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Para fazer uma boa redação no Enem é preciso estar atento ao noticiário, afirmam professores

Faltando menos de um mês para o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2011, ainda é possível se preparar para fazer uma boa redação no exame. Professores ouvidos pelo UOL Vestibular destacam a importância da leitura, da atenção ao noticiário e do treino com temas pedidos nas edições anteriores da prova.

“O candidato deve estar atento a tudo que acontece. Deve manter-se informado, ler principalmente os editoriais dos jornais, pois eles dissertam sobre os temas atuais. É sempre bom dar uma olhada nos temas que já cairam no Enem, porque o exame tem se mantido fiel a assuntos atuais”, afirmou Maria Aparecida Custódio, professora do laboratório de redação do Curso e Colégio Objetivo.

A professora orienta que a leitura das atualidades não deve ser feita somente com o objetivo de se manter informado, mas também de desenvolver uma posição e argumentação sobre os temas. “É preciso analisar criticamente a informação, não recebê-la de forma passiva. O estudante deve ser contestador, isso que ajuda a formar um texto crítico”, disse. Ela lembra que o candidato deverá ter uma opinião formada sobre o assunto, para poder se posicionar como cidadão e sugerir uma intervenção para o problema apresentado.

Para Francisco Platão Savioli, supervisor de gramática, texto e redação do Anglo Vestibulares, os estudantes devem treinar com os temas dos anos anteriores e pedir para alguém de casa ler a redação e apontar possíveis erros e falhas. Ele também orienta seus alunos a analisar artigos de jornal da seguinte maneira: “Peço que os alunos tentem perceber qual é a questão posta em debate, qual é o posionamento do articulista ou do redator, que argumentos ele usa para sustentar a posição dele e rebater os argumentos contrários. Com isso, ele vai se familiarizando com o texto dissertativo, aumenta o repertório de informações e aumenta a capacidade de argumentar e raciocinar”.

Outro método que pode ajudar o candidato nessa etapa final de estudos é proposto pela professora do Objetivo: “Acho interessante pegar editoriais de jornal e ler atentamente. Depois, o aluno deve fazer uma cópia integral do texto e conferir se ele não deixou nada de fora. Tem que ser uma cópia atenta, tem que se envolver no assunto. Não existem bons escritores que não sejam leitores atentos. Também é um exercício excelente para aprender a pontuar. Ele programa o cérebro para aplicar aquilo que ele leu”.

No dia do exame

Para Maria Aparecida, é importante lembrar que no dia do exame o candidato terá que responder 90 questões, além de elaborar a redação. Segundo ela, o ideal é ler pelo menos o tema proposto primeiro e depois fazer as questões. “O estudante vai para as questões já pensando no que ele pode fazer no texto. Pensando em como aproveitar as próprias questões para fazer a redação”, orientou.

(via UOL Vestibular)

A um mês do Enem 2011, veja dicas para estudar na reta final para a prova

Falta um mês para o Exame Nacional do Ensino Médio, o Enem 2011. Os 5,3 milhões de estudantes brasileiros inscritos têm, a partir desta quinta-feira (22), somente mais 30 dias para estudar para a prova que dá acesso a várias instituições de ensino superior. O exame será aplicado nos dias 22 e 23 de outubro em todo o país.

Para ajudar os candidatos a se preparar nesta reta final, o G1 ouviu professores que ensinam diversas disciplinas em cursinhos de São Paulo e reuniu as principais dicas de estudo, além dos temas que ficaram em evidência no último ano e, por isso, podem ter mais probabilidade de caírem nas provas.

Considerado um “teste de resistência” pelos especialistas, o exame tem quatro provas com 45 questões cada e, neste ano, poderá ser usado para ingresso em dezenas de universidades em todos os estados do país.

