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Ooops! Erramos :$

Oi gente! Bom, parece que a polêmica em torno da decisão da UFRJ de adotar o ENEM como única forma de acesso chegou até aqui no Desconversa!

Em um post anteriorfalamos sobre os depoimentos dos que influenciaram nessa decisão.

Ao transcrever a notícia do G1, não podemos apurar as fontes. Recebemos do presidente da comissão de acesso aos cursos de graduação, Sergio Guedes, um email retificando seu depoimento, que aparentemente foi distorcido na hora da transcrição. Confira.

A notícia diz que:

“Segundo o presidente da comissão de acesso aos cursos de graduação da UFRJ, Sergio Guedes de Souza, a decisão visa permitir o acesso à universidade da forma mais democrática possível. ‘A comissão chamou para si a responsabilidade de tomar a decisão de oferecer 100% das vagas por ENEM/SiSU. A gente espera que a UFRJ continue sempre olhando para a frente, e que tenhamos um resultado positivo.’”

Na verdade, segundo Sergio Guedes, a Comissão não chamou a responsabilidade de tomar essa decisão para si, tendo sido atropelada pela decisão do Consuni. Ele reforça ainda, que a transcrição de seu depoimento leva a entender que defende a proposta, quando na verdade é contrário à decisão, pela forma rápida com que foi tomada (tendo apenas uma sessão para discuti-la e outra para votar), sem levar em consideração os candidatos e a mudança de rumo do concurso no meio do processo.

Polêmicas resolvidas, confusões descomplicadas, galera. É muito importante tomar cuidado com o que dizem por aí.

Até a próxima.

‘Acabamos com a excrescência do vestibular’, diz reitor da UFRJ

Estão acompanhando a repercussão da decisão tomada pela UFRJ de aderir totalmente ao ENEM como forma de ingresso na universidade? Confira a entrevista com o reitor Aloísio Teixeira sobre a decisão!

Depois de uma conturbada reta final de sua gestão como reitor da UFRJ, que incluiu o incêndio no Palácio Universitário e o desabamento do teto do prédio anexo de Serviço Social devido a cupins, Aloísio Teixeira volta ao campus da Praia Vermelha apenas como professor do Instituto de Economia. Grande articulador político, fez de seu pró-reitor de Planejamento e Desenvolvimento, Carlos Levi, o futuro reitor. Na última semana de um mandato marcado pela reconquista do Canecão e demolição de uma ala do Hospital Universitário, Aloísio conseguiu a aprovação do fim do vestibular da universidade e sua substituição pelo ENEM. Ele faz um balanço de seus oitos anos no cargo.

Por que a decisão de acabar com o vestibular?

ALOÍSIO TEIXEIRA: Sou de uma geração que lutou a vida inteira contra o vestibular. Desde a primeira edição que participei como reitor, defendi caminhos alternativos para o acesso à universidade. O vestibular é uma excrescência do ponto de vista didático, pedagógico e social. Ele consolida os mecanismos de exclusão e foi um esforço desmontar essa máquina perversa. Não que o Enem seja isento de problemas, mas é um passo importante ter uma prova nacional. A universidade estava dividida, mas isso é natural.

Por que aumentar as cotas sociais para 30%?

ALOÍSIO: Propusemos 30% para as redes públicas, mas cuja renda familiar per capita seja de até um salário-mínimo. Mesmo que venham alunos de escolas federais, colégio de aplicação, garantimos a natureza social desta ação afirmativa. Há uma série de ações correlatas para garantir a permanência deste estudante na universidade: bolsa, transporte gratuito, acesso a equipamentos de informática etc. Acho que 30% é um percentual que implica despesas que podemos assumir sem problemas. Mais do que isso acho que é temerário.

Quais suas principais conquistas nessas duas gestões?

ALOÍSIO: Houve uma expansão de recursos grande que permite a universidade se planejar melhor, desenvolver atividades, investir em novos prédios, salas de aula, laboratórios e se modernizar. Houve um aumento exponencial de concursos para docentes e dos cursos de pós-graduação com nota máxima na Capes. Na graduação, o número de vagas cresceu cerca de 50% e foram criados 25 cursos novos, além da expansão em Macaé e Xerém. E resolvemos uma espinha atravessada na garganta da universidade que era a posse do terreno do Canecão.

Há projetos para o Canecão?

ALOÍSIO:Temos uma indicação votada pelo Conselho Universitário, no Plano Diretor, de fazer ali um centro de eventos para a cidade e a universidade. Também há possibilidade de termos uma série de equipamentos de que somos carentes, como um restaurante-escola e um teatro-escola. É preciso também discutir um modelo de gestão. O terceiro problema é como financiar. Não há chance de privatização. É claro que aquilo ali é ouro em pó. Um terreno daquele tamanho na Zona Sul do Rio é alvo de cobiça. Se a universidade rapidamente não definir um projeto, pode perder aquilo ali.

E os entulhos do Hospital Universitário?

ALOÍSIO: Isso era outra espinha na garganta da universidade. Já nos anos 70 foi discutida a demolição de uma parte. A estrutura vinha se deteriorando. Fizemos um diagnóstico com a Coppe dos problemas estruturais, mas não havia jeito, era preciso derrubar. Foi doloroso. Sobre o entulho, abrimos uma licitação para retirada, mas circulou a informação de que poderíamos vendê-lo. Suspendemos a licitação, mas só a Cruz Vermelha se interessou. Estamos negociando para eles levarem e nós não pagarmos nem recebermos.

