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O caso Pinheirinho e o vestibular

Olááá :D

To muito triste com as férias acabando :( quase não consegui ir à praia! Absurdo!

Agora é hora de entrar no ritmo de volta às aulas e de vestibular! Mais que voltar a acordar cedo, é preciso começar a ter uma noção do que aconteceu no mundo enquanto você não queria saber dele ;)

Há um tempo, eu postava aqui no Desconversa uma sessão “Assunto de Vestibular“. Lá eu falava do que estava bombando na mídia e como o assunto podia aparecer no vestibular. Todo mundo sabe que ficar por dentro das notícias ajuda nos argumentos pra redação, a entender mais rápido o enunciado e até mesmo resolver questões sobre temas atuais :)

Achei no Guia do Estudante um post bem bacana sobre o caso Pinheirinho (nunca deixem de procurar o que está acontecendo pelas redes sociais também! assim você chega a vários pontos de vista diferentes :D ).

No último domingo (22), a Polícia Militar de São Paulo entrou no Pinheirinho, bairro de São José dos Campos, no Vale do Paraíba, interior de São Paulo, para cumprir o mandato de reintegração de posse da área, que pertence à massa falida da empresa Selecta, do grupo do empresário Naji Nahas. Ocupado desde 2004, o terreno abrigava cerca de 6000 pessoas.
A ação, que se estendeu até quarta-feira (25), surpreendeu a todos. De moradores, que ainda dormiam quando a PM começou a retirá-los à força de suas casas, ao governo federal. Em uma tentativa de fazer uma ação de despejo pacífica, a Justiça Federal já havia pedido a cassação do mandato de reintegração de posse, que foi concedido pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região na sexta-feira (20).
Mesmo com a suspensão do TRF, a Justiça Estadual ignorou a liminar e deu um mandato de despejo para a Polícia Militar, que cumpriu a ordem. Apenas na noite de domingo o Superior Tribunal de Justiça emitiu uma decisão liminar que dava a competência sobre a permissão de reintegração de posse para a Justiça Estadual.
Durante os três dias da ação, informações oficiais dão conta de que ao menos uma pessoa ficou ferida com gravidade e pelo menos 30 pessoas foram detidas. Todos os moradores desalojados foram identificados com uma pulseira e encaminhados para abrigos na cidade, como quadras e igrejas.
Após o fim da desocupação, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, anunciou que o Estado proverá um aluguel social de até R$ 500 às famílias. Segundo o governador, o valor será repassado à prefeitura, e os beneficiados receberão o auxílio até que fiquem prontas suas unidades habitacionais em programas de governo.
O caso de Pinheirinho e o vestibular
Mas afinal, o que reintegração de posse do Pinheirinho tem a ver com você, vestibulando? Segundo o professor de atualidades e história, Samuel Loureiro, do Cursinho do XI, de São Paulo, há duas questões importantes que envolvem a ação da polícia em Pinheirinho que os vestibulandos devem ficar de olho.
A primeira envolve os movimentos sociais. A reintegração de posse de Pinheirinho está atrelada, entre outros movimentos sociais, ao Movimento do Trabalhador Sem-Teto. “Quando um vestibular cobra uma questão social, ele a trata de uma forma mais ampla. O estudante pode ficar atento à formação dos movimentos sociais, que no Brasil foi entre 1970 e 1980, especialmente após a ditadura militar”, explica o professor. Segundo Loureiro, todos esses movimentos acabam se articulando, pois “são a representação de uma sociedade civil organizada”, diz.
A segunda grande questão que envolve diretamente a reintegração de posse é o processo de urbanização do Brasil. “Nas últimas décadas, ficou mais vantajoso morar e trabalhar nas cidades, o que gerou um grande problema de habitação. Para se ter uma ideia, até 2020 cerca de 95% da população brasileira será urbana, mas onde esse povo todo vai morar? As cidades não têm estruturas e as pessoas acabam ocupando as áreas livres que encontram”, comenta Samuel Loureiro.
A questão da urbanização é bem evidente em São José dos Campos. A cidade vem crescendo nos últimos anos e se firmando como polo de tecnologia da região do Vale do Paraíba, no trecho Rio-São Paulo. “A cidade é hoje uma megalópole e se tornou um grande atrativo para os migrantes”, diz.
Além dos temas citados, o professor pede atenção dos candidatos para outros três temas. “O estudante pode ficar ligado também ao processo do crescimento econômico do Brasil, com foco especial para a economia do Vale do Paraíba; à questão da migração no país e a distribuição de terra, da colônia aos tempos de hoje”, comenta.

E aí, gostaram? Para saber mais sobre processo de urbanização e movimentos sociais, dá uma olhada nos nossos vídeos de História e Geografia lá do Descomplica! :D

Descomplica pela metade do preço :O

Oiii gente!