Elas estão divididas em dois dias: no sábado, 22 de outubro, os candidatos terão quatro horas e meia para resolver as questões de ciências da natureza e ciências humanas. No dia seguinte, a prova tem duração de cinco horas e meia e, além de contemplar 90 questões de linguagens, códigos e suas tecnologias (português e língua estrangeira) e matemática, inclui a redação.

De hoje até a véspera
Todos os professores ouvidos pela reportagem concordam que, nas últimas semanas antes da prova, o melhor é fixar o conteúdo básico e seguir treinando as técnicas de interpretação de texto e de resolução de exercícios. Outra dica importante: ler jornais, revistas, sites e procurar se manter atualizado sobre os temas que foram destaque no noticiário do Brasil e do mundo este ano.

“O Enem verifica a formação total do estudante. Nada que possa ser aprendido em 30 dias é importante para a prova”, diz Francisco Achcar, coordenador de português do Objetivo. Para ele, “rachar” de estudar às vésperas do exame é pouco eficaz, já que no caso do Enem a preparação não ocorre em um mês. “Ler bastante e com concentração, é fundamental”, diz. Para Achcar, todo tipo de leitura é válido: jornais, revistas, obras literárias e até tirinhas de humor. “Gramática não cai no Enem, mas cai conhecimento da língua. A prova quer saber se o aluno sabe ler e escrever bem”, afirma.

Professor de biologia do cursinho Universitário, Thales Hurtado afirma que o Enem tem se tornado cada ano mais difícil e parecido com vestibulares como a Fuvest. “Mas, em biologia, ele ainda tem mais questões de interpretação de texto do que exigência de conhecimento de conteúdo.”

Ele alerta que é “importante sedimentar conceitos básicos” porque o Enem é “muito correto na colocação das palavras”. Por isso, sugere que os candidatos comecem, daqui para frente, a criar um glossário com os termos mais básicos, como gene, cromossomo, parasita etc. Ele também recomenda que o aluno evite estudar com conteúdos encontrados na internet e se atenha ao que está nos livros didáticos e apostilas de cursinhos.

Outra sugestão para que o candidato chegue afiado no exame é refazer a prova do Enem 2010. Mas alerta que provas mais antigas podem estar muito diferentes do que deve cair neste ano.

Treino é a palavra-chave do professor de física Takeshi Kamieda, também do Universitário. Ele compara o estudo de exatas à pratica de um esporte e afirma que o estudante deve seguir resolvendo o maior número possível de exercícios. “É importante o conhecimento da teoria, mas é fundamental a prática para que o aluno possa resolver as questões sozinho.” Para Takeshi, resolver exercícios de exatas é “como solucionar um crime: você tem que estar focado nas pistas e não no problema, e a resposta acaba saindo da análise dos dados”.

Já na área de ciências da natureza, Sezar Sasson, supervisor de biologia do Anglo conta que o truque para se dar bem é ler a questão atentamente porque “os enunciados quase sempre oferecem os dados necessários para as respostas”. Ele lembra que os estudantes precisam saber interpretar gráficos e tabelas que aparecem com maior predominância em ciências da natureza. “Também é necessário saber decodificar os enunciados que quase sempre oferecem os dados necessários para as respostas.”

Redação sem trauma
A professora Simone Motta, professora de redação do Etapa, recomendou ainda a leitura de artigos e editoriais – que trazem estrutura semelhante da pedida na prova –, além das redações que tiveram nota dez no Enem de outros anos e estão disponíveis para consulta na internet. Ela e Karina Chamklidjian, professora do Universitário, sugerem que os alunos escrevam entre quatro e doze redações daqui até a véspera do exame, mas sem se cansar demais.

Para Karina, uma boa dica é que os candidatos mostrem suas redações a outras pessoas e estimulem um debate para obter outros pontos de vista sobre o tema. Ela diz que a redação do Enem é corrigida de acordo com premissas básicas e, portanto, a chave para fazer uma boa prova é seguir à risca as principais regras ao receber a questão.

