Segunda fase do vestibular, tá na hora da redação

E ai galera do Desconversa! Como vão os estudos na reta final?

As duas maiores provas do país passaram e começam a chegar as segundas fases dos vestibulares!

Todo mundo sabe que segunda fase significa R E D A Ç Ã O, assim bem grande porque sempre tem peso alto na prova ;)

Vai aí um vídeo sobre a Redação da Fuvest, que acontece na segunda fase do vestibular.

Imagem de Amostra do You Tube

Um abraço e até a próxima dica :D

Descomplica na Black Friday

E aí galera! Temos novidades queeeentíssimas!

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Presença certa nos provões, aprenda a ‘decifrar’ os gráficos

Presentes na conta de luz, nas notícias de economia dos jornais e nos resultados das eleições, os gráficos também estão presentes nas seleções das principais universidades do País, como na prova da Fundação Universitária para o Vestibular (Fuvest), que será aplicada neste fim de semana. “Não existe vestibular sem gráfico”, alerta Francisco Aurélio da Silva, professor de Física do Chromos Pré-vestibular, de Belo Horizonte (MG). Já que o gráfico é um adversário certo, a saída é se preparar para enfrentá-lo.

O primeiro passo, ensina Fracisco Aurélio, é compreender que o gráfico – seja em barra, em setores, em pontos ou em plano cartesiano – é um instrumento de avaliação, como uma tabela, charge, poema ou desenho, e compreende a um recurso bem explorado. “Não existe a matéria gráfico, é uma ferramenta que pode ser usada em diversas temas”, afirma. Segundo o professor, pode-se inclusive evitar o uso de fórmulas se o aluno souber construir o gráfico.

Em questões de física, cinemática e transformações gasosas são as que mais apresentam o apoio visual. No caso de cinemática, especialmente em movimentos, deve-se cuidar a posição inicial do corpo e o tempo, que nem sempre começam no zero. Identificados os dados, é só aplicar os conhecimentos.

Nas transformações gasosas, deve-se cuidar as linhas que indicam pressão, temperatura e volume nas mudanças de estado. Naquelas em que a temperatura permanece inalterada, a linha que indica essa grandeza deve permanecer marcando o mesmo ponto do eixo, para indicar que não houve alteração. O mesmo acontece com as mudanças isobáricas e isovolumétricas nas quais, respectivamente, a pressão e o volume não apresentam transformação. Caso contrário, o sentido da linha indica o que aconteceu com a grandeza, se aumentou ou diminuiu.

Segundo o professor, “todo o programa de física é passível de ter questões com gráficos”. No momento da prova, o mais importante é compreender exatamente o que está sendo perguntado e cuidar as unidades do gráfico.

Atentar para a grandeza de medida usada é a dica para interpretar os gráficos no exame de geografia. Se você achava que gráficos eram exclusividade das exatas, enganou-se. “o uso de gráficos nos conteúdos de humanas sempre ocorreu, pois dados e pesquisas são fundamentais em qualquer área para que possamos assegurar e quantificar alguns argumentos e fenômenos”, explica Alex Nicácio, professor de geografia do cursinho De A a Z, do Rio de Janeiro.

Os gráficos nessa matéria, em geral, relacionam população, urbanização e organização fundiária, além dos diferentes climas do País. “É muito possível que apareçam nas questões sobre população, pois o IBGE está liberando aos poucos a primeira leva de informações do Censo 2010″, aposta o professor de geografia do Colégio Stockler, de São Paulo, Pablo Lopez Silva. As pirâmides etárias que mostram o fenômeno de envelhecimento da população também são figurinhas carimbadas no exame. Em todas essas questões, o aluno precisa manter a atenção aos dados que relacionados e saber extrair do gráfico as informações. Nos climogramas, por exemplo, é preciso identificar que a linha representa, em geral, a temperatura média de um local e as barras, a chuva registrada durante o período.

Conteúdos da matemática auxiliam na leitura de outros gráficos
O título do diagrama deve ser meticulosamente analisado, bem como os eixos, ensina Guilherme Camargos, professor de matemática do Chromos. Segundo ele, as recomendações valem para todos os tipos de gráficos, desde aqueles em setores (conhecido popularmente como gráfico em pizza, devido à sua forma). “Os gráficos podem parecer confusos para os alunos, pois, em alguns casos, 50% pode ser menor que 30%, se forem sobre referenciais diferentes”, explica. Por isso, é fundamental a análise atenta dos dados apresentados.

“No caso do gráfico de setores, em geral, os questionamentos são resolvidos com regra de três, em que o ângulo a ser descoberto refere-se a X, e o aluno não pode esquecer que o total será 360º”, alerta. Funções também utilizam-se bastante de gráficos, principalmente na prova de matemática. “Para as de primeiro grau, o ideal é descobrir a equação da reta e a partir dela responder à pergunta”, aconselha Camargos. Quando a questão é sobre equação de segundo grau, representada por uma parábola, o desafio é, em geral, descobrir o ponto máximo e o ponto mínimo do gráfico.

