Deu branco? Especialistas dizem como tentar evitar falha da memória na hora da prova

Acontece com os melhores vestibulandos: eles estudam, estão preparados para a prova, mas chega na hora H… Ih, deu branco! Seja por nervosismo ou excesso de informações na cabeça, não é raro um estudante dominar o conteúdo, mas, no momento de resolver uma questão, se esquecer de como chegar à resposta certa.

Paula Marchesini, aluna do 3 ano do Colégio Notre Dame, unidade Recreio, passou pelo problema no Primeiro Exame de Qualificação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).

- Na prova de biologia, havia uma questão que falava sobre hormônios. Eu tinha acabado de estudar essa matéria na escola, mas não me lembrava de qual era o hormônio cuja taxa crescia quando a mulher fica grávida. Deu branco, e errei. Depois, refazendo o exame, vi que havia outras questões que eu sabia resolver, mas tinha esquecido na hora – lamenta a vestibulanda, que quer fazer Administração.

Colega de turma de Paula, Bianca Oliveira já passou por essa experiência desagradável no Enem do ano passado. Marinheira de primeira viagem em 2010, ela diz que, este ano, está mais bem preparada para o grande número de questões do exame.

- Como é uma prova muito longa, sempre dá branco. São muitos textos e, quando você começa a não se lembrar das coisas, se sente burro. Aconteceu comigo em história e geografia. A matéria eu sabia, mas era difícil me lembrar de tudo. Mas, como é múltipla escolha, já aprendi: deu branco, chuta. Passa para próxima questão, não dá para perder tempo – diz a candidata a uma vaga em Publicidade.

O psiquiatra Fabio Barbirato, responsável pelo setor de psiquiatria infantojuvenil da Santa Casa de Misericórdia, explica que a ansiedade é a maior inimiga nas horas decisivas por atuar em regiões do cérebro que comandam a atenção e a memória.

- Ter medo e ansiedade antes de um teste como o Enem é normal, e até ajuda a se preparar melhor. Só que, quando isso se torna um sofrimento por antecipação, é um problema. Em casos graves, deve-se procurar terapia – afirma. – Quando a ansiedade se torna descontrolada, ela mexe com córtex cerebral, responsável pela atenção, e o hipocampo, que lida com a memória. Com essas duas áreas prejudicadas, acontece o “branco”.

Insônia e dores musculares são sintomas de ansiedade

A educadora Patricia Konder Lins e Silva, autora do livro “Inteligência se aprende” (editora Casa da Palavra), aponta como crucial a confiança do aluno na sua capacidade. Claro, depois de ter se dedicado bastante aos estudos durante o ano.

- É preciso tirar a pressão de cima da prova. Se o aluno estudou, ele aprendeu e vai fazer um bom teste. É preciso ter essa confiança no trabalho feito. A avaliação funciona para validar o aprendizado. Na hora do exame, não tem que ficar pensando no que os outros estão fazendo, é preciso focar no seu desempenho.

Barbirato diz que o excesso de ansiedade apresenta alguns sintomas, como insônia, enxaqueca, dor muscular, falta de ar e até pequenos ataques de pânico. Para relaxar, o médico indica exercícios físicos, ioga e respirar três vezes, com o diafragma, durante dois minutos. Além da tranquilidade, essas práticas ajudam a melhorar a oxigenação do cérebro.

A garotada aposta nessa receita para se dar bem. Também aluna do 3 ano do Notre Dame do Recreio, Isabella Goltz aproveita as aulas de dança para desenvolver a concentração e o equilíbrio.

- A dança me dá ânimo. Faço a aula e saio com o maior pique para estudar. Além disso, reforça meu autocontrole. Fiz Enem no ano passado e fiquei muito nervosa. Comecei a esquecer coisas que eu já sabia. Deu um branco total na prova de Ciências da Natureza – lembra Isabella, que quer estudar Engenharia Química.

Já seu colega Marcos Junny frequenta academia e pratica natação e futebol. Ele acha que isso ajudará a evitar um branco como o que sofreu nos Exames de Qualificação da Uerj.

- Os esportes ajudam a melhorar a concentração e a descarregar energia. Às vezes, você vai fazer a prova elétrico e perde o foco. Foi o que aconteceu comigo na Uerj. Estava nervoso e tenso, com mulita informação na cabeça. Eu me lembrava de muita coisa, mas o que eu precisava não vinha à mente. Se não fosse o branco, poderia ter tirado A. – diz Marcos, que quer passar em Engenharia Civil.