(via G1)

Professores desvendam as habilidades e competências cobradas no Enem 2011 e apontam os principais temas que devem cair

O discurso de que o Enem cobra mais habilidades e competências do que o puro conteúdo das disciplinas é muito bonito na teoria. Mas, na prática, os vestibulandos querem mesmo é saber o que vai cair na prova. Por isso, com a ajuda de professores das quatro áreas de conhecimento cobradas (Ciências da Natureza, Matemática, Ciências Humanas e Linguagens), desvendamos a matriz de referências do exame. Confira as dicas e as principais apostas deles em português, geografia, história, química, física, biologia e matemática, lembrando que se trata de uma prova interdisciplinar. Depois, é só se concentrar nos estudos desses temas recorrentes. Boa sorte!

A rotina em forma de questões

Assuntos rotineiros na vida de boa parte da população serão os principais temas de questões da próxima avaliação de Ciências da Natureza e suas Tecnologias. Esta é a aposta do professor de biologia Manuel Gomes, diretor de ensino do GPI:

- Pode ser perguntado qual é melhor conduta para se evitar a contaminação pela dengue, um assunto que aparece quase todos os dias nos jornais – sugere Gomes.

Preocupação com a leitura é a principal orientação do professor. Ele garante que boa parte das respostas estará nos enunciados da própria prova.

- Geralmente, é apresentado um problema e pedida uma solução para ele – afirma.

Gomes também cita temas interdisciplinares, como poluição ambiental, água e fenômenos elétricos, que poderiam ser avaliados pela ótica da química, da física ou da biologia.

Posicionamento crítico sobre assuntos diversos

O candidato deve não apenas estar inteirado da informação em si, mas também ter um posicionamento crítico em relação a ela, além da noção dos diferentes lados da discussão. Essa é a principal orientação do professor de história João Aprígio, coordenador de vestibular do colégio Franco-Brasileiro, sobre a prova de Ciências Humanas e suas Tecnologias. Aprígio cita o exemplo da polêmica relacionada à construção da Usina de Belo Monte, no Pará:

- Neste caso, há argumentos contra a usina, como o seu impacto ambiental e sobre os moradores do entorno; por outro lado, há a necessidade de levar a eletricidade a regiões mais distantes no país – comenta ele, que ainda cita o debate sobre a transposição do Rio São Francisco.

O professor também aposta em temas que fazem aniversário neste período: os dez anos dos atentados terroristas da Al Qaeda contra os Estados Unidos e os 50 anos da construção do Muro de Berlim.

- A Era Vargas é um tópico recorrente. E o Enem ainda pode fazer um paralelo com a época atual e os casos de denúncias de corrupção, como também ocorreu naquele período histórico – acrescenta.

Estar inteirado de assuntos gerais e ler, pelo menos, um periódico por semana, de preferência os dominicais, é outra recomendação do professor.

Intertextualidade entre textos e imagens

Função emotiva, denotativa, apelativa, fática, metalinguística ou poética: as já conhecidas funções da linguagem certamente estarão presentes na prova de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, na opinião do professor Rafael Cunha, coordenador de língua portuguesa e redação do curso Pensi. No entanto, Cunha acredita que elas serão apresentadas em diferentes linguagens:

- O Enem cobra a interpretação não só de textos, mas de tiras, charges, quadrinhos, fotografias e pinturas – explica.

Cunha ainda aposta em questões de intertextualidade entre textos e até figuras.

- A pintura Guernica, de Pablo Picasso, faz referência à Guerra Civil Espanhola. Então esse quadro poderia estar associado a um artigo do mesmo momento histórico. O Enem pediria que aluno reconhecesse que existe um diálogo entre o texto e a pintura. O mesmo poderia ocorrer com a “Canção do exílio”, de Gonçalves Dias, que virou paródia na época do Modernismo – exemplifica o professor.

Cultura geral é uma “premissa básica” para se dar bem no teste do Enem, segundo Cunha. Portanto, a leitura de jornais e revistas também é bem-vinda.