O que faltou concretizar em oito anos de gestão?

ALOÍSIO: Temos que avançar na expansão de vagas e consolidar formas de acesso à universidade para que sejam menos excludentes e impeditivas. Há uma assimetria na universidade entre as áreas de ciências duras (tecnologia) e as de humanidade e ciências sociais. Estas últimas foram pouco contempladas no passado. A universidade só se integrará de fato e dará um salto de qualidade se as ciências sociais e de humanidade permearem todas as atividades de ensino e pesquisa de extensão.

O projeto não realizado de transferir todos os cursos para o Fundão contribuiria com isso?

ALOÍSIO: O maior problema da UFRJ é a fragmentação. Estar espalhada pela cidade é ruim, mas só juntar não resolve. A UFRJ é um mosaico de microssucessos, como a Coppe e a Faculdade de Medicina. São sucessos individuais, mas quando você junta tudo, não conseguimos nos tornar uma verdadeira universidade. Há conjunto de razões para defender a vinda ao Fundão: ocupamos prédios históricos, e as unidades neles localizadas teriam instalações melhores.

E o que seria feito do campus da Praia Vermelha?

ALOÍSIO: É uma situação mais complexa. Não podemos usar o palácio universitário do jeito atual, pois estamos promovendo a destruição de um patrimônio arquitetônico do Rio. Temos espaço para construir no campus, mas precisamos pensar na integração dos estudantes das diferentes áreas do conhecimento. O ônus do deslocamento entre os campi é do estudante. Ninguém quer vender nem privatizar nada. Queremos usar a Praia Vermelha como espaço público. Vencido esse primeiro momento, o bom senso vai acabar imperando.

(via OGlobo Online)

Decisão da UFRJ reforça importância do Enem, diz presidente do Inep

Já falamos do comentário do reitor sobre a decisão da UFRJ de adotar o ENEM como única forma de acesso a universidade. Confiram o que a presidente do INEP falou sobre a decisão!

A presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisa Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Malvina Tuttman, comemorou a decisão da  UFRJ de acabar com vestibular e adotar o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) a partir do ano que vem. Em entrevista ao G1, Malvina disse nesta quinta-feira que a iniciativa da universidade “reforça a importância” do ENEM e que é um caminho para “democratização do acesso às universidades”.

“Academicamente, considero que o exame oferece oportunidade a todos que querem ingressar na universidade. Posso afirmar, como educadora, que esse é um caminho importante para a democratização do acesso às universidades”, afirmou Malvina.

Nesta quinta, a UFRJ decidiu que irá oferecer 100% das vagas do vestibular 2012 pelas notas do ENEM 2011. Os estudantes terão de se inscrever no Sistema de Seleção Unificada (SiSU) para concorrer a vagas.

Para Malvina, a decisão representa uma mudança de paradigma no pensar das nossas instituições. “A UFRJ nos dá um exemplo de amadurecimento do seu processo de reflexão, não porque optou pelo ENEM, mas porque fez sua escolha baseado num debate amplo com a comunidade acadêmica. Não tenho dúvida de que esse deve ser sempre o processo”, defendeu.

A presidente do INEP acredita que a adoção do sistema em outras universidades renomadas, como USP e Unicamp, precisa ser construído a partir de um processo de debate com a comunidade acadêmica.

“Precisa ser um processo de discussões, idas e vindas, tenho certeza de que essas universidades estão encontrando suas formas democráticas de acesso. O ENEM é um desses instrumentos”, disse.

(via G1)

ENEM tem várias vantagens, diz reitor da UFRJ sobre fim do vestibular

Gente! Olha o depoimento do reitor da UFRJ sobre a decisão de adotar integralmente o ENEM como forma de acesso.

O reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Aloísio Teixeira, disse nesta quinta-feira (30) que a decisão de oferecer 100% das vagas do vestibular 2012 pelas notas do ENEM 2011 completa um processo gradual que vinha sendo feito desde 2009. Os estudantes terão de se inscrever no Sistema de Seleção Unificada (SiSU) para concorrer a vagas.

Segundo Teixeira, esse sistema oferece muitas vantagens para o estudante. “A maior vantagem é acabar com a obrigação de fazer vestibular em várias universidades. O ENEM/SiSU reduz a tensão do estudante que não terá que fazer uma sequencia de provas.”

“Como 40 universidades do país optaram por usar o ENEM/SiSU como forma de seleção, acredito que estamos construíndo um sistema nacional público de educação superior. Com certeza isso é uma melhoria,” completou o reitor.

Segundo o presidente da comissão de acesso aos cursos de graduação da UFRJ, Sergio Guedes de Souza, a decisão visa permitir o acesso à universidade da forma mais democrática possível. “A comissão chamou para si a responsabilidade de tomar a decisão de oferecer 100% das vagas por ENEM/SiSU. A gente espera que a UFRJ continue sempre olhando para a frente, e que tenhamos um resultado positivo.”

Segundo Guedes, a decisão foi rápida, em apenas duas sessões – uma para discutir a proposta e outra para a votação. Ele conta que preferia que a mudança fosse mais gradual, mantendo o vestibular por mais um ano junto com o ENEM.

(via G1)