(via OGlobo Online)

Consulte a lista de livros da Fuvest 2012 e organize suas leituras

Entre tantas coisas para estudar nesta etapa final antes das provas de vestibular, a pergunta da maioria dos vestibulandos é se ainda dá tempo de ler a lista de livros exigida pela USP para as provas deste ano, que começam em 27 de novembro, dia da primeira fase da Fuvest.

Divulgação
Acalmem os ânimos! Ainda dá tempo de ler a maior parte dos livros exigidos na Fuvest 2012
Acalmem os ânimos! Ainda dá tempo de ler a maior parte dos livros exigidos na Fuvest 2012

Para quem ainda está na estaca zero, com a leitura de um deles por semana, a partir de hoje, é possível acabar com oito (dos nove que integram a lista) até o dia da prova. Aqueles que já começaram a ler, podem conferir o que falta aqui. A literatura pode servir de descanso para a cabeça após passar tantas horas enfrentando regras, leis e propriedades científicas.

Veja abaixo a relação de livros e planeje suas próximas páginas de acordo com o que já leu e o que vai ler.

  • “Auto da Barca do Inferno”, de Gil Vicente;
  • “Memórias de um Sargento de Milícias”, de Manuel Antônio de Almeida;
  • “Iracema”, de José de Alencar;
  • “Dom Casmurro”, de Machado de Assis;
  • “O Cortiço”, de Aluísio Azevedo;
  • “A Cidade e as Serras”, de Eça de Queirós;
  • “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos;
  • “Capitães da Areia”, de Jorge Amado;
  • “Antologia Poética” (com base na 2ª ed. aumentada), de Vinicius de Moraes.

(via Folha Saber)

Para fazer uma boa redação no Enem é preciso estar atento ao noticiário, afirmam professores

Faltando menos de um mês para o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2011, ainda é possível se preparar para fazer uma boa redação no exame. Professores ouvidos pelo UOL Vestibular destacam a importância da leitura, da atenção ao noticiário e do treino com temas pedidos nas edições anteriores da prova.

“O candidato deve estar atento a tudo que acontece. Deve manter-se informado, ler principalmente os editoriais dos jornais, pois eles dissertam sobre os temas atuais. É sempre bom dar uma olhada nos temas que já cairam no Enem, porque o exame tem se mantido fiel a assuntos atuais”, afirmou Maria Aparecida Custódio, professora do laboratório de redação do Curso e Colégio Objetivo.

A professora orienta que a leitura das atualidades não deve ser feita somente com o objetivo de se manter informado, mas também de desenvolver uma posição e argumentação sobre os temas. “É preciso analisar criticamente a informação, não recebê-la de forma passiva. O estudante deve ser contestador, isso que ajuda a formar um texto crítico”, disse. Ela lembra que o candidato deverá ter uma opinião formada sobre o assunto, para poder se posicionar como cidadão e sugerir uma intervenção para o problema apresentado.

Para Francisco Platão Savioli, supervisor de gramática, texto e redação do Anglo Vestibulares, os estudantes devem treinar com os temas dos anos anteriores e pedir para alguém de casa ler a redação e apontar possíveis erros e falhas. Ele também orienta seus alunos a analisar artigos de jornal da seguinte maneira: “Peço que os alunos tentem perceber qual é a questão posta em debate, qual é o posionamento do articulista ou do redator, que argumentos ele usa para sustentar a posição dele e rebater os argumentos contrários. Com isso, ele vai se familiarizando com o texto dissertativo, aumenta o repertório de informações e aumenta a capacidade de argumentar e raciocinar”.

Outro método que pode ajudar o candidato nessa etapa final de estudos é proposto pela professora do Objetivo: “Acho interessante pegar editoriais de jornal e ler atentamente. Depois, o aluno deve fazer uma cópia integral do texto e conferir se ele não deixou nada de fora. Tem que ser uma cópia atenta, tem que se envolver no assunto. Não existem bons escritores que não sejam leitores atentos. Também é um exercício excelente para aprender a pontuar. Ele programa o cérebro para aplicar aquilo que ele leu”.

No dia do exame

Para Maria Aparecida, é importante lembrar que no dia do exame o candidato terá que responder 90 questões, além de elaborar a redação. Segundo ela, o ideal é ler pelo menos o tema proposto primeiro e depois fazer as questões. “O estudante vai para as questões já pensando no que ele pode fazer no texto. Pensando em como aproveitar as próprias questões para fazer a redação”, orientou.

(via UOL Vestibular)

A um mês do Enem 2011, veja dicas para estudar na reta final para a prova

Falta um mês para o Exame Nacional do Ensino Médio, o Enem 2011. Os 5,3 milhões de estudantes brasileiros inscritos têm, a partir desta quinta-feira (22), somente mais 30 dias para estudar para a prova que dá acesso a várias instituições de ensino superior. O exame será aplicado nos dias 22 e 23 de outubro em todo o país.