Interpretação de gráficos e tabelas

Seja em formato de pizzas ou barras, os gráficos certamente estarão presentes na próxima prova do Enem, garante o professor Salvador da Silva Bruno, coordenador de matemática da Escola Dínamis.

- Os gráficos geralmente são tirados de institutos ou jornais, por isso são bem atuais, e o aluno terá que mostrar a capacidade de fazer a leitura deles. Em geral, a resposta para a questão está no próprio gráfico – afirma Salvador, que ainda dá exemplos. – Poderiam cair gráficos com a amostragem percentual da área desmatada da Amazônia ou os índices de desigualdade social.

Razão e proporção, geometria espacial, média aritmética, probabilidade e análise combinatória também devem aparecer nas questões.

- Em análise combinatória, é provável cair uma placa de carro, que é composta por três letras e quatro números. O candidato vai ter que calcular o número de possibilidades de emplacamentos – aposta.

(via OGlobo Online)

Na última prova, uma de cada quatro perguntas do Enem foi de interpretação de texto

Pouco mais de um quarto das questões objetivas do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) são de simples leitura e interpretação de texto. A análise, realizada pelo UOL Educação, levou em conta as duas últimas provas, aplicadas no ano passado a cerca de 3,2 milhões de estudantes. A avaliação MEC (Ministério da Educação) é realizada pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira).

O Enem divide seus 180 testes de múltipla escolha em quatro áreas do saber: ciências humanas e suas tecnologias; ciências da natureza e suas tecnologias; linguagens, códigos e suas tecnologias; e matemática e suas tecnologias. Dentre elas, a que é composta basicamente por compreensão de textos é a de linguagem. Parte das perguntas de leitura e interpretação pode exigir conhecimento de vocabulário específico em diferentes gêneros, como charges, quadrinhos, publicidades, excertos de revistas, fragmentos de obras da internet, entre outros.

Embora nas demais áreas da prova objetiva o número de questões que se baseiam principalmente na leitura de um texto – imagem, trecho escrito, gráfico simples ou tabela – seja menor, não é irrelevante. Nas ciências naturais, de acordo com a verificação do UOL, 11% das perguntas podiam ser respondidas apenas com a leitura atenta e sem conhecimento específico das disciplinas.

Situações do cotidiano

Por toda a prova, os testes privilegiam problemas que tenham alguma ligação com a vida cotidiana. Por isso, em geral, a compreensão dos enunciados é simples. Em matemática, por exemplo, conhecimentos sobre números complexos nem chegaram a ser cobrados nos 45 testes de cada um dos exames do ano passado. O conteúdo avaliado ficou restrito, fundamentalmente, a continhas simples e cálculo de áreas e volumes.

Já nas provas de ciências humanas e de ciências da natureza, é possível notar uma preocupação dos examinadores relacionada aos problemas do mundo atual, como o aquecimento global, a poluição, a produção agrícola, as crises econômicas, os problemas decorrentes da urbanização. Cidadania, ética e preocupação com as chamadas “minorias”, como os grupos indígenas, negros e LGBTTTs (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros), também aparece ao longo dos 180 itens.

Teoria de Resposta ao Item

As provas objetivas do Enem são construídas com o uso de uma tecnologia de avaliação chamada Teoria de Resposta ao Item (TRI). Seu grande diferencial é possibilitar que provas diferentes tenham o mesmo nível de dificuldade. Isso ocorre porque todas as questões (chamadas de itens) passam por um “teste” anterior ao exame. Esse procedimento recebe o nome de “pré-teste” e ocorre quando diferentes estudantes do País respondem a questão. Pelo número de acertos e erros, o item recebe pesos diferentes, relacionados ao seu grau de dificuldade.

Embora as provas possam englobar itens de diferentes disciplinas acadêmicas, em tese, eles devem implicar o mesmo nível de dificuldade global ao longo dos dias de testes objetivos.

(via UOL Vestibular)