirma o cidadão como ser ativo no processo da informação, atuando como receptor e produtor. Essa falta de restrições faz com que alguns conteúdos sejam equivocados, ou até apelem para a espetacularização e o crime. Cabe, no entanto, ao próprio indivíduo discernir sobre o que deve ou não consumir. Ele tem livre arbítrio e capacidade de raciocínio, e não precisa de uma censura instituída.

Dessa forma, podemos perceber que a censura não é uma opção plausível e aceitável de controle dos meios de comunicação, pois ela fere as liberdades individuais e de imprensa, o que vai contra o próprio conceito de democracia. Se faz necessário, contudo, um forte processo de educação da população com relação ao que deve apreender e consumir nesses meios. As escolas possuem papel fundamental, ao educar crianças e jovens sobre o equilíbrio entre informação adequada e entretenimento proveitoso. Além dela, os pais também devem, em casa, instruir seus filhos de maneira correta. Devemos valorizar e prezar as liberdades de opinião e de escolha, nas suas mais variadas formas.


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