Primeiro preciso me desculpar por ficar sem postar essa semana. Eu operei amigdalas, adenoide e desvio de septo. :(

Estava me recuperando e pensando em dicas pra estudar pro vestibular pra contar pra vocês. :D

Minha primeira super dica do ano é GENTE A ASSINATURA DO DESCOMPLICA TÁ PELA METADE DE PREEEEEEEEÇO :O Deu a louca das férias aqui, é muito sol na cabeça hahaha!

Mas a boa é que você pode assinar muito mais barato e ter acesso ilimitado a todo conteúdo do site: vídeo, áudio pra download (já pensou ir pra praia ouvindo sobre a as fontes de energia alternativas, like a boss? Muito louco né :D ), aulas ao vivo super divertidas (rerere eu adoro), notícias quentinhas e testes! Ufa, tá bom ou quer mais? Maaaais!

Então tá: você pode falar com a gente pelo Facebook, gritar socorro no Twitter, tirar aquela dúvida infeliz pelo Perguntas e Respostas e ainda acompanhar vááááááááárias dicas e exercícios resolvidos aqui no Desconversa!

Acho que com o que o cursinho passa de matéria e o que a gente oferece dá pra ocupar bastaaaante o tempo, né? ;)

Mas peraí! Atenção para a segunda preciosa dica de estudo: não vire um robô estudando. Todo vestibulando merece ser um pouquinho feliz ao longo do ano e relaxar nas horas vagas. :) Mas falamos mais sobre isso depois! :D

Até a próxima!

Mafê :D

A cinco dias do Enem, é hora de relaxar

A proximidade do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2011 –as provas são neste final de semana– deixa muitos candidatos em dúvida: existe uma hora para parar de estudar? Compensa manter a cara nos livros até o último momento?

Professores ouvidos pelo UOL Educação dizem: se você já está se preparando há algum tempo, a hora agora é desacelerar e, no máximo, revisar os conteúdos que apresentam maior dificuldade.  “O aluno que já vem estudando pode dedicar um pouco mais de tempo àquela matéria que ele tem dificuldade. Ninguém sabe tudo, e é melhor valorizar o que ele sabe”, diz Alberto Nascimento, coordenador de vestibular de cursinho.

Na sexta-feira (21), véspera da prova, esqueça os livros e os estudos e faça qualquer outra coisa. “Sexta-feira é o dia de conhecer o local de prova, dia de caminhar no parque, mas com o cuidado de não se machucar”, afirma Nascimento.

No entanto, alerta Edmilson Motta, coordenador-geral do Etapa, não dá para mudar a rotina completamente. “De sábado para domingo, a tendência é querer mudar a rotina: dormir muito cedo ou muito tarde. É para manter. Mas isso não quer dizer que é pra ir para a balada.”

Não estudou nada?

Para quem pouco pegou (ou nem tocou) nos livros, não dá para recuperar todo o tempo perdido, mas uma leitura superficial dos assuntos que podem ser cobrados no exame ajuda. “O Enem tem certos temas prediletos. Isso serve de referência para estudo, no caso do ‘desesperado’ e para aquele que está fazendo revisão”, diz Motta.

“Os temas favoritos ainda são os do Enem antigo. Se está em cima da hora para revisão, ou se não se estudou nada, dê uma olhadinha nos temas mais básicos: química ambiental, física e energia, história contemporânea, geografia do Brasil, variáveis proporcionais e porcentagem.”

(via UOL Vestibular)

Professor diz que Enem pode prejudicar ensino de literatura

Uma pesquisa feita pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) com base nas provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 1998 a 2010 apontou que poesias e letras de canções aparecem em 42% das questões de literatura. Romances estão presentes em cerca de 12% das perguntas, e contos em apenas 3%. Enquanto isso, histórias em quadrinhos ocupam 19% do teste. Para o professor de literatura brasileira da universidade, Luís Augusto Fischer, os resultados são “assustadores e podem prejudicar o ensino nas escolas”.

O pesquisador afirma que a prova foca na vertente da linguagem, e não da cultura. “O Enem prestigia mais a literatura enquanto leitura do que a literatura enquanto aprendizagem cultural”, afirma. Fischer explica que a primeira vertente – que é a mais utilizada no teste – é mais simples, pois implica somente na leitura direta de um texto, seja ele letra de música, quadrinhos ou um conto. Um exemplo de questão é pedir para o candidato analisar um romance e afirmar se o discurso utilizado é direto ou indireto, por exemplo.

De acordo com Fischer, pensar a literatura como cultura exige mais complexidade, uma vez que um texto será analisado pelo conhecimento da sua história, enredo e características do autor. “As duas são imprescindíveis, mas a prova foca somente em uma. Com esse privilégio à leitura, se perde muita coisa do vasto patrimônio cultural letrado que já existe e ao qual todos devem ter acesso na escola”, defende.