Para ajudar os candidatos a se preparar nesta reta final, o G1 ouviu professores que ensinam diversas disciplinas em cursinhos de São Paulo e reuniu as principais dicas de estudo, além dos temas que ficaram em evidência no último ano e, por isso, podem ter mais probabilidade de caírem nas provas.

Considerado um “teste de resistência” pelos especialistas, o exame tem quatro provas com 45 questões cada e, neste ano, poderá ser usado para ingresso em dezenas de universidades em todos os estados do país.

Elas estão divididas em dois dias: no sábado, 22 de outubro, os candidatos terão quatro horas e meia para resolver as questões de ciências da natureza e ciências humanas. No dia seguinte, a prova tem duração de cinco horas e meia e, além de contemplar 90 questões de linguagens, códigos e suas tecnologias (português e língua estrangeira) e matemática, inclui a redação.

De hoje até a véspera
Todos os professores ouvidos pela reportagem concordam que, nas últimas semanas antes da prova, o melhor é fixar o conteúdo básico e seguir treinando as técnicas de interpretação de texto e de resolução de exercícios. Outra dica importante: ler jornais, revistas, sites e procurar se manter atualizado sobre os temas que foram destaque no noticiário do Brasil e do mundo este ano.

“O Enem verifica a formação total do estudante. Nada que possa ser aprendido em 30 dias é importante para a prova”, diz Francisco Achcar, coordenador de português do Objetivo. Para ele, “rachar” de estudar às vésperas do exame é pouco eficaz, já que no caso do Enem a preparação não ocorre em um mês. “Ler bastante e com concentração, é fundamental”, diz. Para Achcar, todo tipo de leitura é válido: jornais, revistas, obras literárias e até tirinhas de humor. “Gramática não cai no Enem, mas cai conhecimento da língua. A prova quer saber se o aluno sabe ler e escrever bem”, afirma.

Professor de biologia do cursinho Universitário, Thales Hurtado afirma que o Enem tem se tornado cada ano mais difícil e parecido com vestibulares como a Fuvest. “Mas, em biologia, ele ainda tem mais questões de interpretação de texto do que exigência de conhecimento de conteúdo.”

Ele alerta que é “importante sedimentar conceitos básicos” porque o Enem é “muito correto na colocação das palavras”. Por isso, sugere que os candidatos comecem, daqui para frente, a criar um glossário com os termos mais básicos, como gene, cromossomo, parasita etc. Ele também recomenda que o aluno evite estudar com conteúdos encontrados na internet e se atenha ao que está nos livros didáticos e apostilas de cursinhos.

Outra sugestão para que o candidato chegue afiado no exame é refazer a prova do Enem 2010. Mas alerta que provas mais antigas podem estar muito diferentes do que deve cair neste ano.

Treino é a palavra-chave do professor de física Takeshi Kamieda, também do Universitário. Ele compara o estudo de exatas à pratica de um esporte e afirma que o estudante deve seguir resolvendo o maior número possível de exercícios. “É importante o conhecimento da teoria, mas é fundamental a prática para que o aluno possa resolver as questões sozinho.” Para Takeshi, resolver exercícios de exatas é “como solucionar um crime: você tem que estar focado nas pistas e não no problema, e a resposta acaba saindo da análise dos dados”.

Já na área de ciências da natureza, Sezar Sasson, supervisor de biologia do Anglo conta que o truque para se dar bem é ler a questão atentamente porque “os enunciados quase sempre oferecem os dados necessários para as respostas”. Ele lembra que os estudantes precisam saber interpretar gráficos e tabelas que aparecem com maior predominância em ciências da natureza. “Também é necessário saber decodificar os enunciados que quase sempre oferecem os dados necessários para as respostas.”

Redação sem trauma
A professora Simone Motta, professora de redação do Etapa, recomendou ainda a leitura de artigos e editoriais – que trazem estrutura semelhante da pedida na prova –, além das redações que tiveram nota dez no Enem de outros anos e estão disponíveis para consulta na internet. Ela e Karina Chamklidjian, professora do Universitário, sugerem que os alunos escrevam entre quatro e doze redações daqui até a véspera do exame, mas sem se cansar demais.

Para Karina, uma boa dica é que os candidatos mostrem suas redações a outras pessoas e estimulem um debate para obter outros pontos de vista sobre o tema. Ela diz que a redação do Enem é corrigida de acordo com premissas básicas e, portanto, a chave para fazer uma boa prova é seguir à risca as principais regras ao receber a questão.

(via G1)