A interdisciplinaridade, tanto com conteúdos de uma mesma matéria quanto de mais, é bem presente na análise desse tipo de ferramenta. Alguns misturam plano cartesiano e geometria plana, em que para se descobrir a medida dos lados do triângulo é necessário analisar os eixos do gráfico. Outros associam conhecimentos de média e proporção na avaliação dos dados visuais.

Os conhecimentos matemáticos auxiliam igualmente o aluno na resolução do exame de física. “Saber identificar as proporções entre as grandezas por reconhecer a aparência do gráfico é uma facilidade no teste”, diz o professor de física, Francisco Aurélio. Para uma proporção direta, a figura será sempre uma reta, bem como a inversa será hipérbole e a inversa quadrática uma parábola. Para se dar bem nessas provas, o ideal é que o aluno se exponha a conteúdos com gráficos, leitura de jornais e revistas, indica o professor de matemática. “É fundamental o aluno conhecer e estar habituado a essa forma de apresentação de dados”, afirma. O professor Nicácio completa: “o estudo se faz a partir da repetição, ou seja, fazendo exercícios antigos que utilizem o artifício de interpretação dos gráficos, para que o aluno aprenda como geralmente as bancas cobram isso”.

(via Terra Vestibular)

Veja aqui o exemplo de uma boa redação com base no tema da prova do Enem 2011 feita pelo professor Rafael Pinna

E ai galera!

O professor Rafael Pinna fez uma redação exemplar seguindo o modelo e tema do ENEM 2011.

Vale a pena conferir para ficar por dentro do tema redes sociais e as problemáticas sobre esse assunto, desenvolver suas opiniões sobre o tema e revisar a estrutura do texto dissertativo. Que  prato cheio!

Quinze minutos de privacidade

Quando afirmou que, no futuro, todos teriam direito a quinze minutos de fama, Andy Warhol indicou o desejo pela fama como uma tendência da sociedade de massa. A famosa frase foi cunhada no fim da década de 1960, quando a internet só existia como uma rede acentrada ainda com objetivos militares. Hoje, a grande rede se faz presente em boa parte das atividades cotidianas, como as próprias relações interpessoais, uma “‘evolução” que transformou a crítica do conhecido artista plástico em uma espécie de profecia a ser seguida. O problema, nesse caso, é que a vida virtual muitas vezes elimina a tênue fronteira entre o público e o particular.

Basta ter uma conta de e-mail ou navegar eventualmente pela internet para perceber os perigos que ela oferece. De fato, invasões de contas e crimes de diversas naturezas tornam a rotina em banda larga pouco segura, transformando informações sigilosas em conteúdo público com a mesma velocidade da comunicação em tempo real. Embora haja uma discussão acerca da correção do caso, o trabalho da organização conhecida como “Wikileaks” evidencia como nem mesmo empresas e governos, com suas redes de seguranças supostamente seguras, estão imunes a esses riscos.

Nem sempre, porém, o problema é fruto de invasões e crimes: o desejo pela exposição e pelo reconhecimento virtual tem levado a perigosos exageros na vida real. Por trás de perfis em redes sociais e de pseudônimos em chats e blogs, muitas pessoas expõem suas intimidades, com frases ou fotografias comprometedoras profissional e socialmente. Prova disso são os casos de demissões e processos causados pela publicação de conteúdos considerados inapropriados, mesmo que isso tenha sido feito em ambientes tipicamente “pessoais”. Assim, trata-se de uma ilusão imaginar que a vida em bytes, revelada no interior de um quarto fechado, possa ser dissociada da vida em carne e osso, em ruas e calçadas.

Diante de um panorama complexo, repleto de variáveis, é fundamental buscar caminhos para o estabelecimento de limites entre o público e o privado na grande rede. O primeiro passo deve ser dado pelos governos, com a criação e o aprimoramento de legislações específicas e mecanismos de identificação e punição capazes de inibir crimes relacionados a invasões de privacidade e manifestações preconceituosas. Afinal, o que é sociamente ilegal e imoral na vida real também o é na internet. Na mesma perspectiva, a mídia pode divulgar – tanto no noticiário quanto em dramaturgias – os perigos da exposição na internet, de modo a sensibilizar a sociedade.

Fica claro, portanto, que são necessárias medidas urgentes para evitar uma confusão danosa entre o particular e o público na internet. Contudo, a transformação profunda deve ser feita na nova geração de crianças e adolescentes, que já nasceu e vem crescendo em um ambiente paralelamente real e virtual. Por isso, o trabalho de ONGs e, sobretudo, de escolas parece ser a solução mais eficaz. Com aulas e palestras sobre o uso seguro e socialmente adequado da internet, é possível imaginar um futuro em que menos pessoas se prejudiquem com a vida em banda larga, e mais indivíduos usem esse recurso para, por exemplo, compreender melhor a frase de Andy Warhol.

(via OGlobo Online)