O estudo mostra que há, por ano, uma média de 13% de questões que mencionam textos literários e semiliterários. Além disso, a frequência de autores foi considerada baixa ao se avaliar todos os testes, de 1998 a 2010 (inclusive a prova de 2009 que vazou). Carlos Drummond de Andrade apareceu 19 vezes; em segundo lugar, vêm Machado de Assim e Manuel Bandeira, com sete citações. Nenhum outro autor aparece mais de cinco vezes. Graciliano Ramos e João Cabral aparecem três vezes cada, menos do que Jim Davis, do Garfield, e Bob Thaves, da tira Frank e Ernest, com quatro referências cada.

“Acredito no sistema do Enem de desprezar a decoreba de certos vestibulares, mas o caso é que a prova trata o texto literário como um texto qualquer. Um poema de Drummond, por exemplo, é colocado no mesmo nível de uma tira em quadrinhos”, afirma o professor.

Na visão de Fischer, o fato pode prejudicar o ensino literário na escola, uma vez que o ensino médio se molda à demanda do processo seletivo de ingresso às universidades. “Na escola brasileira, a literatura tem sido porta de acesso não apenas a livros, mas também a outras artes. Sem isso, me parece que vamos perder esse acesso, além de perdermos parte importante, talvez fundamental, da formação cultural dos alunos nesses campos”, completa.

‘É melhor ler com autonomia o Garfield do que decorar clássicos’, diz educador
Apesar de concordar que o Enem precisa evoluir, o professor de literatura do cursinho Universitário, de Porto Alegre (RS), Edir Alonso defende o uso que a prova faz de textos mais populares. “O modelo de avaliação tradicional, com base na leitura dos clássicos, acaba por enfrentar uma dura realidade: está distante da vida do jovem leitor médio”, diz.

Alonso afirma que isso não significa que a academia deva se conformar apenas com a leitura de tirinhas e canções populares, mas ressalta que não se pode negar que elas são uma forma legítima de aproximar a prova do universo cultural da maioria dos candidatos. “A imposição de um rol de leituras obrigatórias que contempleOs Lusíadas ou O Uraguai mostra uma universidade incapaz de dialogar com o jovem leitor. Nesse sentido, presta um desserviço à formação cultural do vestibulando, o qual passa a associar o fenômeno literário a algo enfadonho, distante”, completa, dizendo que é melhor ler com autonomia o Garfield do que apenas decorar clássicos para o teste.

“Acho que a prova do Enem precisa evoluir. Pode e deve ampliar o espaço dedicado à leitura e compreensão do texto literário na prova. Mas ainda assim, me parece ser uma proposta avaliativa mais interessante”, fala.

Outro defensor da avaliação do exame nacional é Manoel Neves, especialista em Letras de Belo Horizonte (MG) que desenvolve pesquisa para cursos pré-vestibulares em língua portuguesa e literatura. Contudo, Neves discorda do uso de tiras e quadrinhos no teste, mas considera a prova muito bem elaborada. “Ela contempla tanto elementos da teoria quanto da história. Para responder às questões, é preciso ter noções desses dois campos”, diz.

Como exemplo, o professor analisa o Enem de 2009. “Naquele ano, apareceram questões que contemplavam conhecimentos específicos de Teoria Literária, como a noção de espaço narrativo na questão envolvendo os textos de Dalton Trevisan e Jorge Amado”, explica.

Neves também cita uma pergunta sobre o soneto de Álvares de Azevedo que abordava especificamente os conhecimentos acerca do tratamento dado por esse poeta à desilusão amorosa. “Sem a leitura do poema e o conhecimento de como a decepção amorosa é tratada no Romantismo e nos textos do autor da Lira dos vinte anos, seria impossível resolver a questões”, diz.

“O Enem cobra uma compreensão aprofundada dos aspectos técnicos, históricos e temáticos da literatura brasileira. O que a prova demanda dos alunos é a capacidade de perceber tais elementos¿, explica, completando que não se trata de ler um livro e decorar os elementos históricos, temáticos e formais, mas de conferir a capacidade que o aluno tem de perceber esses elementos em qualquer texto.

Posição do Inep
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) afirmou, por meio de sua assessoria, que “a prova do Enem não valoriza, em suas questões de literatura, a memorização de características ou periodização descontextualizada”. De acordo com o órgão, o objetivo da prova é avaliar a habilidade do candidato em estabelecer relações entre o texto literário e os contextos histórico, social e político; em relacionar informações sobre concepções artísticas e procedimentos de construção do texto literário; e em reconhecer a presença de valores sociais e humanos no patrimônio literário nacional.

(via Terra Vestibular)